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Mudança de vida? 7 sinais de que você precisa fazer isso!

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O que fazer para entender e começar uma mudança de vida.

Estar disponível para mudanças é uma habilidade a ser desenvolvida. É uma habilidade que se constrói pouco a pouco, modificando crenças, aprendendo a ouvir, se abrindo para novas oportunidades, procurando ser mais flexível nos padrões e regras que regem nossos comportamentos e decisões.

Vivenciar uma mudança de vida de forma tranquila é prática. É treino. Só aperfeiçoamos executando.

Para que possamos perceber que precisamos modificar algo em nossas vidas, precisamos estar abertos a outras possibilidades que podem nos fazer felizes, tanto quando ou mais do que as situações atuais em que estamos. Ou seja, exercitar a flexibilidade e nos desafiar, para construir uma nova zona de conforto: uma maior e mais adequada a nosso momento de vida atual.

Talvez por isso, por conta dessa rigidez, muitas vezes não conseguimos nem mesmo enxergar que necessitamos de um mudança de vida, seja ela uma mudança pequena ou grande. Seja em um comportamento, em um setor específico, em um papel que desempenhamos.

Então, se você está disposto a mudar de vida, mas não consegue perceber que elas precisam acontecer ou não consegue identificar o que é, fique atento a esses indícios:

  1. Sensação de vazio – sempre que sentimos aquela sensação de que está faltando algo em nossa vida é porque existe um valor, ou seja, uma emoção, um sentimento que para nós é muito importante e que não estamos vivendo naquele momento. Procure descobrir o que realmente é importante para você e o que isso lhe trás. Para ler mais sobre isso, clique aqui!
  2. Repetição de padrões – você já viveu ou conhece alguém que já te disse algo assim: “Isso sempre acontece comigo! Por mais que eu não queira, essa situação se repete!”. Relacionamentos negativos iguais, mesmos problemas no trabalho, mesmas reações, etc.. Isso é sinal de que você está preso em alguma crença limitante que te impede de modificar comportamentos e te faz ficar no mesmo ciclo vicioso. Leia sobre crenças, aqui!
  3. Dificuldade em relacionamentos – nós, seres humanos, somos seres sociáveis. Para que possamos ser felizes nós precisamos de relacionamentos saudáveis e positivos. Se isso é um ponto delicado em sua vida, avalie o que você está fazendo, qual a sua responsabilidade nisso. Pois nós sempre temos uma parte na responsabilidade. Uma máxima nas relações, quase sempre frequente é: “Você recebe aquilo que dá.”. Se você reclama por atenção, perceba se você dá atenção, e assim por diante.
  4. Sensação de sobrecarga – é bem comum acharmos que podemos dar conta de tudo e com isso, vamos assumindo responsabilidades cada vez em maior número e maiores, e passamos a achar que é normal, que está tudo bem e é assim que funciona. Entramos no que chamamos de superfuncionamento. As consequências disso são claras: estresse, ansiedade, sensação de fracasso e incompetência. Mas, o que você não sabia é que isso também tem um impacto sobre o outro, do qual você assume as responsabilidades, impedindo-o de tomar decisões, de aprender com o erro, etc..
  5. Falta de motivação – isso pode acontecer por duas razões, primeiro porque falta significado na sua vida, ou seja, falta atribuir um propósito, faltam projeções de futuro e construção de objetivos e metas, e relacionar as tarefas a esse futuro. Ou, segundo, é o outro lado da moeda da situação acima, você opera em subfuncionamento. Ou seja, aquela pessoa que evita responsabilidade, que prefere não tomar decisões e deixa sempre alguém fazer isso por ela. E de repente: qual é o seu projeto de vida? Para que você está aqui nesse mundo, mesmo?
  6. Falta de propósito – como falado acima, quando não temos objetivos e metas traçados, começamos a deixar a “vida nos levar” e aí pode começar a faltarem realizações. E sem realizações, nós, seres humanos, não somos felizes. Algo que pode te ajudar a refletir sobre propósito é a pergunta: Você tem sonhos? Quais são os seus sonhos?
  7. Indisposições físicas frequentes – se não promovemos as mudanças necessárias para nos trazer mais felicidade, uma hora o corpo se ressente. Começa a absorver toda essa energia negativa, a realizar as mentalizações destrutivas e tudo aquilo que você vem semeando começa a se tornar realidade. Isso acontece para o bem e para o mal. Então, se mexa!

Toda vez que estes sintomas aparecem é porque algo precisa ser feito. Todos eles remetem a emoções negativas, e elas por sua vez aparecem para nos mostrar que ajustes são necessários.

E não se iluda achando que algum dia chegará à perfeição, pois ela não existe, sempre há a possibilidade de ajustes, pois estamos em constante evolução. Além do que a cada momento da nossa vida, nossas necessidades, nossos valores podem mudar e, desta forma, mudanças precisam ocorrer.

Daí a importância de desenvolvermos a habilidade de absorvermos e promovermos mudanças, da forma mais suave possível, em termos de impactos emocionais.

 

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Como ter mais foco na sua vida!

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Por que não consigo ter mais foco?

Quando penso em  foco, e no que as pessoas me dizem sobre precisar ter mais foco, da dificuldade em permanecerem focadas, da dispersão ser grande, enfim pontos que versam sobre o mesmo tema – ter mais foco na vida; a primeira coisa que eu pergunto é “Você sabe claramente o que você quer? Você sabe onde quer chegar, quer dizer, qual é o resultado que você espera ter no final? Ou ainda, objetivamente, quais são as suas metas?”

Se a resposta para estas perguntas é não, a raiz da falta de foco está aí. Quando não temos isso definido, como podemos nos manter focados? Como podemos nos esforçar para que a nossa atenção esteja em um só ponto?

Com essa resposta, é possível partir para um segundo ponto que é entender a dispersão. Mas, se você ainda está no primeiro passo, não adianta querer ir para o próximo. Pare e avalie quais são os seus objetivos, o que você quer conquistar, o que você quer ser, como você quer que sua vida seja. São formas diferentes de se obter as respostas, nem sempre iguais, mas que vão se complementar e te dar um panorama bem completo dos seus desejos. E depois construa metas com esses desejos, quantificando e colocando prazos. Eu escrevi sobre isso em outro post, se quiser ler, clique aqui.

Mas, se você já tem isso claro, vamos para o segundo ponto que eu averíguo, que é entender a dispersão. O que eu faço que eu percebo que me tira do foco? Exemplos, eu fico pulando de um assunto para o outro, porque me canso? Eu me lembro de coisas que tenho para fazer e paro para executá-las, para não esquecer de novo? Eu tenho preguiça de fazer algumas coisas, e por isso fico adiando e fazendo outras que são mais fáceis? Eu pulo de uma tarefa para a outra, quando a tarefa é longa? Ou quando é mais difícil? Ou quando é específica sobre algo que não me agrada – por exemplo: oferecer meu serviço, falar em público, etc..

Entender como a falta de foco aparece, é importante para entender a razão, ou seja, qual é o desprazer que eu tenho no momento da atividade que me faz mudar para outra? É se conhecer mais, para saber onde agir. E aí atuar sobre a razão com consciência. E obter o que mais quer: ter mais foco! Quer ver só?

Se eu fico pulando de um assunto para o outro, porque me canso – a solução talvez seja desmembrar a minha agenda em pequenos blocos de tempo, que divido entre micro-projetos que desenvolvo simultaneamente. Mesmo que sejam diferentes, eles se complementam, desde que sejam atividades que me levarão para o meu objetivo. Isso é a procrastinação produtiva, segundo Austin Kleon, autor do livro Roube como um artista.

Ou: Eu me lembro de coisas que tenho para fazer e paro para executá-las, para não esquecer de novo – para que você não se deixe levar por esse impulso, você precisa estar seguro de que não vai esquecer do que a sua mente acabou de se lembrar, então talvez você precise armazenar os seus to do´s em um lista confiável que você saiba que irá checar com frequência e também reservar um tempo para as atividades desta lista. Também tenho um post interessante sobre esse tipo de atitude, clique aqui para ler.

Vamos para mais um exemplo? Eu tenho preguiça de fazer algumas coisas, e por isso fico adiando e fazendo outras que são mais fáceis – Aqui você só está se enganando, a não ser que a preguiça seja decorrente de um estado de saúde física ou emocional debilitada, o que requer atenção e algum tipo de tratamento. Mas excetuando esses casos, você simplesmente está dando importância para um prazer imediato, se iludindo que isso é mais importante do que os seus objetivos e que vai lhe trazer mais satisfação. Reaja!

E esse ponto é interessante de falar, porque além de te ajudar a ter mais foco e também se manter no foco, ele é um grande motivador para conquistarmos o que queremos e lutarmos contra preguiça, procrastinação, medo, etc.. Tendemos a ceder para os prazeres mais imediatos, aqueles de curto prazo, os que no momento em que realizamos nos supre uma necessidade momentânea.

Isso ocorre quando cedemos a tentação de comer um doce, mesmo estando de dieta; ou quando preferimos ficar assistindo a um filme largado no sofá, do que fazer um exercício para nos dar mais disposição ou estudar para o concurso que queremos prestar; ou quando preferimos fazer uma tarefa mais fácil, mas de baixo impacto em nosso objetivo, ao invés de nos focarmos e colocarmos toda a nossa energia em uma tarefa cujo impacto é alto na realização de nossos sonhos. Esquecemos de olhar para o futuro e visualizar o prazer, a satisfação que teremos quando atingirmos a forma física que queremos; ou quando passarmos no concurso; quando atingirmos uma condição de saúde melhor e nos sentirmos mais dispostos; e claro, quando nos vemos realizando nossos sonhos.

O que vale mais a pena? O prazer imediato ou a realização de uma meta?

Ter mais foco, exige clareza dos objetivos e dos passos que precisam ser dados. Se manter no foco, exige força de vontade, disciplina, empenho e uma pitada de autoconhecimento, para fazer ajustes que vão facilitar a permanência no foco, que não vão te atrapalhar a ser uma pessoa mais focada.

As dispersões muitas vezes nos mostram aspectos de nós mesmos que precisamos ajustar ou que estamos negando ou escondendo, ou então necessidades que estamos deixando de atender. Muitas vezes, basta pequenos ajustes para atender essa necessidade em outro momento do seu dia que ela não será mais um fator de desequilíbrio e causador da falta de foco.

É uma auto-observação. Entenda as suas necessidades, ajuste o que for preciso, construa sua rotina de tal forma que nada seja obrigação, mas que seja vista simplesmente como passos necessários para se conquistar o que quer. Se o que você estiver fazendo tiver um propósito verdadeiro e fundamentado nos seus valores, será fácil trocar esse conceito de obrigação para disciplina. E ter mais foco será apenas uma consequência.

Como enfrentar o medo que te impede de ter o que quer?

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Para enfrentar o medo, troque  por confiança.

Todos nós temos medo. Como já disse em outros textos (leia aqui se quiser e aqui), ele não é privilégio seu ou meu, faz parte da natureza humana, porque é um mecanismo de defesa. Mas, muitos medos não são lógicos e por isso podemos questioná-los, acabam nos limitando e prejudicando, e gerando um desconforto bastante grande. Se todos têm medo, o próximo passo após reconhecê-lo, é ter coragem para enfrentá-lo. Mas, como vencer o medo? Corajosa não é aquela pessoa que não tem medo. É aquela pessoa que tenta enfrentá-lo, não é mesmo?

Por isso que medo não é o oposto de coragem. O sentimento oposto é a confiança. É confiança que temos que adquirir, que temos que construir para superá-lo, qualquer um que seja.

E como se constrói confiança? Ao entendermos o medo e as crenças que temos a seu respeito, podemos desafiá-las e começar a perceber que elas não têm fundamento e, portanto, esvaziar o medo e gerar confiança.

Como podemos lidar:

  • Primeiro, precisamos conhecê-los. Torne-se íntimo do seu medo. Destrinche-o. Entenda por que você se sente assim. Pergunte-se: qual a pior coisa que poderia acontecer nessa situação que me assusta? Por que isso é o pior? Saiba qual exatamente é o medo que você vai enfrentar. Como você irá enfrentá-lo se você não sabe exatamente do que ele é composto?

 

  • Segundo, desafie as suas crenças. As crenças são coisas que acreditamos sobre a vida, são as nossas regras sobre a vida – pessoais e únicas, que assimilamos desde a nossa infância, que absorvemos através de referenciais durante a nossa vida. Algumas delas nos fortalecem. Outras nos limitam porque trazem emoções negativas relacionadas ao assunto em questão. Quando você se perguntou por que tem esse medo, seja qual for ele, você está se dando pistas de quais as crenças que possui a esse respeito. Portanto, ao identificá-las, desafie-as se perguntando se são reais, se tem lógica, se são factíveis.

 

  • Terceiro, prepare-se. Passamos a nossa vida com medos, dos quais a imensa maioria não irá acontecer. Mas, e se acontecer? É assim que nos sentimos. É assim que funciona. E o problema está justamente em como nos comportamos a partir deste ponto. Deixamo-nos paralisar e somos levados pelo medo. Ao invés disso, a pergunta é: supondo que a situação que você mais teme, ocorra, como você faria para superá-la? Qual seria o seu plano para passar por essa situação hipotética, que te assusta e amedronta, da melhor forma possível? Como você gostaria de reagir caso o que você mais teme, acontecesse? O que te impede de reagir assim?

Pensando nisso, o que você precisaria ser, fazer ou ter para poder “dar a volta por cima” e superar a situação? Por isso, aqui estamos falando em se preparar. Quando nos preparamos para algo, significa que a situação não nos pegará de surpresa. E se não nos pegar de surpresa, sabemos quais os melhores comportamentos, atitudes e até mesmo as emoções que precisamos ter e provocar para o momento.

Fez sentido para você? Se sim, o que você pode fazer agora para dar um primeiro passo para enfrentar esse medo que você tem?

Seja caridoso com você – aprenda a exigir menos de você!

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Exigir menos de você é trocar a culpa pela responsabilidade!

Uma noite eu estava em uma palestra, na verdade algo bem informal, em que o palestrante falava sobre comportamento humano e ele começou a falar sobre caridade. E como, para que possamos ser caridosos com os outros, precisamos ser caridosos conosco primeiro e exigir menos. E foi bem interessante, pois aquela frase foi perfeita para mim. Como se diz por aí: “caiu como uma luva”. E o mais especial foi perceber que eu já tinha esse conceito na minha mente, de que não podemos nos culpar, temos que exigir menos de nós mesmos, mas nunca havia absorvido daquela forma e feito tão sentido para mim, quando aquela pessoa usou a palavra “caridosa”. Ser caridosa comigo mesma. Caridosa.

Caridade no dicionário quer dizer bondade, generosidade, compaixão. E por isso fez tanta diferença para mim. Se comparado aos conceitos anteriores como “não se culpar”, “não exigir demais de mim mesma”, “ser caridosa comigo mesma” é completamente diferente, emocionalmente falando. Quer dizer, é entender que erramos, que falhamos, que sentimos emoções que não queremos, que nos expressamos como não gostaríamos, mas apesar disso tudo nos perdoarmos por isso. É ser caridoso. É aceitar o erro. É exigir menos de nós mesmos. É termos compaixão por nós mesmos e seguirmos em frente, sem nos punirmos. Existe uma carga emocional positiva muito forte no perdão, na caridade, e ao trazer este conceito à tona trazemos para perto de nós esta possibilidade que é perfeitamente viável, a de sermos caridosos começando por nós mesmos, de nos perdoarmos.

Não sei você, mas eu sempre associei caridade com o outro, e quando a possibilidade de começar a exercer a caridade em nós mesmos me foi trazida, a sensação foi um misto de alívio, de aceitação e de recomeço. Pois na verdade é isso, a cada erro que nós cometemos, a cada deslize, ao invés de (aí sim) nos culparmos, nos chicotearmos, precisamos aplicar esse conceito de caridade, identificar o que não gostamos no nosso comportamento e recomeçar.  Alívio por perceber que existe uma possibilidade a mais além da culpa, que é a compaixão. Aceitação por entender que todos somos passíveis de erros e de termos comportamentos que não admitimos e negamos. Recomeço por colocarmos em prática o aprendizado e buscarmos chegar um pouquinho mais perto da forma como realmente queremos agir, da nossa essência.

É importante nesse processo percebermos que sermos caridosos conosco não significa que temos que aceitar os nossos erros e não procurarmos melhorar. Não significa que cometemos o mesmo erro seguidas vezes e não fazemos nada para que seja diferente, para que não se repita. Ser caridoso não é ser complacente com nossos erros. Ser caridoso tem a ver com perdão, com a aceitação, mas não se estende além desse ponto, pois se isso acontece não evoluímos. Evoluímos quando aprendemos a praticar a caridade, conosco e com os outros; mas evoluímos também quando buscamos nos aperfeiçoar, melhorar não apenas o nosso comportamento, mas trabalhar a raiz, a causa do comportamento que são as nossas emoções. E nesse caso específico, principalmente as emoções negativas que nos impulsionam a atitudes ruins, que tem como fonte emoções como ódio, culpa, medo, mágoa, frustração. Atitudes que queremos evitar, pois não queremos que nossos comportamentos sejam pautados por estas emoções.

Então, da próxima vez que fizer algo que te desagrade profundamente, ao invés de se culpar e de se boicotar, entenda que você foi sim o responsável pela atitude – e isso é fundamental, mas aceite-a como parte de você, pois todos temos um lado que não está coberto pela luz,  uma sombra, mas seja caridoso com você mesmo, perdoe-se pelo que aconteceu e imediatamente procure entender o que motivou a atitude para que possa transformar o comportamento através da emoção, e desta forma se aproximar cada vez mais do comportamento desejado. Aprenda a exigir menos de você.

É sua responsabilidade!

autorresponsabilidade, metas, objetivos, karma, mindset, alta performance, qualidade de vidaE não dá mais para escapar disso, da autorresponsabilidade.

No Yôga seguimos um conceito que se chama karma, para nós do Yôga pré-clássico karma nada mais é do que uma lei universal, de ação e reação. Ou seja, tudo o que nos acontece na vida é uma consequência de uma atitude nossa. Nós tomamos decisões, agimos de determinadas formas, nos expressamos, interagimos, etc., temos atitudes que todo o tempo trará consequências, boas ou ruins, que nos levarão para um caminho ou outro. Mesmo que talvez no momento não tenhamos consciência do lugar ou ponto para o qual estamos indo ou de todas as consequências possíveis. Aproximamos-nos ou nos afastamos de determinados karmas de acordo com as nossas escolhas. E entender que nossas atitudes nos levam para onde queremos ou não, é ter autorresponsabilidade.

E isso é tão verdadeiro que me faz cada vez mais querer ampliar minha consciência para poder enxergar um pouquinho mais longe para onde minhas ações, pensamentos e emoções vão me levar.

Mas, sabendo disso: que nós somos responsáveis pelo caminho que trilhamos e pelas pedras e flores que estão nesse caminho, vejo alguns pensamentos que valem a pena serem transformados em ações:

  1. Assuma a responsabilidade pelas consequências. Pratique a autorresponsabilidade. Busque sempre entender qual foi ou é a sua participação na situação, pois ela existe – em geral é grande e está lá; ao invés de culpar o outro, o momento, a situação, a empresa, o clima, o trânsito, etc..

  2. Identifique a sua responsabilidade e o que pode fazer de diferente a respeito na próxima vez. Qual seria outra alternativa ou resposta que te daria um resultado diferente, e melhor?

  3. Se sabemos dessa implicação das nossas atitudes e escolhas, que tal tornar isso mais consciente, planejando o seu futuro? Sabendo o que você quer, você pode estabelecer suas metas e traçar o que precisa fazer para atingi-las e tomar decisões que evitem determinados karmas que você não quer para você.

  4. Você pode ir mais além. Defina como deve ser o seu comportamento para refletir o que você quer. Quais as características que tem que ter uma pessoa que hoje é o que você quer ser? Como você deve se comportar? O que você tem que falar? E mais ainda, como eu devo pensar? Qual é o mindset de uma pessoa que já alcançou o que você quer alcançar tem?

Tenho observado que esse é um dos principais pontos cegos das pessoas – a autorresponsabilidade, ou seja, temos dificuldade em perceber a nossa responsabilidade. Não conseguimos enxergar que nossas atitudes provocam reações nos outros que não gostamos ou então, que deixamos de tomar algumas ações e nos queixamos de não sermos atendidos em nossas expectativas. Ou quando não comunicamos determinadas necessidades e culpamos o outro por não atendê-las. Como ele iria saber, se não tornamos isso claro? Está compreendendo como isso funciona?

Existe um estudo que modelou os comportamentos, pensamentos de diversas pessoas bem sucedidas, e percebeu-se que existem 5 crenças que são comuns nessas pessoas que experimentaram grande prosperidade nas suas vidas. E uma delas diz respeito à responsabilidade: essas pessoas estão no controle de suas vidas e sabem que são responsáveis pelos seus resultados. Não culpam ninguém. Sempre trazem para si a responsabilidade. Isto é autorresponsabilidade.

E mudarmos a nossa forma de pensar sobre esse ponto, adotando esta crença trará consequências marcantes e extremamente positivas em nossos comportamentos. Que tal começarmos por aí, para irmos em direção a uma vida mais próspera?

É hora de mudar?

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Como saber?

Todas as nossas atitudes acontecem por duas razões:

1. Para irmos em direção ao prazer. Para vivermos emoções que de alguma forma nos trazem felicidade. Que provocam sensações positivas.

2. Para evitarmos a dor. Para nos afastarmos de emoções que nos machucam, que nos causam sofrimento

Parece óbvio, não?

Muitas vezes vivemos situações ou temos atitudes que não gostamos. No caso das situações, se não fizermos nada para entender por que elas não nos agradam e procurarmos superar o desconforto que essas situações produzem em nós mesmos, iremos sempre evitar viver qualquer uma dessas situações, vamos evitar que elas se repitam. Como por exemplo, quando temos medo de falar em público. Se não fizermos nada para mudar ou desvendar esse medo, sempre vamos nos esquivar de situações de exposição, porque nos fará viver uma dor que não queremos passar.

No caso de comportamentos que temos e não gostamos, normalmente é quando agimos por impulso, e temos pouca consciência do momento exato em que “nos perdemos”, ou seja, começamos a agir de uma forma que para nós é inadequada, por conta provavelmente de um impulso emocional descontrolado. Se a atitude não nos agrada é porque durante ou após, ela provoca sensações, sentimentos ruins e que se traduzem em dores que não queremos sentir. Mas, por que tantas vezes é tão difícil mudar?

Primeiro porque a dor não é suficientemente grande. Se conseguimos lidar com essa emoção negativa quando ela ocorre, vamos continuar agindo do mesmo jeito, porque por mais que seja desagradável, as consequências são administráveis a curto prazo.

Quando chegamos em nosso limiar de dor, ou seja, naquele ponto em que dizemos “não aguento mais” – de verdade, é o ponto em que conseguimos modificar um comportamento ou sair de uma situação.

Se insistimos em agir do mesmo jeito, vamos começar verdadeiramente a nos machucar, a violar os nossos valores mais profundos e de fato vivenciar aquela dor insuportável que não queremos. E por mais que isso possa parecer uma situação que ninguém se colocaria, isso é muito mais comum do que imaginamos. Isso porque é preciso coragem para mudar, se desconstruir e começar novas associações, padrões mais felizes.

Precisamos chegar nesse ponto? Se você quer uma mudança duradoura sim. Nesse ponto temos clareza do que é preciso fazer, qual o novo padrão comportamental ou situações que queremos estar e o principal, temos motivação, ou seja, não viver novamente aquela dor insuportável. Mas, você não precisa viver a dor no seu limiar para saber que é a hora de mudar e promover a mudança, muitas vezes, conseguimos identificar, mas não temos coragem ou motivação. O que você precisa então é criar essa motivação , ou seja, uma essa alavanca que dará a motivação, trazer essa dor para próximo de você, como se ela fosse real, para que sirva de alavanca para a mudança. Então é como se você a estivesse vivendo, e isso terá força suficiente para fazer você sair da situação ou mudar o comportamento indesejado.

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