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Seja caridoso com você – aprenda a exigir menos de você!

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Exigir menos de você é trocar a culpa pela responsabilidade!

Uma noite eu estava em uma palestra, na verdade algo bem informal, em que o palestrante falava sobre comportamento humano e ele começou a falar sobre caridade. E como, para que possamos ser caridosos com os outros, precisamos ser caridosos conosco primeiro e exigir menos. E foi bem interessante, pois aquela frase foi perfeita para mim. Como se diz por aí: “caiu como uma luva”. E o mais especial foi perceber que eu já tinha esse conceito na minha mente, de que não podemos nos culpar, temos que exigir menos de nós mesmos, mas nunca havia absorvido daquela forma e feito tão sentido para mim, quando aquela pessoa usou a palavra “caridosa”. Ser caridosa comigo mesma. Caridosa.

Caridade no dicionário quer dizer bondade, generosidade, compaixão. E por isso fez tanta diferença para mim. Se comparado aos conceitos anteriores como “não se culpar”, “não exigir demais de mim mesma”, “ser caridosa comigo mesma” é completamente diferente, emocionalmente falando. Quer dizer, é entender que erramos, que falhamos, que sentimos emoções que não queremos, que nos expressamos como não gostaríamos, mas apesar disso tudo nos perdoarmos por isso. É ser caridoso. É aceitar o erro. É exigir menos de nós mesmos. É termos compaixão por nós mesmos e seguirmos em frente, sem nos punirmos. Existe uma carga emocional positiva muito forte no perdão, na caridade, e ao trazer este conceito à tona trazemos para perto de nós esta possibilidade que é perfeitamente viável, a de sermos caridosos começando por nós mesmos, de nos perdoarmos.

Não sei você, mas eu sempre associei caridade com o outro, e quando a possibilidade de começar a exercer a caridade em nós mesmos me foi trazida, a sensação foi um misto de alívio, de aceitação e de recomeço. Pois na verdade é isso, a cada erro que nós cometemos, a cada deslize, ao invés de (aí sim) nos culparmos, nos chicotearmos, precisamos aplicar esse conceito de caridade, identificar o que não gostamos no nosso comportamento e recomeçar.  Alívio por perceber que existe uma possibilidade a mais além da culpa, que é a compaixão. Aceitação por entender que todos somos passíveis de erros e de termos comportamentos que não admitimos e negamos. Recomeço por colocarmos em prática o aprendizado e buscarmos chegar um pouquinho mais perto da forma como realmente queremos agir, da nossa essência.

É importante nesse processo percebermos que sermos caridosos conosco não significa que temos que aceitar os nossos erros e não procurarmos melhorar. Não significa que cometemos o mesmo erro seguidas vezes e não fazemos nada para que seja diferente, para que não se repita. Ser caridoso não é ser complacente com nossos erros. Ser caridoso tem a ver com perdão, com a aceitação, mas não se estende além desse ponto, pois se isso acontece não evoluímos. Evoluímos quando aprendemos a praticar a caridade, conosco e com os outros; mas evoluímos também quando buscamos nos aperfeiçoar, melhorar não apenas o nosso comportamento, mas trabalhar a raiz, a causa do comportamento que são as nossas emoções. E nesse caso específico, principalmente as emoções negativas que nos impulsionam a atitudes ruins, que tem como fonte emoções como ódio, culpa, medo, mágoa, frustração. Atitudes que queremos evitar, pois não queremos que nossos comportamentos sejam pautados por estas emoções.

Então, da próxima vez que fizer algo que te desagrade profundamente, ao invés de se culpar e de se boicotar, entenda que você foi sim o responsável pela atitude – e isso é fundamental, mas aceite-a como parte de você, pois todos temos um lado que não está coberto pela luz,  uma sombra, mas seja caridoso com você mesmo, perdoe-se pelo que aconteceu e imediatamente procure entender o que motivou a atitude para que possa transformar o comportamento através da emoção, e desta forma se aproximar cada vez mais do comportamento desejado. Aprenda a exigir menos de você.

Desaprenda.

Artigo revisto em 26 de setembro de 2016

crenças limitantes flor de lotus paradigmas

 

Descubra suas crenças limitantes, destrua paradigmas.

Esse texto foi feito para o início de 2016, mas, para que esperarmos o início do ano para fazermos as mudanças que queremos, não é mesmo? Então, faça agora. E comece com esse conselho:

O fim do ano chegou e eu gostaria de falar uma coisa para vocês uma única coisa: desaprenda. Desejar que em 2016 você, todos nós possamos desaprender.

Se tem algo que pode nos trazer novos aprendizados, nos mostrar novas possibilidades e nos abrir oportunidades é desaprender.

Desaprender é quebrar aqueles paradigmas que aprendemos no decorrer de nossa vida. Que absorvemos da sociedade. Desaprender é descobrir as nossas crenças limitantes ou não e destruir aquelas que nos prejudicam. É construir crenças novas. É reaprender aquilo que nos faz bem, que nos impulsiona. E introjetar estas novas crenças. É reconstruirmos a nós mesmos, incorporando em nossas vidas convicções que nos farão evoluir como seres humanos, crescer e contribuir para o mundo de alguma forma. Fazer a diferença e fazer diferente.

E é isso o que desejo para você neste novo ano.

Esse final de semana estive com alguns amigos e uma pessoa que conheci aquele dia começou a falar a sua interpretação, segundo a astrologia, sobre o que significava a forma como os meus filhos nasceram. Nesse momento eu percebi que tinha uma certa tendência em acreditar “de cara” em algumas coisas que ouço, leio, etc, percebi isso porque agi assim quando ela estava explicando e percebi que era assim que eu absorvia algumas das minhas crenças erradas, impróprias. E nesse momento lembrei-me do axioma número 1, preconizado pelo sistematizador do Yôga antigo, linha que sigo, o SwáSthya: Não acredite. E é isso que peço, exercite isso. Não acredite imediatamente em tudo o que ouvir. Nem mesmo no que estou escrevendo agora. Escute, leia, pondere, averigue outras opiniões, veja se o que você está ouvindo ou lendo tem sintonia com você, antes de absorver o que quer que seja. E desaprenda aquilo que você absorveu e que não serve mais para você, que algum dia serviu mas que hoje não está te ajudando em nada.

Aproveite o momento atual, afinal todo começo de ano é um época em que fazemos um balanço da nossa vida, do que realizamos, do que gostaríamos de ter feito e não fizemos, e também é uma época em que fazemos as promessas de ano novo, não é?

Ano novo é renovação, é recomeço, como o encerramento de um ciclo e uma nova chance para tentarmos realizar aquilo que ficou pela metade. Também o que deixou de ser feito pela falta de dinheiro, de tempo, de força de vontade, de momento ideal, etc.. E isso nos traz motivação para alcançar nossos objetivos e fazer diferente.

Então, faça diferente. Faça diferença. Desaprenda.

Feliz 2016!

Se quiser ler mais sobre crenças limitantes, clique aqui.

É hora de mudar?

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Como saber?

Todas as nossas atitudes acontecem por duas razões:

1. Para irmos em direção ao prazer. Para vivermos emoções que de alguma forma nos trazem felicidade. Que provocam sensações positivas.

2. Para evitarmos a dor. Para nos afastarmos de emoções que nos machucam, que nos causam sofrimento

Parece óbvio, não?

Muitas vezes vivemos situações ou temos atitudes que não gostamos. No caso das situações, se não fizermos nada para entender por que elas não nos agradam e procurarmos superar o desconforto que essas situações produzem em nós mesmos, iremos sempre evitar viver qualquer uma dessas situações, vamos evitar que elas se repitam. Como por exemplo, quando temos medo de falar em público. Se não fizermos nada para mudar ou desvendar esse medo, sempre vamos nos esquivar de situações de exposição, porque nos fará viver uma dor que não queremos passar.

No caso de comportamentos que temos e não gostamos, normalmente é quando agimos por impulso, e temos pouca consciência do momento exato em que “nos perdemos”, ou seja, começamos a agir de uma forma que para nós é inadequada, por conta provavelmente de um impulso emocional descontrolado. Se a atitude não nos agrada é porque durante ou após, ela provoca sensações, sentimentos ruins e que se traduzem em dores que não queremos sentir. Mas, por que tantas vezes é tão difícil mudar?

Primeiro porque a dor não é suficientemente grande. Se conseguimos lidar com essa emoção negativa quando ela ocorre, vamos continuar agindo do mesmo jeito, porque por mais que seja desagradável, as consequências são administráveis a curto prazo.

Quando chegamos em nosso limiar de dor, ou seja, naquele ponto em que dizemos “não aguento mais” – de verdade, é o ponto em que conseguimos modificar um comportamento ou sair de uma situação.

Se insistimos em agir do mesmo jeito, vamos começar verdadeiramente a nos machucar, a violar os nossos valores mais profundos e de fato vivenciar aquela dor insuportável que não queremos. E por mais que isso possa parecer uma situação que ninguém se colocaria, isso é muito mais comum do que imaginamos. Isso porque é preciso coragem para mudar, se desconstruir e começar novas associações, padrões mais felizes.

Precisamos chegar nesse ponto? Se você quer uma mudança duradoura sim. Nesse ponto temos clareza do que é preciso fazer, qual o novo padrão comportamental ou situações que queremos estar e o principal, temos motivação, ou seja, não viver novamente aquela dor insuportável. Mas, você não precisa viver a dor no seu limiar para saber que é a hora de mudar e promover a mudança, muitas vezes, conseguimos identificar, mas não temos coragem ou motivação. O que você precisa então é criar essa motivação , ou seja, uma essa alavanca que dará a motivação, trazer essa dor para próximo de você, como se ela fosse real, para que sirva de alavanca para a mudança. Então é como se você a estivesse vivendo, e isso terá força suficiente para fazer você sair da situação ou mudar o comportamento indesejado.

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