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Você está fazendo AGORA o que gostaria ou está em sua Zona de Conforto?

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Zona de conforto X Objetivos e metas

Esses dias eu estava refletindo sobre uma questão: eu estou fazendo AGORA o que eu mais gostaria de fazer? E quando me refiro ao agora, é no sentido absoluto da palavra, naquele exato momento presente.

Qual você acha que foi a minha resposta?

Qual você acha que é a resposta da maioria das pessoas?

Mas o mais importante: qual é a sua resposta?

Essa é uma resposta delicada, no meu ponto de vista. Eu vejo a grande maioria de nós, como seres que facilmente se adaptam ao comodismo e relutam em sair do que todos chamam de zona de conforto (apesar de eu trabalhar com um conceito diferente de zona de conforto, vou usar aqui o termo com o significado que todos tem).

Ou seja, aquele estado que nos confere uma sensação positiva e gratificante para o momento e normalmente passageira. Explico: sempre que nos entregamos a um prazer imediato, como assistir a um filme, comer algo gostoso mas fora da dieta, descansar, se jogar no sofá e ficar zapeando, ficar apenas ouvindo música, entre muitas outras possibilidades, são momentos que nos proporcionam prazer imediato. Porém, que agregam pouco ou quase nada para atingirmos nossos objetivos, realizarmos os nossos sonhos. Não sou contra esses momentos e nem quero gerar apologia sobre o tema, acho sim que são necessários, mas de forma equilibrada e programada.

Mas, essa definição é importante quando pensamos no que eu gostaria de estar fazendo agora. Porque é bem possível que a primeira resposta seja sempre uma dessas coisas. Um desses momentos em que desfrutamos apenas do prazer, do deleite de fazer algo sem compromisso. De estarmos em nossa zona de conforto.

Isso significa que se respondemos algo assim a essa pergunta há algo errado? Não e sim.

Não porque esse é um procedimento natural do ser humano. A tal da zona de conforto parece ter um campo magnético que nos puxa para ela! E um dos objetivos do ser humano é a busca pela felicidade. E uma das formas de se sentir feliz, é com o que Martin Seligman chamou de Vida Agradável, ou seja, basicamente aquela feita do usufruto de bons momentos. E não há nada de errado nisso, em buscar alcançar um maior número de bons momentos. Então, não há nada de errado em pensar assim, desde que optar por esses momentos seja consciente e não uma fuga, e desde que seja planejado e não decorrência de procrastinação. Entendem a diferença?

E sim, há algo errado, por conta da questão acima, ou seja, o que eu estou deixando de fazer, que deveria ser o meu foco para alcançar os meus objetivos, que ao invés disso, eu procrastino e prefiro usufruir destes momentos apenas?

O ponto é que se eu faço isso e deixo os meus objetivos de lado ou se faço isso porque não tenho objetivos definidos, os dois motivos nos levam a crer que agir assim só irá trazer insatisfação e frustração a longo prazo. Pois haverá um momento em que vamos olhar para trás e perceber que perdemos tempo, que ao invés de estarmos mais perto de como gostaríamos de estar em 10 anos, por exemplo, estamos mais longe, porque se passaram 5 anos, faltam apenas 5 para chegar a minha meta e eu não fiz o que tinha que fazer, ou seja, temos que começar a contar os 10 anos de novo.

Resumindo, algumas reflexões que são necessárias sobre o tema:

O quanto o que eu realmente gostaria de fazer está distante do que eu estou fazendo?

Quando eu me percebo realizando algo que não gostaria de fazer?

O que eu realmente gostaria de fazer?

O que eu posso fazer para mudar isso?

Que outras alternativas eu tenho? E quais mais?

Quando eu vou começar a agir para mudar isso? Em que data?

Quando eu gostaria de fazer o que eu realmente quero?

 

Mas, há também a possibilidade (e a melhor!) de que estou fazendo exatamente aquilo que eu gostaria de fazer AGORA, e isso envolve viver atividades relacionadas ao profissional, ao lazer,  à qualidade de vida, etc.. Ou seja, escolhas conscientes e planejadas. Realmente, escolhas. E isso acontece sempre que estamos realizando atividades que são chamadas de atividades intencionais, assim denominadas por uma das maiores pesquisadoras de psicologia positiva, Sonja Lyubomirsky – atividades que escolhemos fazer e sobre as quais temos controle. E nesse caso, quanto maior o número de atividades intencionais, maior é o nosso bem estar!

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Urgência. E se fosse a sua última chance de conquistar seu objetivo?

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Sacrifícios e senso de urgência!

Esse final de semana eu estava passeando na Avenida Paulista com a minha família. Você conhece lá? De domingo ela é fechada para o trânsito de carros e fica livre para pedestres, ciclistas, patinadores, skatistas, etc..

E também vira um grande palco para músicos, performistas, artistas plásticos, artesãos. Pessoas que expõem o seu trabalho ou sua arte num extenso palco ao ar livre.

Mas, é claro que muitos dos que estão lá procuram não apenas a oportunidade de expor o seu trabalho, mas de eventualmente serem abordados por alguém que queira patrociná-los e também para coletar o dinheiro que vai ajudar no seu sustento ou talvez, seja tudo o que terão.

O que me chamou a atenção foi que muitas das pessoas que estavam ali, deveriam se esforçar ao máximo, abrindo mão de uma série de coisas que preferiam estar fazendo para lutar pelo próprio sonho e fazer acontecer. E faziam isso, porque não viam alternativas.

Você, quando corre atrás do seu sonho, quando trabalha para realizar o seu objetivo, tem a mesma força de vontade, o mesmo empenho? Abre mão de coisas que gosta de fazer e que são valiosas para você? Quanto exatamente é o seu empenho? Do que exatamente você abre mão?

Tenho certeza de que a grande maioria se estivesse em uma situação de “vida ou morte”, de última chance para fazer algo dar certo, teria muito mais dedicação, disciplina, empenho e coragem.

A falta de opções ou a necessidade nos tira do comodismo. Faz com que tenhamos uma performance muito melhor do que numa situação confortável, em que sabemos que temos alternativas.

Isso não quer dizer que é o único fator que fará termos sucesso em nossos objetivos. De forma alguma, as variáveis são muitas. Porém, ele é um fator decisivo para alcançar o sucesso. Sem esta garra, essa motivação, essa entrega, fica mais difícil, ou talvez quase impossível alcançarmos nossas metas.

É o nosso 120%. É o sacrifício. É abrir mão de coisas que são valiosas. E é uma coisa a mais. É a presença de um sentimento, que ouvi pela primeira vez, com o sistematizador do SwáSthya Yôga: um senso de urgência!

Mesmo que não tenhamos urgência no que tivermos que fazer, sentir-se assim faz diferença e nos alça a patamares bem mais elevados de performance, de execução, de lucidez!

O senso de urgência presente nos coloca favoráveis a:

– Fazer o que tem que ser feito, sem rodeios, sem melindres, sem reclamações. Tem que fazer, levanta e faz. Pense menos e haja mais;

– Não deixar coisas para depois. Uma vez que entendemos o teor da tarefa, o impacto que terá no nosso objetivo, não dá para procrastinar, para deixar para depois;

– Enxergar a falta de tempo de outra forma. Se eu não quero abrir mão de algumas coisas para alcançar meu objetivo, então pode ser que eu não tenha mesmo tempo. Mas, à medida que o senso de urgência atua, percebemos que o tempo existe e é uma questão de prioridade e organização. O tempo é emocional.

E ainda, sabendo que não somos eternos nesta nossa vida terrena atual, quanto mais rápido nos colocarmos a realizar o que temos que fazer, melhor. Porque, a sensação de passagem do tempo é cada vez maior. Quanto mais velhos ficamos, mais rápido o tempo passa.

Então, porque deixar para depois? Tem que fazer logo!

E, ao refletir sobre esse tema, comecei a perceber que eu mesma, que me considero produtiva, organizada e administro bem minhas tarefas, usava a desculpa do tempo. Porque não queria abrir mão de algumas coisas que são valiosas para mim.

Eu abro mão de muitas coisas hoje, mas percebi que se quero alcançar os meus objetivos, realizar, sempre tem um esforço a mais.

E nesse ponto, quando ampliamos nossa consciência, começamos a perceber que podemos mais. Que há mais para ser feito. Que verdadeiramente não estamos em nosso 120% ou 130% ou 140%. Tem espaço para agirmos com mais urgência.

Tudo vai depender da sua vontade de realizar os seus sonhos.

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Mudança de vida? 7 sinais de que você precisa fazer isso!

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O que fazer para entender e começar uma mudança de vida.

Estar disponível para mudanças é uma habilidade a ser desenvolvida. É uma habilidade que se constrói pouco a pouco, modificando crenças, aprendendo a ouvir, se abrindo para novas oportunidades, procurando ser mais flexível nos padrões e regras que regem nossos comportamentos e decisões.

Vivenciar uma mudança de vida de forma tranquila é prática. É treino. Só aperfeiçoamos executando.

Para que possamos perceber que precisamos modificar algo em nossas vidas, precisamos estar abertos a outras possibilidades que podem nos fazer felizes, tanto quando ou mais do que as situações atuais em que estamos. Ou seja, exercitar a flexibilidade e nos desafiar, para construir uma nova zona de conforto: uma maior e mais adequada a nosso momento de vida atual.

Talvez por isso, por conta dessa rigidez, muitas vezes não conseguimos nem mesmo enxergar que necessitamos de um mudança de vida, seja ela uma mudança pequena ou grande. Seja em um comportamento, em um setor específico, em um papel que desempenhamos.

Então, se você está disposto a mudar de vida, mas não consegue perceber que elas precisam acontecer ou não consegue identificar o que é, fique atento a esses indícios:

  1. Sensação de vazio – sempre que sentimos aquela sensação de que está faltando algo em nossa vida é porque existe um valor, ou seja, uma emoção, um sentimento que para nós é muito importante e que não estamos vivendo naquele momento. Procure descobrir o que realmente é importante para você e o que isso lhe trás. Para ler mais sobre isso, clique aqui!
  2. Repetição de padrões – você já viveu ou conhece alguém que já te disse algo assim: “Isso sempre acontece comigo! Por mais que eu não queira, essa situação se repete!”. Relacionamentos negativos iguais, mesmos problemas no trabalho, mesmas reações, etc.. Isso é sinal de que você está preso em alguma crença limitante que te impede de modificar comportamentos e te faz ficar no mesmo ciclo vicioso. Leia sobre crenças, aqui!
  3. Dificuldade em relacionamentos – nós, seres humanos, somos seres sociáveis. Para que possamos ser felizes nós precisamos de relacionamentos saudáveis e positivos. Se isso é um ponto delicado em sua vida, avalie o que você está fazendo, qual a sua responsabilidade nisso. Pois nós sempre temos uma parte na responsabilidade. Uma máxima nas relações, quase sempre frequente é: “Você recebe aquilo que dá.”. Se você reclama por atenção, perceba se você dá atenção, e assim por diante.
  4. Sensação de sobrecarga – é bem comum acharmos que podemos dar conta de tudo e com isso, vamos assumindo responsabilidades cada vez em maior número e maiores, e passamos a achar que é normal, que está tudo bem e é assim que funciona. Entramos no que chamamos de superfuncionamento. As consequências disso são claras: estresse, ansiedade, sensação de fracasso e incompetência. Mas, o que você não sabia é que isso também tem um impacto sobre o outro, do qual você assume as responsabilidades, impedindo-o de tomar decisões, de aprender com o erro, etc..
  5. Falta de motivação – isso pode acontecer por duas razões, primeiro porque falta significado na sua vida, ou seja, falta atribuir um propósito, faltam projeções de futuro e construção de objetivos e metas, e relacionar as tarefas a esse futuro. Ou, segundo, é o outro lado da moeda da situação acima, você opera em subfuncionamento. Ou seja, aquela pessoa que evita responsabilidade, que prefere não tomar decisões e deixa sempre alguém fazer isso por ela. E de repente: qual é o seu projeto de vida? Para que você está aqui nesse mundo, mesmo?
  6. Falta de propósito – como falado acima, quando não temos objetivos e metas traçados, começamos a deixar a “vida nos levar” e aí pode começar a faltarem realizações. E sem realizações, nós, seres humanos, não somos felizes. Algo que pode te ajudar a refletir sobre propósito é a pergunta: Você tem sonhos? Quais são os seus sonhos?
  7. Indisposições físicas frequentes – se não promovemos as mudanças necessárias para nos trazer mais felicidade, uma hora o corpo se ressente. Começa a absorver toda essa energia negativa, a realizar as mentalizações destrutivas e tudo aquilo que você vem semeando começa a se tornar realidade. Isso acontece para o bem e para o mal. Então, se mexa!

Toda vez que estes sintomas aparecem é porque algo precisa ser feito. Todos eles remetem a emoções negativas, e elas por sua vez aparecem para nos mostrar que ajustes são necessários.

E não se iluda achando que algum dia chegará à perfeição, pois ela não existe, sempre há a possibilidade de ajustes, pois estamos em constante evolução. Além do que a cada momento da nossa vida, nossas necessidades, nossos valores podem mudar e, desta forma, mudanças precisam ocorrer.

Daí a importância de desenvolvermos a habilidade de absorvermos e promovermos mudanças, da forma mais suave possível, em termos de impactos emocionais.

 

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Você se sabota? Como entender e evitar a autossabotagem

autossabotagem, procrastinação, produtividade, mudar de vida, qualidade de vida, alta performance, sabotagem, como diminuir a autossabotagemAprender a diminuir a autossabotagem é estar mais próximo do seu objetivo.

Já atendi muitas pessoas que citam a autossabotagem como uma razão que as impede de colocar planos em ação, de mudar comportamentos e de tomar decisões importantes e que tornariam suas vidas bem mais felizes.

Em paralelo, falam também da procrastinação. Que quando percebem estão deixando ou deixaram de lado aquilo que realmente precisava ser feito, para fazer qualquer outra atividade.

A esse respeito, tenho dois textos que escrevi: um apenas sobre procrastinação, que você pode ler clicando aqui; e outro sobre valores, que também vale a leitura, clique aqui para lê-lo, pois em um determinado momento os temas se cruzam quando ressaltamos a importância dos valores na definição de prioridades e foco naquilo que precisa ser feito!

Mas, quero chamar a atenção para um ponto específico: eu vejo a procrastinação como uma consequência da autossabotagem. E quando você entende a razão da procrastinação é possível ir dando passos para trás até chegar na raiz da autossabotagem.

Isso porque o mecanismo da autossabotagem funciona assim: sempre que desejamos muito conquistar algo, é porque aquilo é o meio que nos proporcionará uma emoção fim, que queremos muito viver, ou uma emoção que queremos evitar a toda custa. Por exemplo, uma pessoa pode desejar desesperadamente se casar, porque ela vê isso como a forma de construir uma família, e o meio de obter amor, apoio, companhia, ou ela pode ver isso como o meio de evitar algo que não quer para si mesmo, de forma alguma: como por exemplo, ficar sozinha, encarar a solidão.

A autossabotagem surge exatamente quando enxergamos inconscientemente que conquistar aquilo que tanto queremos irá nos proporcionar a emoção positiva que queremos, mas também irá nos proporcionar algo negativo que queremos evitar de qualquer jeito. Como, em geral, a mente irá dar mais peso para evitar a dor do que para obter o prazer, começamos a ter comportamentos que nos afastam de concretizar o objetivo que temos, como por exemplo, a procrastinação. Isto acontece porque está claro que se eu não postergar o que tenho para fazer, a probabilidade de alcançar o meu objetivo é muito maior e aí vou vivenciar a dor que não quero. Muitas vezes apenas imaginar a possibilidade de viver determinada situação que nos causará aquela dor, já é suficiente para inconscientemente começarmos a procrastinar e a arranjar desculpas para não fazer. Tudo de forma inconsciente.

Para resumir e começar a mudar essa situação é preciso se fazer as seguintes perguntas: “O que eu ganho se não atingir o que eu quero?”, “O que neste processo ou atingindo o meu objetivo, terei que fazer que me causa dor?”.

“A autossabotagem é um processo inconsciente
em que evitamos realizar o que é preciso, pois atingir
o que queremos irá nos proporcionar algo negativo
que queremos evitar de qualquer jeito.”

Ao responder com sinceridade a estas perguntas, você entenderá porque tem atitudes contrárias, ou procrastina para fazer aquilo que é evidente que lhe levará mais perto do seu objetivo.

Quando descobrimos estas respostas, temos dois caminhos:

  1. Colocamos-nos dispostos a enfrentar essa dor que queremos evitar, começando por entendê-la e, principalmente, descobrindo se ela não está fundamentada em uma crença limitante. E se for o caso, é preciso desconstruir essa crença. E avaliando como minimizá-la. Ou;
  2. Desistir do sonho, colocando desculpas e a responsabilidade de não conquistá-lo no outro, no externo, quando na verdade deveria ser trazida para o nosso colo. Se quiser ler mais sobre isso, clique aqui!

E aí? Qual será a sua opção?

Como ter mais foco na sua vida!

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Por que não consigo ter mais foco?

Quando penso em  foco, e no que as pessoas me dizem sobre precisar ter mais foco, da dificuldade em permanecerem focadas, da dispersão ser grande, enfim pontos que versam sobre o mesmo tema – ter mais foco na vida; a primeira coisa que eu pergunto é “Você sabe claramente o que você quer? Você sabe onde quer chegar, quer dizer, qual é o resultado que você espera ter no final? Ou ainda, objetivamente, quais são as suas metas?”

Se a resposta para estas perguntas é não, a raiz da falta de foco está aí. Quando não temos isso definido, como podemos nos manter focados? Como podemos nos esforçar para que a nossa atenção esteja em um só ponto?

Com essa resposta, é possível partir para um segundo ponto que é entender a dispersão. Mas, se você ainda está no primeiro passo, não adianta querer ir para o próximo. Pare e avalie quais são os seus objetivos, o que você quer conquistar, o que você quer ser, como você quer que sua vida seja. São formas diferentes de se obter as respostas, nem sempre iguais, mas que vão se complementar e te dar um panorama bem completo dos seus desejos. E depois construa metas com esses desejos, quantificando e colocando prazos. Eu escrevi sobre isso em outro post, se quiser ler, clique aqui.

Mas, se você já tem isso claro, vamos para o segundo ponto que eu averíguo, que é entender a dispersão. O que eu faço que eu percebo que me tira do foco? Exemplos, eu fico pulando de um assunto para o outro, porque me canso? Eu me lembro de coisas que tenho para fazer e paro para executá-las, para não esquecer de novo? Eu tenho preguiça de fazer algumas coisas, e por isso fico adiando e fazendo outras que são mais fáceis? Eu pulo de uma tarefa para a outra, quando a tarefa é longa? Ou quando é mais difícil? Ou quando é específica sobre algo que não me agrada – por exemplo: oferecer meu serviço, falar em público, etc..

Entender como a falta de foco aparece, é importante para entender a razão, ou seja, qual é o desprazer que eu tenho no momento da atividade que me faz mudar para outra? É se conhecer mais, para saber onde agir. E aí atuar sobre a razão com consciência. E obter o que mais quer: ter mais foco! Quer ver só?

Se eu fico pulando de um assunto para o outro, porque me canso – a solução talvez seja desmembrar a minha agenda em pequenos blocos de tempo, que divido entre micro-projetos que desenvolvo simultaneamente. Mesmo que sejam diferentes, eles se complementam, desde que sejam atividades que me levarão para o meu objetivo. Isso é a procrastinação produtiva, segundo Austin Kleon, autor do livro Roube como um artista.

Ou: Eu me lembro de coisas que tenho para fazer e paro para executá-las, para não esquecer de novo – para que você não se deixe levar por esse impulso, você precisa estar seguro de que não vai esquecer do que a sua mente acabou de se lembrar, então talvez você precise armazenar os seus to do´s em um lista confiável que você saiba que irá checar com frequência e também reservar um tempo para as atividades desta lista. Também tenho um post interessante sobre esse tipo de atitude, clique aqui para ler.

Vamos para mais um exemplo? Eu tenho preguiça de fazer algumas coisas, e por isso fico adiando e fazendo outras que são mais fáceis – Aqui você só está se enganando, a não ser que a preguiça seja decorrente de um estado de saúde física ou emocional debilitada, o que requer atenção e algum tipo de tratamento. Mas excetuando esses casos, você simplesmente está dando importância para um prazer imediato, se iludindo que isso é mais importante do que os seus objetivos e que vai lhe trazer mais satisfação. Reaja!

E esse ponto é interessante de falar, porque além de te ajudar a ter mais foco e também se manter no foco, ele é um grande motivador para conquistarmos o que queremos e lutarmos contra preguiça, procrastinação, medo, etc.. Tendemos a ceder para os prazeres mais imediatos, aqueles de curto prazo, os que no momento em que realizamos nos supre uma necessidade momentânea.

Isso ocorre quando cedemos a tentação de comer um doce, mesmo estando de dieta; ou quando preferimos ficar assistindo a um filme largado no sofá, do que fazer um exercício para nos dar mais disposição ou estudar para o concurso que queremos prestar; ou quando preferimos fazer uma tarefa mais fácil, mas de baixo impacto em nosso objetivo, ao invés de nos focarmos e colocarmos toda a nossa energia em uma tarefa cujo impacto é alto na realização de nossos sonhos. Esquecemos de olhar para o futuro e visualizar o prazer, a satisfação que teremos quando atingirmos a forma física que queremos; ou quando passarmos no concurso; quando atingirmos uma condição de saúde melhor e nos sentirmos mais dispostos; e claro, quando nos vemos realizando nossos sonhos.

O que vale mais a pena? O prazer imediato ou a realização de uma meta?

Ter mais foco, exige clareza dos objetivos e dos passos que precisam ser dados. Se manter no foco, exige força de vontade, disciplina, empenho e uma pitada de autoconhecimento, para fazer ajustes que vão facilitar a permanência no foco, que não vão te atrapalhar a ser uma pessoa mais focada.

As dispersões muitas vezes nos mostram aspectos de nós mesmos que precisamos ajustar ou que estamos negando ou escondendo, ou então necessidades que estamos deixando de atender. Muitas vezes, basta pequenos ajustes para atender essa necessidade em outro momento do seu dia que ela não será mais um fator de desequilíbrio e causador da falta de foco.

É uma auto-observação. Entenda as suas necessidades, ajuste o que for preciso, construa sua rotina de tal forma que nada seja obrigação, mas que seja vista simplesmente como passos necessários para se conquistar o que quer. Se o que você estiver fazendo tiver um propósito verdadeiro e fundamentado nos seus valores, será fácil trocar esse conceito de obrigação para disciplina. E ter mais foco será apenas uma consequência.

Seja caridoso com você – aprenda a exigir menos de você!

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Exigir menos de você é trocar a culpa pela responsabilidade!

Uma noite eu estava em uma palestra, na verdade algo bem informal, em que o palestrante falava sobre comportamento humano e ele começou a falar sobre caridade. E como, para que possamos ser caridosos com os outros, precisamos ser caridosos conosco primeiro e exigir menos. E foi bem interessante, pois aquela frase foi perfeita para mim. Como se diz por aí: “caiu como uma luva”. E o mais especial foi perceber que eu já tinha esse conceito na minha mente, de que não podemos nos culpar, temos que exigir menos de nós mesmos, mas nunca havia absorvido daquela forma e feito tão sentido para mim, quando aquela pessoa usou a palavra “caridosa”. Ser caridosa comigo mesma. Caridosa.

Caridade no dicionário quer dizer bondade, generosidade, compaixão. E por isso fez tanta diferença para mim. Se comparado aos conceitos anteriores como “não se culpar”, “não exigir demais de mim mesma”, “ser caridosa comigo mesma” é completamente diferente, emocionalmente falando. Quer dizer, é entender que erramos, que falhamos, que sentimos emoções que não queremos, que nos expressamos como não gostaríamos, mas apesar disso tudo nos perdoarmos por isso. É ser caridoso. É aceitar o erro. É exigir menos de nós mesmos. É termos compaixão por nós mesmos e seguirmos em frente, sem nos punirmos. Existe uma carga emocional positiva muito forte no perdão, na caridade, e ao trazer este conceito à tona trazemos para perto de nós esta possibilidade que é perfeitamente viável, a de sermos caridosos começando por nós mesmos, de nos perdoarmos.

Não sei você, mas eu sempre associei caridade com o outro, e quando a possibilidade de começar a exercer a caridade em nós mesmos me foi trazida, a sensação foi um misto de alívio, de aceitação e de recomeço. Pois na verdade é isso, a cada erro que nós cometemos, a cada deslize, ao invés de (aí sim) nos culparmos, nos chicotearmos, precisamos aplicar esse conceito de caridade, identificar o que não gostamos no nosso comportamento e recomeçar.  Alívio por perceber que existe uma possibilidade a mais além da culpa, que é a compaixão. Aceitação por entender que todos somos passíveis de erros e de termos comportamentos que não admitimos e negamos. Recomeço por colocarmos em prática o aprendizado e buscarmos chegar um pouquinho mais perto da forma como realmente queremos agir, da nossa essência.

É importante nesse processo percebermos que sermos caridosos conosco não significa que temos que aceitar os nossos erros e não procurarmos melhorar. Não significa que cometemos o mesmo erro seguidas vezes e não fazemos nada para que seja diferente, para que não se repita. Ser caridoso não é ser complacente com nossos erros. Ser caridoso tem a ver com perdão, com a aceitação, mas não se estende além desse ponto, pois se isso acontece não evoluímos. Evoluímos quando aprendemos a praticar a caridade, conosco e com os outros; mas evoluímos também quando buscamos nos aperfeiçoar, melhorar não apenas o nosso comportamento, mas trabalhar a raiz, a causa do comportamento que são as nossas emoções. E nesse caso específico, principalmente as emoções negativas que nos impulsionam a atitudes ruins, que tem como fonte emoções como ódio, culpa, medo, mágoa, frustração. Atitudes que queremos evitar, pois não queremos que nossos comportamentos sejam pautados por estas emoções.

Então, da próxima vez que fizer algo que te desagrade profundamente, ao invés de se culpar e de se boicotar, entenda que você foi sim o responsável pela atitude – e isso é fundamental, mas aceite-a como parte de você, pois todos temos um lado que não está coberto pela luz,  uma sombra, mas seja caridoso com você mesmo, perdoe-se pelo que aconteceu e imediatamente procure entender o que motivou a atitude para que possa transformar o comportamento através da emoção, e desta forma se aproximar cada vez mais do comportamento desejado. Aprenda a exigir menos de você.

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