Category: Obstáculos à Mudança

Você se sabota? Como entender e evitar a autossabotagem

autossabotagem, procrastinação, produtividade, mudar de vida, qualidade de vida, alta performance, sabotagem, como diminuir a autossabotagemAprender a diminuir a autossabotagem é estar mais próximo do seu objetivo.

Já atendi muitas pessoas que citam a autossabotagem como uma razão que as impede de colocar planos em ação, de mudar comportamentos e de tomar decisões importantes e que tornariam suas vidas bem mais felizes.

Em paralelo, falam também da procrastinação. Que quando percebem estão deixando ou deixaram de lado aquilo que realmente precisava ser feito, para fazer qualquer outra atividade.

A esse respeito, tenho dois textos que escrevi: um apenas sobre procrastinação, que você pode ler clicando aqui; e outro sobre valores, que também vale a leitura, clique aqui para lê-lo, pois em um determinado momento os temas se cruzam quando ressaltamos a importância dos valores na definição de prioridades e foco naquilo que precisa ser feito!

Mas, quero chamar a atenção para um ponto específico: eu vejo a procrastinação como uma consequência da autossabotagem. E quando você entende a razão da procrastinação é possível ir dando passos para trás até chegar na raiz da autossabotagem.

Isso porque o mecanismo da autossabotagem funciona assim: sempre que desejamos muito conquistar algo, é porque aquilo é o meio que nos proporcionará uma emoção fim, que queremos muito viver, ou uma emoção que queremos evitar a toda custa. Por exemplo, uma pessoa pode desejar desesperadamente se casar, porque ela vê isso como a forma de construir uma família, e o meio de obter amor, apoio, companhia, ou ela pode ver isso como o meio de evitar algo que não quer para si mesmo, de forma alguma: como por exemplo, ficar sozinha, encarar a solidão.

A autossabotagem surge exatamente quando enxergamos inconscientemente que conquistar aquilo que tanto queremos irá nos proporcionar a emoção positiva que queremos, mas também irá nos proporcionar algo negativo que queremos evitar de qualquer jeito. Como, em geral, a mente irá dar mais peso para evitar a dor do que para obter o prazer, começamos a ter comportamentos que nos afastam de concretizar o objetivo que temos, como por exemplo, a procrastinação. Isto acontece porque está claro que se eu não postergar o que tenho para fazer, a probabilidade de alcançar o meu objetivo é muito maior e aí vou vivenciar a dor que não quero. Muitas vezes apenas imaginar a possibilidade de viver determinada situação que nos causará aquela dor, já é suficiente para inconscientemente começarmos a procrastinar e a arranjar desculpas para não fazer. Tudo de forma inconsciente.

Para resumir e começar a mudar essa situação é preciso se fazer as seguintes perguntas: “O que eu ganho se não atingir o que eu quero?”, “O que neste processo ou atingindo o meu objetivo, terei que fazer que me causa dor?”.

“A autossabotagem é um processo inconsciente
em que evitamos realizar o que é preciso, pois atingir
o que queremos irá nos proporcionar algo negativo
que queremos evitar de qualquer jeito.”

Ao responder com sinceridade a estas perguntas, você entenderá porque tem atitudes contrárias, ou procrastina para fazer aquilo que é evidente que lhe levará mais perto do seu objetivo.

Quando descobrimos estas respostas, temos dois caminhos:

  1. Colocamos-nos dispostos a enfrentar essa dor que queremos evitar, começando por entendê-la e, principalmente, descobrindo se ela não está fundamentada em uma crença limitante. E se for o caso, é preciso desconstruir essa crença. E avaliando como minimizá-la. Ou;
  2. Desistir do sonho, colocando desculpas e a responsabilidade de não conquistá-lo no outro, no externo, quando na verdade deveria ser trazida para o nosso colo. Se quiser ler mais sobre isso, clique aqui!

E aí? Qual será a sua opção?

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Como enfrentar o medo que te impede de ter o que quer?

medo crenças

Para enfrentar o medo, troque  por confiança.

Todos nós temos medo. Como já disse em outros textos (leia aqui se quiser e aqui), ele não é privilégio seu ou meu, faz parte da natureza humana, porque é um mecanismo de defesa. Mas, muitos medos não são lógicos e por isso podemos questioná-los, acabam nos limitando e prejudicando, e gerando um desconforto bastante grande. Se todos têm medo, o próximo passo após reconhecê-lo, é ter coragem para enfrentá-lo. Mas, como vencer o medo? Corajosa não é aquela pessoa que não tem medo. É aquela pessoa que tenta enfrentá-lo, não é mesmo?

Por isso que medo não é o oposto de coragem. O sentimento oposto é a confiança. É confiança que temos que adquirir, que temos que construir para superá-lo, qualquer um que seja.

E como se constrói confiança? Ao entendermos o medo e as crenças que temos a seu respeito, podemos desafiá-las e começar a perceber que elas não têm fundamento e, portanto, esvaziar o medo e gerar confiança.

Como podemos lidar:

  • Primeiro, precisamos conhecê-los. Torne-se íntimo do seu medo. Destrinche-o. Entenda por que você se sente assim. Pergunte-se: qual a pior coisa que poderia acontecer nessa situação que me assusta? Por que isso é o pior? Saiba qual exatamente é o medo que você vai enfrentar. Como você irá enfrentá-lo se você não sabe exatamente do que ele é composto?

 

  • Segundo, desafie as suas crenças. As crenças são coisas que acreditamos sobre a vida, são as nossas regras sobre a vida – pessoais e únicas, que assimilamos desde a nossa infância, que absorvemos através de referenciais durante a nossa vida. Algumas delas nos fortalecem. Outras nos limitam porque trazem emoções negativas relacionadas ao assunto em questão. Quando você se perguntou por que tem esse medo, seja qual for ele, você está se dando pistas de quais as crenças que possui a esse respeito. Portanto, ao identificá-las, desafie-as se perguntando se são reais, se tem lógica, se são factíveis.

 

  • Terceiro, prepare-se. Passamos a nossa vida com medos, dos quais a imensa maioria não irá acontecer. Mas, e se acontecer? É assim que nos sentimos. É assim que funciona. E o problema está justamente em como nos comportamos a partir deste ponto. Deixamo-nos paralisar e somos levados pelo medo. Ao invés disso, a pergunta é: supondo que a situação que você mais teme, ocorra, como você faria para superá-la? Qual seria o seu plano para passar por essa situação hipotética, que te assusta e amedronta, da melhor forma possível? Como você gostaria de reagir caso o que você mais teme, acontecesse? O que te impede de reagir assim?

Pensando nisso, o que você precisaria ser, fazer ou ter para poder “dar a volta por cima” e superar a situação? Por isso, aqui estamos falando em se preparar. Quando nos preparamos para algo, significa que a situação não nos pegará de surpresa. E se não nos pegar de surpresa, sabemos quais os melhores comportamentos, atitudes e até mesmo as emoções que precisamos ter e provocar para o momento.

Fez sentido para você? Se sim, o que você pode fazer agora para dar um primeiro passo para enfrentar esse medo que você tem?

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Você tem medo de errar?

O que está por trás disso?

Tenho vontade de fazer algumas coisas e às vezes me vejo adiando por falta de coragem. E aí percebo que a razão é o medo de errar, e de tudo o que pode advir deste erro: julgamento, repressão, cobrança, críticas, enfim… E nesse monte de sentimentos, esqueço que isto é mais um erro. Não agir por medo de errar!

A verdade é que errando ou não errando seremos julgados de qualquer jeito, mesmo quando isso acontece e não vem com uma carga de maldade, mesmo quando é quase sem querer. Seremos julgados mesmo, então por que se pré-ocupar com isso? Deixe a coisa acontecer. Se atreva, não deixe de fazer o que quer por medo de errar.

Quando temos medo de sofrermos repressão, estamos deixando de enxergar o mais óbvio: que a repressão já está vindo de nós mesmos sempre que temos vontade de fazer algo, perfeitamente dentro das normas éticas e morais e não o fazemos por medo de errar. Onde nos levará esse pensamento?

Ou então, tememos errar por causa das críticas e cobranças que podemos receber. Thomas Edison precisou errar 2.000 vezes para conseguir descobrir a lâmpada. Será que ele não recebeu críticas? Cobranças? Toda a vez que ele errava ao invés de pensar: “mais uma vez não deu certo!”, ele pensava: “Agora já sei mais um jeito de como não funciona!”. Isso te diz alguma coisa, quando nos perguntamos quantas vezes precisaremos errar para acertar? Será mesmo que temos que nos preocupar tanto com as críticas e cobranças a ponto de nos impedir de agir, de criar, de realizar? A ponto de termos medo o suficiente para nos paralisarmos?

“A verdade é que errando ou não errando
seremos julgados de qualquer jeito”

Bom, então, não tenho mais medo de errar? Tenho sim. Muitas vezes. Mas o que faço é entender o meu medo e ir descobrindo o que realmente está por trás, destruindo as crenças que tenho e colocando outras poderosas no lugar. E se tenho medo, alguns medos, os que já entendi, vou com medo mesmo. Uma, duas, três, quantas vezes precisar, até que o medo passe ou fique mais fraquinho. E ainda assim, erro, como todo mundo, e aí percebo que o monstro era bem menor do que eu pensava.

O que te proponho é analisar isso. Você tem medo de errar? Do que tem medo que aconteça ao errar? Qual a pior coisa que pode acontecer? Como você se sentirá? O que pode fazer para minimizar isso? Avalie e desmonte suas crenças. Valorize os seus acertos e aprenda com os erros.

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Procrastinação: Eu procrastino, tu procrastinas, ele…

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E assim vamos. Mas, como lidar melhor com a procrastinação?

Não se sinta culpado quando você adia tarefas, ou se sente desanimado para fazê-las. Você, definitivamente, não é o único. Mas, com certeza deve pensar que é. Pelo menos era assim que eu me sentia. Eu aprendi a lidar com esse sentimento (a culpa) e a trabalhar em prol de diminuir esse obstáculo – a procrastinação, procurando neutralizá-lo.

Então, como fazer isso? Sabe-se que nós tendemos a procrastinar mais em atividades longas e também naquelas mais complexas, ou ainda naquelas que não gostamos muito. E essas características podem se combinar, só piorando a situação. Sabendo disso, quatro pontos ou formas de driblar a procrastinação funcionam para mim e podem te ajudar:

  • Nível e tipo de energia – avalie como você está energeticamente no momento. De nada vai adiantar, você se colocar a fazer uma tarefa complexa, se você não estiver presente, com um alto nível de energia, com disposição. As chances da atividade não ser concluída com boa qualidade serão altas ou até mesmo de não ser concluída. O que representará retrabalho em algum momento. É melhor se dedicar a algo que te agrade mais, exija menos energia, seja mais rápido de concluir, etc..

  • Composição do seu dia – sabendo disso, analise a sua agenda. Programe atividades com esse perfil em momentos do dia em que você sabe que há mais chances de estar bem. Da mesma forma, evite programar atividades em horários e dias que vão tornar difícil um bom resultado.
    Eu, por exemplo, tenho uma baixa de energia após o almoço, então, nunca programo atividades que vão exigir de mim muita presença, dedicação, concentração e raciocínio. Para esses momentos programo atividades mais operacionais, pertencentes ao campo da execução.

  • Aproveite momentos – outra dica é deixar algumas brechas na agenda, mais genéricas. Se perceber que aquele momento seria um bom momento energeticamente falando, para realizar aquela atividade, mesmo que não tenha sido programada para aquele dia e hora, aproveite e faça. Seja flexível. A ideia é aproveitar um estado que seria muito favorável para aquela tarefa, mesmo que isso demore um pouco a acontecer.
    Lembre-se que se você estiver trabalhando no importante, mas não urgente, é possível remanejar atividades, sem prejuízo do prazo, transferindo-as para momentos melhores.

  • Hora de procrastinar – por fim, eu acredito que a procrastinação numa dose pequena e controlada, pode ser positiva. Quer dizer, existem momentos que a vontade de não fazer nada é grande. O que fazer? Separe um momento no seu dia para isso. Um tempo que seja possível deslocar durante o dia. Se mantivermos uma agenda organizada, com pequenos momentos para procrastinar, além de não prejudicarmos a produtividade, não sentiremos culpa e teremos mais satisfação, por fazer algo que nos agrada. Isso está longe de ser procrastinar o dia todo. E não vale também postergar sempre a mesma atividade. Se isto estiver acontecendo com frequência, pense em alternativas, talvez outra pessoa para executar esta atividade.

    No final, é importante refletir sobre quais são as atividades que você mais procrastina. Existe alguma tendência? Por que isso acontece? Estão relacionadas a um momento do dia, a alguma característica da atividade ou a alguma característica sua? Pensar nisso vai ajudar a contornar a procrastinação e a conviver com ela sem culpa.

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Como fazer para conquistar o que você quer, mesmo que uma crença limitante te impeça disso.

Existe um obstáculo não muito aparente que se chama crença limitante. Você sabe o que é?

Uma crença é algo em que acreditamos, confiamos. Todos nós temos crenças, quer dizer, princípios e conceitos nos quais nos firmamos. Uma crença sempre representa para nós uma verdade. E uma vez que a introjetamos, ela passa a funcionar como um direcionador em nossa vida. Imagine que você possui uma crença de que para você ter um ótimo emprego você tenha que cursar e se formar em uma universidade. Isso será um direcionador na sua vida. Você construirá a sua vida estudantil com este objetivo, e talvez tudo o que faça esteja baseado nisso.

O problema começa quando adotamos como verdade em nossa vida, crenças que nos limitam, que funcionam como freios, ou pior, como verdadeiras barreiras, que nos impedem de realizar o que seria algo diferente da crença em questão.

As crenças são de diversas naturezas. Podem ser relacionadas a dinheiro, a relacionamentos, ao seucorpo, etc. E elas são adquiridas no decorrer das nossas vidas. Podemos ter incorporado algumas na nossa infância ouvindo ou presenciando nossos pais em uma determinada situação ou até mesmo em situações que passamos já adultos.

Por exemplo, suponha que você cresceu ouvindo dos seus pais que para ganhar dinheiro só com muito trabalho e nem sempre fazendo algo que gosta. Essa é uma crença limitante. Essas afirmações vão se tornar verdades absolutas para você. E sua mente irá incorporá-las desta forma, impedindo que você saia desse padrão. E aí, ganhar dinheiro sempre será para você algo ligado a muito trabalho e de forma infeliz, ou seja, você nunca achará possível que você possa ganhar dinheiro de outra forma: com menos trabalho ou fazendo algo que goste.

” O primeiro passo é descobrir
quais são as suas crenças limitantes.
Depois é começar a destravá-las.”
 

Isso porque o nosso cérebro quer otimizar ele próprio, ele pensa assim: ‘ o que já sabemos sobre isso? Como nós podemos aplicar nessa situação?’ E seguindo essa premissa ele replica sentimentos já vividos em situações semelhantes às situações já vividas. A repetição de um pensamento o torna automático e conduz o seu cérebro a tomar as mesmas atitudes sempre que elas forem compatíveis com a situação primeira. Aplicando isso para as crenças, temos que se eu adoto uma verdade e sempre estou fazendo referência a esta verdade, toda a vez que me deparar com uma situação diferente, mas que esteja relacionada com esta crença, o meu cérebro irá sempre trazer de volta o sentimento gerado por ela e irá automatizar as minhas atitudes, me conduzindo para o mesmo resultado experimentado na situação original.

E como resolver esse impasse?

O primeiro passo é identificar quais são as suas crenças limitantes. Todos nós temos. Cabe descobrirmos em quais áreas elas estão e quais são elas. Comece buscando quais são as áreas que tem mais dificuldade, que coisas que tentou fazer mais de uma vez e sempre desistiu ou não conseguiu alcançar por mais que tentasse fazer de forma diferente, ou pensando que assim o fazia. Separe sua vida nos diversos setores e analise que crenças pensa ser possível que você tenha assumido. Procure resgatar na memória quais são as lembranças que tem referente a cada um desses setores e um nível abaixo. Por exemplo: um setor seria ‘relacionamentos’, que lembranças tenho? Um subsetor: ‘relacionamentos dos meus pais’, ‘relacionamentos afetivos’, relacionamento com amigos’, etc..

A partir desse ponto, existem várias ferramentas para trabalhar essas crenças e destravá-las, quer dizer eliminar esse conceito, esse padrão de comportamento que a sua mente associa e reverter numa crença mais favorável, construtiva e positiva. E para isso, várias técnicas estão disponíveis, uma delas inclusive do acervo do Yôga, que é a reprogramação emocional.

Para encerrar, conhecer as suas crenças limitantes é um primeiro passo para começar a eliminá-las de sua vida e conseguir realizar as mudanças que sempre quis. Vale a pena investir tempo nisso. Se quiser saber mais sobre estas ferramentas, fale comigo.

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Você tem medo do que?

 

Esse é um dos obstáculos mais comuns que nos impedem de fazer o que queremos.

Todos nós sentimos medo. Medo é um sentimento primitivo que está relacionado ao nosso instinto de preservação, de sobrevivência. Sempre que nos sentimos ameaçados uma região específica do cérebro, o córtex pré-frontal é acionado e nos conduz a respostas como fuga ou combate.

Hoje não estamos mais o tempo todo sob ameaça, mas a questão é que mesmo os medos mais simples a princípio parecem não ter relação com a sobrevivência, mas se seguirmos uma linha de raciocínio chegaremos fatalmente numa questão básica de preservação. Por isso, esse sentimento é tão forte e quando presente tem uma carga muito intensa, capaz de nosdescontrolar emocionalmente e atrapalhar muitos planos, nos impedindo de tomar decisões que racionalmente nos parecem claríssimas. O medo paralisa. E nos faz buscar justificativas racionais, lógicas para contornar uma decisão que temos medo de tomar, para justificar para nós mesmos e para os outros aquilo que por medo não fazemos.

“Deixe o medo se expressar e
começe a contrapor com situações
emocionalmente positivas.”

Segundo o dicionário, uma das definições de medo é: “Estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça, reais, hipotéticos ou imaginários”. E é justamente por isso, por ele ter uma origem emocional, que muitas vezes argumentos racionais não funcionam. Não adianta muito falarmos para uma pessoa que tem medo de andar de avião, que quase não há perigo nisso, que estatisticamente há muito menos acidentes automotivos do que aéreos etc. Não há argumento racional que irá aplacar totalmente o emocional. O que me ajudou em muitos casos foi deixar o sentimento se expressar e começar aos poucos a contrapor com situações emocionalmente positivas ligada à situação origem do medo, para gerar coragem.

É por isso que conhecer o seu medo pode te ajudar muito em superá-lo. Porque só conhecendo-o profundamente você será capaz de saber onde você está pisando e como gerar a força para superá-lo. Além disso, quando conhecemos os nossos medos, temos condições de saber que atitudes e qual caminho tomar para nos afastar da situação que temos medo.

E então? Trazendo agora para a ótica de desenvolvimento pessoal e autoconhecimento, qual é o medo ou medos que te impedem de fazer a mudança ou as mudanças que quer em você e na sua vida? Medo de falhar. Medo de errar. Medo de não dar certo. Medo do desconhecido que a mudança pode trazer. Medo da opinião alheia. Medo de perder dinheiro. Qual é o seu medo?

Para ajudar, pode ser interessante seguir esses passos:

  • Identifique o(s) seu(s) medo(s).

  • Avalie as consequências. Pensando no medo que hoje te impede de fazer o que quer, qual seria o pior cenário possível? Qual seria o pior resultado que você consegue imaginar?

  • Agora, pense o que você precisaria fazer para se recuperar dessa situação? E quanto tempo isso demoraria?

  • O que exatamente você precisaria fazer para se recuperar? Liste as ações.

  • E então, reflita: “o que é pior para mim? Continuar na situação em que estou, sem realizar as mudanças que quero e permanecer com o desejo de realizá-las e a frustração por não fazê-lo ou tentar e no caso de me deparar com o cenário mais pessimista, ter que me recuperar?”.

Ao fazermos essa análise podemos chegar à conclusão de que estamos potencializando muitos dos medos que sentimos. Ou ainda, percebermos que ainda que o medo se torne uma situação real, vale a pena arriscar. E isso, por si só, já nos fornece uma boa dose de coragem para superar o medo.

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Como reverter o processo provocado pela falta de uma habilidade

E como identificá-la.

Muitas vezes nos colocamos dispostos a realizar algo, a iniciar um projeto, a alcançar um objetivo que definimos para nós, mas não obtemos sucesso. Na grande maioria das vezes atribuímos o não sucesso a questões externas, como falta de dinheiro, falta de tempo, o mercado que não estava propício. As razões podem ser muitas. Mas, não raro nos esquecemos que a razão do fracasso (palavra que não gosto de usar, pelo peso que possui na nossa sociedade ) é a falta de habilidade. Não possuímos a habilidade ou as habilidades necessárias para tal.

Ou, muitas vezes, quando temos consciência da ausência de uma habilidade necessária, nem chegamos a colocar em prática porque identificamos que esta falta já irá inviabilizar a iniciativa e isso faz com que desistamos do nosso projeto.

Nas duas possibilidades, estamos deixando a oportunidade de conquistar um objetivo por causa da inércia, da falta de ação sobre um ponto muito específico. A paralisia que nos acomete, não nos deixa pensar na possibilidade de se capacitar para a tal habilidade.

Todo objetivo a ser alcançado requer habilidades. Estas habilidades uma vez identificadas podem ser adquiridas de diversas formas. Habilidades técnicas são em geral mais fáceis de suprir. Cursos, livros, tutoriais, especializações, atividades práticas, enfim, as ferramentas estão facilmente disponíveis. Digamos que você precise desenvolver uma habilidade técnica para escrever, além de uma extensa bibliografia que oferece dicas, métodos, orientações, “fórmulas mágicas”, ainda existem cursos disponíveis, vídeo aulas, blogs, enfim, adquirir esta habilidade requer principalmente boa vontade e tempo do indivíduo. Agora, imagine que a habilidade que você precisa desenvolver é uma habilidade comportamental. Esta se torna um pouco mais complicada, mas ainda assim totalmente possível. Para isso, também além de livros disponíveis, existem ferramentas como coaching, orientações específicas, e além é claro, de uma pré-disposição do indivíduo em transformar um comportamento em si mesmo, que é fundamental. Essa é a hora de deixar a preguiça de lado. Toda transformação gera trabalho e precisa de empenho e dedicação.

Quando temos clara a habilidade a ser conquistada, o processo parece ser mais transparente.

Se refletirmos a partir deste aspecto de habilidades, fazemos um raciocínio que vai ficar mais ou menos assim: tenho um objetivo A, para alcançar este objetivo preciso desempenhar com eficiência as tarefas B, C e D. A execução e a conclusão destas tarefas dependem de X, Y e Z habilidades. Destas habilidades, eu não sou capacitada em X e Z. Portanto, estas são as habilidades que preciso desenvolver.

Por exemplo, pode ser que você queira começar um negócio cujo assunto tecnicamente você domine, porém você não é hábil em negociação, ou tem pouca visão de mercado, habilidades necessárias para a conquista do seu objetivo, o sucesso de seu negócio. Você precisará conquistar essas habilidades, que abrangem o desenvolvimento dos setores emocional e mental.

“Temos dificuldade em identificar o que precisa
ser feito e consequentemente saber quais
as principais habilidades que são necessárias para esta realização.”

Mas, nem sempre é esse o cenário no qual gostaríamos sempre de estar: plena consciência do que temos que nos desenvolver. Penso que o cenário mais comum é: queremos algo para nossa vida, mas não sabemos como alcançar. Temos dificuldade em identificar o que precisa ser feito e consequentemente saber quais as principais habilidades que são necessárias para esta realização.

Neste cenário é que aquele raciocínio pode ajudar. Responda a essas perguntas:

*O que você quer conquistar?

* O que você identifica como sendo um ou mais conhecimentos, comportamentos ou conceitos assimilados que são necessários para o sucesso do seu projeto?

* Em quais destes conhecimentos, comportamentos e conceitos você se sente hábil e com domínio? Por quê? O que você vê que comprova isso?

 * Como você pode se capacitar nos demais conhecimentos, comportamentos e conceitos que você listou e que não se julgou hábil? Deixe sua mente livre neste ponto, pense em qualquer possibilidade.

Pronto. Agora, ponha em prática. Você já tem um plano de como começar a tirar o seu projeto do papel. É claro que, se estamos falando de negócio, a esses itens estão agregados uma série de necessidades e análises que vão compor o seu plano de negócio. Mesmo assim, há sempre um ponto inicial muito importante: se conhecer e compreender no que você ainda precisa se capacitar.

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Os 5 obstáculos que te impedem de conseguir o que quer e como lidar com eles.

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O que te impede de fazer as mudanças que te fariam ter uma vida mais feliz, com mais sucesso?

Chega um momento em que sabemos o que precisamos fazer. Um momento em que depois de analisarmos tudo e nos conhecermos melhor identificamos o que precisamos mudar e que atitudes ter para mudar a nossa vida, para alcançar o sucesso que queremos, no que for. Algumas vezes são grandes mudanças, como começar um negócio próprio, mudar de país, transformar alguns comportamentos que sempre nos levam para o mesmo lugar. Outras vezes são mudanças menores, como inserir hábitos em nosso dia a dia, ou excluir alguns hábitos. Porém, qualquer mudança é na verdade significativa para quem está envolvido nela e está esforçando-se para conquistá-la. Por isso, não se deixe levar por esse julgamento acima e considere a sua mudança a mais importante para você.

Pensando nas razões que nos impedem de tomarmos uma decisão e de iniciarmos o trajeto a tão sonhada vida que queremos, ao nosso sucesso, cheguei a algumas razões principais e mais comuns, por experiência e também por relato de outras pessoas que compartilharam comigo a sua vivência. São elas:

  • MEDO. Medo de dar errar, medo de falhar, medo de não saber o que fazer, medo de mudar e não gostar do resultado, de não ter sucesso, etc.. Para não assumir medos que possuímos nós inventamos razões (para nós mesmos) que são nada mais nada menos do que desculpas para a falta de coragem de enfrentar o nosso medo.

    O medo é nosso grande inimigo porque ele nos paralisa e nos impede de avançarmos. O medo é uma reação de autopreservação e de proteção. Ele é instintivo, e por isso mesmo, às vezes não provém de algo palpável. O que significa que muitas vezes, ele é puramente emocional, por isso se avaliarmos os nossos medos, podemos chegar no caminho para superá-los. O caminho é identificá-los e buscar a sua origem. Quais os medos que você reconhece presente? É realmente uma ameaça? Como enfrentá-lo? Quanto tempo seria necessário para se recuperar caso algo desse errado?

    O que te impede de ter a vida

que você quer?

 

  • HABILIDADES. Ou melhor, a falta de habilidades necessárias. Muitas vezes por não nos considerarmos capazes ou hábeis em alguma competência técnica ou comportamental, excluímos totalmente a possibilidade de ir adiante com o plano. Precisamos refletir sobre o quanto aquela habilidade é fundamental para o nosso sucesso e quais as opções disponíveis? Adquiri-la. Transferi-la. Reconfigurar os seus planos de forma que a habilidade deixe de ser fundamental. Entre muitas outras possibilidades. Avaliar as opções não é o mais difícil, o ponto crucial é identificarmos que o problema está em não termos alguma competência necessária, ao invés de atribuir a falta de sucesso, de coragem para mudar, a relutância em iniciar, a outros motivos como falta de tempo, de dinheiro, etc.

  • CRÍTICAS EXTERNAS. Isso pode ser mais significativo do que você pensa. Afinal, qual é o peso que tem para você receber uma crítica de pessoas que são importantes para você ou que são referenciais? Qual a sua habilidade em receber críticas e administrá-las bem? Críticas pode ser um fator enorme de desmotivação. Elas podem até te fazer desistir do seu projeto.

  • CRENÇAS LIMITANTES. As crenças como o próprio nome diz podem ser extremamente limitantes e nocivas. Uma crença se constrói a partir de experiências que vivemos e a forma como as interpretamos. Em geral, são interpretações negativas e que acabam por nos condicionar a comportamentos padronizados, sempre que nos deparamos com o fator originário da crença. Assim, toda a vez que nos vemos frente a frente com uma situação relacionada à crença agimos, ou melhor, reagimos da mesma forma, o que nos coloca em um círculo de respostas iguais e nos impede de romper paradigmas e tomarmos atitudes diferentes. Essas crenças agem fortemente em nossa mente, indo além dos comportamentos, nos condicionando a mentalizações destrutivas e negativas, que acabam por reforçá-las.

  • PROCRASTINAÇÃO. Recentemente conversando com um amigo descobri porque somos tão impelidos a procrastinar. Existe uma tendência humana em se colocar sempre numa zona de extremo conforto. Não queremos estar fora dela e fazemos de tudo para nos mantermos nela. E o pior é que associamos zona de conforto com ócio. O que se conclui que estar na zona de conforto é estar em ócio. Quer dizer, se mesmo perante atividades que julgamos agradáveis nos colocamos a favor de procrastinar o que dirá de atividades que não são agradáveis, ou que dispendem mais tempo?

    E aqui, cabe um parênteses: se estamos fazendo algo para chegarmos a um objetivo que traçamos, um sonho, uma mudança que queremos promover, não devíamos considerar todos as atividades motivadoras, importantes e agradáveis, pois é um passo a mais que damos em direção à meta que traçamos? Isso significa atribuir significado ao que temos que fazer para alcançar o sucesso que queremos. Escrevi dois textos que falam mais sobre isso: Você tem certeza que quer isso? e 7 maneiras de se tornar mais produtivo hoje.

Tendo as razões mais comuns que nos impedem de conseguir o que queremos, o importante é refletir sobre elas na nossa vida. Identificá-las e atuar. De nada adianta conhecer, se não agimos sobre elas. Quebrando paradigmas, mudando comportamentos, criando mentalizações positivas, estruturando-se emocionalmente para não se deixar levar novamente por qualquer uma delas. Caminhando em direção ao seu objetivo, passo a passo, com consciência.

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Estagnação. Você se sente assim? Saiba como se livrar disso.

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Estagnação. Uma das razões é achar que tudo tem que ser para sempre.

Às vezes nos deparamos em momentos de nossa vida em que nos sentimos estagnadas. Não vemos possibilidades, perspectiva ou não temos motivação para virar a mesa…
 
Quando queremos mudar algo em nossa vida, para ter uma vida mais feliz, ter mais sucesso, ter um desempenho melhor naquilo que fazemos, precisamos buscar nos aprimorar para alcançar nossas metas. Ao pensar no que impede ou interfere no meu aprimoramento para sair da estagnação não apenas no lado pessoal, mas em qualquer atividade que eu venha a desempenhar, ressalta para mim um comportamento rígido que é a tendência que temos de achar que tudo é definitivo, que qualquer decisão que tomemos é para sempre. Isso nos aprisiona e nos impede de crescer, de melhorar. Além disso, algumas razões me pareceram bastante razoáveis e recorrentes, além desse comportamento rígido que pode aparecer na matriz dos comportamentos e que ao tomarmos consciência nos dão forças para sair da estagnação.

Percebi que:

  • A busca pelo perfeccionismo conduz a uma espécie de paralisia. O resultado nunca está bom o suficiente. Isso me impedia de fazer as coisas acontecerem. Sempre havia algo que precisava ser feito antes. A marca que tinha que ficar pronta. O domínio de algum conhecimento. Um ajuste no planejamento, etc..Eu não percebia, mas fazendo isso eu só atrasava uma atitude, com a justificativa (falsa) de que sem a tal pendência concluída, nada daria certo.

    Faça agora. Depois, volte a avaliar. Aprimore. Avalie de novo. Lembre-se que sua percepção muda, porque você muda.

  • Muitas vezes é o contentamento com o estado atual que faz o papel de vilão. Demoramos tanto para tomar uma decisão, batalhamos muito por alguma conquista, dispendemos tempo e energia para alcançar um objetivo, que damos àquela conquista o estado de “imutável”, de ponto final. Não percebemos que mesmo quando atingimos um resultado esperado, ele ainda pode ser melhorado.
    Ou então, temos receio de arriscar, recomeçar ou modificar uma situação atual satisfatória, pela incerteza do resultado. Aí, nos contentamos com o que temos ou estamos fazendo e perdemos a oportunidade de atingirmos um patamar superior de qualidade. Estagnação.

    Pense sobre isso. Não é porque a sua situação atual é satisfatória, que ela não pode ser melhor. Não tenha medo de mudar.

  • Falta de foco e desorganização também levam a perda de oportunidades para o aprimoramento. Levam a estagnação. Quando não temos clareza do que é preciso ser feito ou dispersamos frequentemente, temos dificuldade em traçar uma linha coerente de tudo o que tem que ser feito e permanecer nela, isso dificulta analisarmos o entorno e percebermos possíveis aprimoramentos que podem ser feitos e pode ocasionar até mesmo uma dificuldade em enxergar qual a melhor maneira para realizar o que queremos.

    A desorganização pode levar à falta de foco. Avalie se isso não está prejudicando a sua concentração e permanência no objetivo traçado, atrapalhando a visão de possíveis melhorias. (você pode ler mais sobre isso nesse texto aqui

  • O medo de errar costuma ser uma causa bem comum, mas bem escondida por nós, de muitas decisões e comportamentos que deixamos de ter, que nos colocam em estagnação. Precisamos arranjar motivos, ou melhor, desculpas, para justificar a falta de ação. E isso impacta diretamente numa decisão de aprimoramento, porque exige uma mudança de atitude, de postura. Implica em colocar em risco o que conquistamos, ou o estado em que estamos. Ou pelo menos, é assim que nos parece quando temos medo de errar. Só conseguimos enxergar o que pode dar errado, os efeitos negativos.

    Avalie os riscos. O que você pode ganhar com a mudança não é maior do que seu medo? Se a consequência do erro for muito ruim ou grande o que você precisará fazer para se recuperar e quanto tempo isso levará? Se esta mudança vai te trazer uma vida mais feliz, com mais propósito, por que ter tanto medo?

Nossa meta deve ser sempre o aprimoramento, visando a evolução. Por isso, dê um passo por vez, com consciência, porque a evolução não dá saltos, mas a direção tem que ser sempre para frente.

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