Category: Comportamentos e Habilidades (page 2 of 2)

Por que adiamos tudo?

 

5 dicas para você finalizar o que começa!

Estes dias estava revendo a minha lista de atividades e percebi alguns itens que estavam pendentes há algum tempo e que eu já deveria ter iniciado, pois não faziam parte da minha lista “no futuro” e sim das atividades de curto prazo. E isso despertou uma reflexão: pois não é que eu não tivesse tempo para realizá-las, mas sim não o fiz por opção. Sempre que percorria a lista para incluir uma nova ação, passava por elas e as deixava de lado. Mas, eram importantes? Sim, eram. Então, por quê?

E foi esta a reflexão que surgiu: por que adiamos algumas coisas até o limite? Adiamos a execução de uma tarefa, a tomada de uma decisão, palavras que precisam ser ditas. Não são todas as pessoas que são assim o tempo todo, mas quase sempre há pelo menos um tipo de situação que adiamos.

Adiar, em qualquer um desses exemplos é simplesmente postergar uma consequência que eu sei qual é e não quero encará-la ou então, eu não sei qual é e por isso tenho medo que seja algo que me desagrade. E ainda, dependendo da intensidade dessa consequência, vou adiar mais ou menos.

Por exemplo, se tenho uma atividade profissional que vai demandar tempo e dedicação, posso adiá-la por não querer mergulhar nela, por saber que demandará um grande esforço, me deixando cansada. Mas, num determinado momento vou fazer, porque chegou no limite. Outro exemplo, muito diferente é ter uma conversa com alguém que pode ter grande impacto em ambas as vidas, e eu não sei bem ao certo o que pode acontecer. A tendência nessa caso é adiar ainda mais e arranjar algumas desculpas para não fazer e justificar o adiamento de uma forma mais racional, enquanto o tempo passa.

Escrevi tudo isso até aqui apenas para chegar a esse ponto e dizer como penso que podemos evitar esse tipo de comportamento:

1) Estabeleça um prazo – primeiro de tudo, não deixe a atividade “solta”, estabeleça um tempo para que seja concluída. E ao fazer isso, seja realista, o que quer dizer que precisa ser generoso com você mesmo – você sabe o tempo que tem disponível, como é sua rotina, qual a sua disposição para a atividade, etc. Isso é importante ao determinar a data de conclusão.

2) Prepare-se. Conheça as ferramentas e habilidades – assegure-se que você tem todas as ferramentas e habilidades para executar aquela tarefa. Se não tem, inclua pré-passos para serem feitos antes da atividade principal. Se isso não for feito antes da atividade principal, ao chegar no momento de executá-la você perceber que não consegue fazer, só irá causar frustração. Esteja preparado.

3) Planeje a execução – caso seja uma atividade longa, programe-se no decorrer do tempo disponível para ir realizando e progredindo na tarefa. Não deixe tudo para a última hora, correndo o risco de não conseguir finalizar. Um pouco por dia (ou semana) pode tornar a execução da tarefa bem mais agradável e menos cansativa. E ainda, vcê terá tempo para amadurecer o que for sendo feito, dando oportunidade para novos insights.

“Não se coloque a realizar aquela
determinada atividade já profetizando
como você irá se sentir.”
 

4) Administre o seu emocional. Não deixe sentimentos automatizados surgirem – coloque-se a realizar a tarefa como se fosse a primeira vez. E deixe novas emoções surgirem. Não fique preso a conceitos e sentimentos vividos no passado em uma situação semelhante. Não se coloque a realizar aquela determinada atividade já profetizando como você irá se sentir. Deixe ser diferente.

Ainda sobre esse tema, é claro que algumas atividades podem ser chatas mesmo, mas se precisam ser feitas, que seja! Resolva-as. O impacto emocional de algo pendente é muito maior. É mais desgastante, repetitivo e ressalta o aspecto de não realização. E não queremos isso.

5) Acabe o que começar – não deixe nada pela metade. Se a execução não está exatamente como você queria, se as condições não são ideiais, tudo bem. Conclua. Mesmo que você precise voltar num segundo momento para melhorar. Não é ideal, mas é muito melhor do que não fazer nada. E sua sensação será completamente diferente, se você ver sob este ponto de vista. Só o fato de ter começado já tem um impacto diferente – mesmo que seja um começo bem pequeno – concluir, então, é bem satisfatório.

Aos poucos, você vai construindo um hábito, o de começar e terminar o que faz. É bem comum, encontrarmos pessoas que tem ideias, planejam, mas na hora de implementar não sabem por onde começar, ou então aquelas que começam com grande facilidade, mas não acabam. É a falta de “acabativa”. E também não queremos nenhuma das duas, não é?

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Como o karma pode mudar a sua vida

Entenda o que é e o que você pode fazer.

A grande maioria de nós não tem consciência de como podemos transformar a nossa vida. Entramos em uma rotina e nos mantemos nela, julgando que uma parte da nossa vida pode ser ajustada e que uma grande parte esta fora de nosso alcance.

O que não sabemos é que por desconhecer o quanto podemos atuar no nosso karma, deixamos de atuar sobre 2/3 dele, e portanto, da nossa vida.

Karma é um conceito no Yôga, absorvido do Sámkhya, filosofia teórico especulativa na qual o Yôga pré-clássico se apoia. Para nós, karma é uma lei natural, uma consequência. Karma significa ação, ou seja, cada ação gera fatalmente uma reação. Entendendo isso, entendemos como podemos atuar em nossa vida.

Isso significa que qualquer atitude nossa está ligada a um karma específico, ou seja, consequências possíveis. Dependendo da forma como cuido do meu corpo, estou muito mais próxima de um karma do que de outro, por exemplo. Se minha alimentação é saudável, movimento o meu corpo, cuido das minhas emoções, estou muito mais próxima de uma vida futura sem doenças, mental e emocionalmente saudável e o contrário também é verdadeiro.

Até aí parece simples, não é? O que não temos consciência é de comportamentos mais sutis como aqueles que estão presentes nos relacionamento com nossos parceiros, familiares, amigos, filhos e pais. Não nos damos conta de que aos poucos estamos construindo relações dependentes, de possessividade, entre outras características, por exemplo, e esses são apenas exemplos.

O que quero dizer é que nós construímos nosso futuro e às vezes, quando o futuro chega não gostamos do que vemos e muitas vezes é por não termos tido atenção em nossas atitudes no passado, pois não temos plena consciência da atuação do karma e que podemos mudá-lo.

Por isso, se lutamos para sermos mais conscientes, mais lúcidos, estamos buscando que nossa capacidade de percepção se amplie, a ponto de percebermos estes detalhes com clareza. E aí podemos mudar o nosso karma sempre que quisermos.

Se ainda não está claro para você existe um livro do Mestre DeRose que pode ser baixado gratuitamente no site e fala sobre o assunto. Vale a pena, se você quiser se aprofundar. Clique aqui para baixar.

É importante ampliarmos o nosso entendimento de karma, como sendo consequências que nos impactam não apenas a nível físico ou mental, mas também sob o aspecto energético. Quando estamos envolvidos, tendo contato com pessoas, empresas, etc. que estão ligadas a aspectos que conflitam com nossa essência, nossa filosofia, estamos sofrendo um impacto no nosso corpo energético que às vezes não percebemos no presente. Quando temos estas ligações estamos ligados karmicamente a energias ruins e que nos afetam de alguma forma, por exemplo, energeticamente e nos conduz para caminhos diferentes talvez daqueles que escolhemos para nós.

Por isso, amplie sua percepção, e mais do que refletir, deixe fluir a consciência de quais caminhos e comportamentos podem estar te ligando a um karma que você não quer.

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Os 5 sentidos e a feira

Viver verdadeiramente é sensorial. 

Quando cheguei à feira com meu filho, numa sexta-feira, estávamos procurando algo muito específico. Para mim sempre foi um ambiente de muito barulho, muitas pessoas, não me remetia a uma experiência agradável. Mas, aquele dia foi diferente. Diferente porque assim que comecei a andar pela feira, percebi o quanto aquele lugar era sensorial. Os meus sentidos saltaram todos. Os gritos dos feirantes, das pessoas conversando, música no fundo, os aromas das frutas, das especiarias, o estímulo visual de cores diversas, dispostas lado a lado ressaltando por vezes um contraste belíssimo, o paladar sendo aguçado por alguma experimentação, ou pelo salivar ao ver a fruta preferida. E tudo aconteceu ao mesmo tempo. O que tornou essa experiência muito mais rica. Eu estava muito mais presente naquele momento tão simples. E que por essa razão, tornou-se marcante e especial.

“Nossas opções estão se tornando menos sensoriais
e quando estamos em uma situação em que isso
pode ser realçado, nós não damos atenção”.

Nem sempre estamos em um ambiente que seja favorável a essa explosão dos sentidos. Mas, o problema é que quase sempre, simplesmente nos esquecemos deles e optamos por situações bem menos sensoriais. Assim, deixamos de aprovietar o mínimo que cada situação nos oferece. O que pode ser um “simples” olho no olho numa conversa.

Foi curioso, pois após escrever este texto tive uma conversa com um amigo que estava optando por falar menos por whatsapp para poder privilegiar o contato pessoal, ouvir a voz da pessoa, perceber as emoções e as intenções presentes, ou seja, valorizar o sensorial. Precisei reescrever este texto para trazer este exemplo, pois era perfeito para o ponto acima. Nem as melhores “carinhas” e ícones podem expressar a mesma emoção que sentimos através da voz da pessoa e ainda assim, insistimos às vezes em travar longas conversas através de mensagens.

Nossas opções estão se tornando menos sensoriais e quando estamos em uma situação em que isso pode ser realçado, nós não damos atenção, muitas vezes até perdemos a sensibilidade de perceber os estímulos sensoriais que a situação oferece. Tornamos-nos mais brutos. Exatamente a direção oposta da que deveríamos ir.

A situação de estarmos deixando o contato pessoal de lado, substituindo por contato virtual não é nova e já foi muito abordada. Mas, você já havia pensado nesse exemplo através da lente da sensorialidade, além apenas da ótica de humanização? É por isso, que pensando sob esta lente, a da sensorialidade, é que vemos a importância de valorizar os sentidos e vivê-los, pois são eles que tornam as nossas experiências mais vivas. Quão agradável é quando sentimos um aroma e somos remetidos violentamente a uma situação vivida quase que como se estivéssemos vivendo-a novamente. Você já passou por isso? Um exemplo apenas para mostrar o impacto que tem estarmos com os sentidos aguçados quando estamos vivendo qualquer situação.

Por isso, se você leu meu texto anterior vai entender porque uma ida à feira me estimulou a escrever sobre estar 100% presente. Isso tudo está muito ligado. E é claro, contribuirá para vivermos cada momento com mais intensidade. Muito mais presente.

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Eu quero ser autossuficiente. E você?

Ser autossuficiente. Por que é bom para você?

A prática do Yôga tem me proporcionado muitas, grandes descobertas. Embora essa não tenha sido a razão principal de eu começar a praticar e lecionar, hoje é uma realidade e uma consequência presente em minha vida. E, como disse a um amigo querido, hoje não desgrudo do Yôga por nada.

Uma das descobertas que quero compartilhar é a consciência do conceito de autossuficiência. Antes de tudo: não pense nele apenas ligado ao aspecto financeiro, de independência financeira. Pense em autossuficiência num indivíduo na sua totalidade. Para isso, primeiro é preciso entender que temos um corpo físico, um emocional, um mental, além do intuicional e o mônada. Vamos focar nos três primeiros. Em seguida, desdobrar o conceito de autossuficiência para cada um deles. Autossuficiência no corpo físico é um funcionamento equilibrado de toda a estrutura biológica, é um corpo energeticamente forte, com uma resposta mais rápida e eficiente; no corpo emocional, é a consciência de não se apoiar emocionalmente em outras pessoas, de não se conectar e se tornar dependente desta conexão, é sustentar o seu emocional em si próprio e não no outro; no mental  vejo como sendo a clareza, a consciência dos impactos, dos resultados das nossas atitudes, pelo menos num alcance mais próximo, já que é muito difícil prever todas as possibilidades de propagação que nossas ações podem ter e também ser responsável por esses atos e suas consequências.

“É escolher viver junto e fazer junto pelo prazer e
pela possibilidade de somar.”

Eu enxergo ser autossuficiente como se bastar, é uma junção de autonomia, satisfação, autoestima elevada, poder de realização. Não está ligado a orgulho, a arrogância ou a isolamento. Não é viver sozinho, sem precisar de ninguém. É escolher viver junto e fazer junto pelo prazer e pela possibilidade de somar. E não viver junto pela dependência.

É muito comum sermos dependentes de diversas formas (financeira, física ou emocionalmente por exemplo), de coisas, objetos, pessoas, etc. Como aquela pessoa que não consegue tomar uma decisão sem consultar alguém. O trabalho de transferir a responsabilidade para nós mesmos e tirá-la do colo de outro é lento, mas necessário.

Autossuficiência está ligada a se conhecer melhor, saber os seus limites e até onde você pode ir. É ser responsável pelas suas opções e decisões. É fortalecer a sua estrutura física, mental e emocional para suportar essas consequências. Isso é ser responsável por elas. Quando dependemos de algo ou alguém é porque queremos dividir as consequências. É diferente de ter alguém em quem buscamos ajuda, apoio. Eu sou responsável pelas minhas escolhas, mas quando as coisas não acontecem como esperava, um abraço é extremamente bem vindo. Eu preciso disso. Afinal, ainda somos seres muito emocionais.

“Autossuficiência está ligada a se conhecer melhor,
saber os seus limites e até onde você pode ir.”

Eu escolhi a busca pela autossuficiência como uma forma de conduzir minha vida de uma maneira mais saudável, sem responsabilizar o outro por qualquer decisão minha e buscando sempre me apoiar em mim mesma para firmar minha sustentação. Isso não é simples, muito menos fácil. É um caminho que comecei a percorrer. E sei que tem muito pela frente.

Agora é com você. Reserve um momento para pensar sobre isso. Procure identificar nas suas relações o quanto de cada coisa está presente (autossuficiência e dependência) e como elas se apresentam. Pense em como poderia modificar o que encontrou se não te agradou. Pense em cada situação e procure perceber o sentimento que ela gera em você. Medo, conforto, frustração, segurança, insegurança… Isso será um bom termômetro.

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