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Você se sabota? Como entender e evitar a autossabotagem

autossabotagem, procrastinação, produtividade, mudar de vida, qualidade de vida, alta performance, sabotagem, como diminuir a autossabotagemAprender a diminuir a autossabotagem é estar mais próximo do seu objetivo.

Já atendi muitas pessoas que citam a autossabotagem como uma razão que as impede de colocar planos em ação, de mudar comportamentos e de tomar decisões importantes e que tornariam suas vidas bem mais felizes.

Em paralelo, falam também da procrastinação. Que quando percebem estão deixando ou deixaram de lado aquilo que realmente precisava ser feito, para fazer qualquer outra atividade.

A esse respeito, tenho dois textos que escrevi: um apenas sobre procrastinação, que você pode ler clicando aqui; e outro sobre valores, que também vale a leitura, clique aqui para lê-lo, pois em um determinado momento os temas se cruzam quando ressaltamos a importância dos valores na definição de prioridades e foco naquilo que precisa ser feito!

Mas, quero chamar a atenção para um ponto específico: eu vejo a procrastinação como uma consequência da autossabotagem. E quando você entende a razão da procrastinação é possível ir dando passos para trás até chegar na raiz da autossabotagem.

Isso porque o mecanismo da autossabotagem funciona assim: sempre que desejamos muito conquistar algo, é porque aquilo é o meio que nos proporcionará uma emoção fim, que queremos muito viver, ou uma emoção que queremos evitar a toda custa. Por exemplo, uma pessoa pode desejar desesperadamente se casar, porque ela vê isso como a forma de construir uma família, e o meio de obter amor, apoio, companhia, ou ela pode ver isso como o meio de evitar algo que não quer para si mesmo, de forma alguma: como por exemplo, ficar sozinha, encarar a solidão.

A autossabotagem surge exatamente quando enxergamos inconscientemente que conquistar aquilo que tanto queremos irá nos proporcionar a emoção positiva que queremos, mas também irá nos proporcionar algo negativo que queremos evitar de qualquer jeito. Como, em geral, a mente irá dar mais peso para evitar a dor do que para obter o prazer, começamos a ter comportamentos que nos afastam de concretizar o objetivo que temos, como por exemplo, a procrastinação. Isto acontece porque está claro que se eu não postergar o que tenho para fazer, a probabilidade de alcançar o meu objetivo é muito maior e aí vou vivenciar a dor que não quero. Muitas vezes apenas imaginar a possibilidade de viver determinada situação que nos causará aquela dor, já é suficiente para inconscientemente começarmos a procrastinar e a arranjar desculpas para não fazer. Tudo de forma inconsciente.

Para resumir e começar a mudar essa situação é preciso se fazer as seguintes perguntas: “O que eu ganho se não atingir o que eu quero?”, “O que neste processo ou atingindo o meu objetivo, terei que fazer que me causa dor?”.

“A autossabotagem é um processo inconsciente
em que evitamos realizar o que é preciso, pois atingir
o que queremos irá nos proporcionar algo negativo
que queremos evitar de qualquer jeito.”

Ao responder com sinceridade a estas perguntas, você entenderá porque tem atitudes contrárias, ou procrastina para fazer aquilo que é evidente que lhe levará mais perto do seu objetivo.

Quando descobrimos estas respostas, temos dois caminhos:

  1. Colocamos-nos dispostos a enfrentar essa dor que queremos evitar, começando por entendê-la e, principalmente, descobrindo se ela não está fundamentada em uma crença limitante. E se for o caso, é preciso desconstruir essa crença. E avaliando como minimizá-la. Ou;
  2. Desistir do sonho, colocando desculpas e a responsabilidade de não conquistá-lo no outro, no externo, quando na verdade deveria ser trazida para o nosso colo. Se quiser ler mais sobre isso, clique aqui!

E aí? Qual será a sua opção?

Mais consciência, melhores relacionamentos: mais felicidade.

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Como fazer para ter alta performance e conquistar melhores relacionamentos?

Nós podemos dizer que trabalhamos com publicidade, com informática, que somos advogados, médicos, funcionários públicos, ou que somos profissionais liberais, professores, caixas de banco, temos um comércio, somos empreendedores, trabalhamos em uma loja! Somos gerentes, diretores, assistentes, não importa qual é o tipo de trabalho ou sua posição hierárquica nele, o que realmente fazemos é que lidamos com pessoas, por menor que seja o nosso contato direto. Ou seja, estamos todo o tempo lidando com relacionamentos no campo profissional. Isso sem falar no pessoal! Então, fica clara a importância de ter boas relações e como isso impacta em nossas vidas, não é mesmo? Portanto, buscar melhores relacionamentos precisa estar sempre em nosso radar!

Quando não temos um bom relacionamento com alguém em especial ou que temos um atrito que impacta fortemente em nossas vidas é que percebemos o quanto isso é importante. Porque em geral quando tudo vai bem, nós costumamos parar para avaliar se uma relação está saudável, se pode ser melhor, se ela está baseada no amor e produzindo amor? A grande maioria das pessoas não faz isso, não é mesmo? Mas seria um mudança e tanto se começássemos a ver nossas relações desta forma!

Eu sempre fui uma pessoa que teve boas relações de uma forma geral, sempre fui daquelas pessoas com muitos amigos, que sempre saia com as portas abertas dos empregos que tive, que sabia lidar com atritos, algumas pessoas até chegaram a falar comigo dizendo que não sabiam como eu conseguia ser amiga de tal pessoa, me relacionar bem com fulano, gostar de sicrano, etc. Mas, ter melhores relacionamentos é algo em que estou sempre pensando e trabalhando os meus comportamentos.

“Aprenda a gostar de você,

para que os outros também possam!”

Hoje vejo que algumas coisas contribuíram para isso. Por um lado, há algumas atitudes que vou contar abaixo e que sinto que me ajudam muito. Por outro, havia um comportamento meu, que hoje não me agrada mais e estou trabalhando para mudar, que está relacionado a crença de que eu sempre precisava agradar as pessoas, o que esconde por trás um medo de não ser amada, de que precisava sempre superar as expectativas do outro, e isso não é legal…Se isso acontece com você (e com quem não?)…Faça como eu: pare já, porque não é por aí.

E sabe por onde é? Como podemos construir melhores relacionamentos?

  • Primeiro, você precisa aprender a gostar de você. A gostar de estar com você. Comece a se conhecer melhor, a entender suas preferencias e porque faz determinadas escolhas, porque tem as reações e os comportamentos que você tem. Descubra quais são os seus valores e quais as regras que regem os seus relacionamentos. Por exemplo: como tem que ser para você uma relação entre colegas? E entre amigos íntimos? Entenda as suas expectativas com relação à todos os tipos de relações que você tem.

 

  • Segundo, descubra quais são os valores e as regras das pessoas com quem você tem um relacionamento. O que é importante para ela? Como ela pensa que deve ser uma relação profissional, de amigos, etc.? Entenda as expectativas dela. A grande parte dos conflitos em relacionamentos tem sua origem pelo desconhecimento destes pontos um do outro, das regras que cada um tem para considerar aquela uma relação boa ou ruim. Quando colocamos as cartas na mesa, fica bem mais fácil evitarmos conflitos, que vão minando um relacionamento seja ele de qualquer natureza.
  • Terceiro, comece a agir de forma menos egocêntrica e mais em prol da relação. E fazemos isso quando começamos a pensar mais no outro e no impacto que nossas atitudes terão no outro e no meio e deixamos de pensar tanto no que queremos e colocar isso em primeiro plano.  Para uma boa convivência alguns preceitos são importantes:
    • Cordialidade – não critique, não condene, não acuse o outro, apontando o dedo para a pessoa. No lugar de fazer isso procuremos entender o outro e compreender porque ele faz o que faz.
    • Aprenda a ouvir – aprecie verdadeiramente o outro e o que ele diz, ou o que é importante para ele. Elogie sempre que possível. Quando fazemos isso  estamos destacando o que a pessoa tem de bom e dando importância a ela, pois todos temos o desejo de nos sentirmos importante.  Quando nos sentimos assim, estamos muito mais propícios a aceitar a opinião do outro e cedermos em pontos que a principio estaríamos totalmente fechados.
    • Reciprocidade – recebemos aquilo que oferecemos. Se damos amor, receberemos amor. Se damos atenção, receberemos atenção. Se criticamos, seremos criticados. Por isso, sorria o máximo que puder, seja amável, respeite a opinião do outro, ofereça amor. Se queremos melhores relacionamentos, precisamos nos empenhar em oferecer isso.
Faz sentido para você? Você gostaria de ser tratado dessa forma? Como seria estar com uma pessoa que agisse assim com você? Se suas respostas para essas perguntas foram positivas, avalie com carinho a possibilidade de implantar algumas dessas coisas nos seus relacionamentos. Para mim elas funcionam.

Seja caridoso com você – aprenda a exigir menos de você!

culpa responsabilidade autocritica exigir menos

Exigir menos de você é trocar a culpa pela responsabilidade!

Uma noite eu estava em uma palestra, na verdade algo bem informal, em que o palestrante falava sobre comportamento humano e ele começou a falar sobre caridade. E como, para que possamos ser caridosos com os outros, precisamos ser caridosos conosco primeiro e exigir menos. E foi bem interessante, pois aquela frase foi perfeita para mim. Como se diz por aí: “caiu como uma luva”. E o mais especial foi perceber que eu já tinha esse conceito na minha mente, de que não podemos nos culpar, temos que exigir menos de nós mesmos, mas nunca havia absorvido daquela forma e feito tão sentido para mim, quando aquela pessoa usou a palavra “caridosa”. Ser caridosa comigo mesma. Caridosa.

Caridade no dicionário quer dizer bondade, generosidade, compaixão. E por isso fez tanta diferença para mim. Se comparado aos conceitos anteriores como “não se culpar”, “não exigir demais de mim mesma”, “ser caridosa comigo mesma” é completamente diferente, emocionalmente falando. Quer dizer, é entender que erramos, que falhamos, que sentimos emoções que não queremos, que nos expressamos como não gostaríamos, mas apesar disso tudo nos perdoarmos por isso. É ser caridoso. É aceitar o erro. É exigir menos de nós mesmos. É termos compaixão por nós mesmos e seguirmos em frente, sem nos punirmos. Existe uma carga emocional positiva muito forte no perdão, na caridade, e ao trazer este conceito à tona trazemos para perto de nós esta possibilidade que é perfeitamente viável, a de sermos caridosos começando por nós mesmos, de nos perdoarmos.

Não sei você, mas eu sempre associei caridade com o outro, e quando a possibilidade de começar a exercer a caridade em nós mesmos me foi trazida, a sensação foi um misto de alívio, de aceitação e de recomeço. Pois na verdade é isso, a cada erro que nós cometemos, a cada deslize, ao invés de (aí sim) nos culparmos, nos chicotearmos, precisamos aplicar esse conceito de caridade, identificar o que não gostamos no nosso comportamento e recomeçar.  Alívio por perceber que existe uma possibilidade a mais além da culpa, que é a compaixão. Aceitação por entender que todos somos passíveis de erros e de termos comportamentos que não admitimos e negamos. Recomeço por colocarmos em prática o aprendizado e buscarmos chegar um pouquinho mais perto da forma como realmente queremos agir, da nossa essência.

É importante nesse processo percebermos que sermos caridosos conosco não significa que temos que aceitar os nossos erros e não procurarmos melhorar. Não significa que cometemos o mesmo erro seguidas vezes e não fazemos nada para que seja diferente, para que não se repita. Ser caridoso não é ser complacente com nossos erros. Ser caridoso tem a ver com perdão, com a aceitação, mas não se estende além desse ponto, pois se isso acontece não evoluímos. Evoluímos quando aprendemos a praticar a caridade, conosco e com os outros; mas evoluímos também quando buscamos nos aperfeiçoar, melhorar não apenas o nosso comportamento, mas trabalhar a raiz, a causa do comportamento que são as nossas emoções. E nesse caso específico, principalmente as emoções negativas que nos impulsionam a atitudes ruins, que tem como fonte emoções como ódio, culpa, medo, mágoa, frustração. Atitudes que queremos evitar, pois não queremos que nossos comportamentos sejam pautados por estas emoções.

Então, da próxima vez que fizer algo que te desagrade profundamente, ao invés de se culpar e de se boicotar, entenda que você foi sim o responsável pela atitude – e isso é fundamental, mas aceite-a como parte de você, pois todos temos um lado que não está coberto pela luz,  uma sombra, mas seja caridoso com você mesmo, perdoe-se pelo que aconteceu e imediatamente procure entender o que motivou a atitude para que possa transformar o comportamento através da emoção, e desta forma se aproximar cada vez mais do comportamento desejado. Aprenda a exigir menos de você.

Desaprenda.

Artigo revisto em 26 de setembro de 2016

crenças limitantes flor de lotus paradigmas

 

Descubra suas crenças limitantes, destrua paradigmas.

Esse texto foi feito para o início de 2016, mas, para que esperarmos o início do ano para fazermos as mudanças que queremos, não é mesmo? Então, faça agora. E comece com esse conselho:

O fim do ano chegou e eu gostaria de falar uma coisa para vocês uma única coisa: desaprenda. Desejar que em 2016 você, todos nós possamos desaprender.

Se tem algo que pode nos trazer novos aprendizados, nos mostrar novas possibilidades e nos abrir oportunidades é desaprender.

Desaprender é quebrar aqueles paradigmas que aprendemos no decorrer de nossa vida. Que absorvemos da sociedade. Desaprender é descobrir as nossas crenças limitantes ou não e destruir aquelas que nos prejudicam. É construir crenças novas. É reaprender aquilo que nos faz bem, que nos impulsiona. E introjetar estas novas crenças. É reconstruirmos a nós mesmos, incorporando em nossas vidas convicções que nos farão evoluir como seres humanos, crescer e contribuir para o mundo de alguma forma. Fazer a diferença e fazer diferente.

E é isso o que desejo para você neste novo ano.

Esse final de semana estive com alguns amigos e uma pessoa que conheci aquele dia começou a falar a sua interpretação, segundo a astrologia, sobre o que significava a forma como os meus filhos nasceram. Nesse momento eu percebi que tinha uma certa tendência em acreditar “de cara” em algumas coisas que ouço, leio, etc, percebi isso porque agi assim quando ela estava explicando e percebi que era assim que eu absorvia algumas das minhas crenças erradas, impróprias. E nesse momento lembrei-me do axioma número 1, preconizado pelo sistematizador do Yôga antigo, linha que sigo, o SwáSthya: Não acredite. E é isso que peço, exercite isso. Não acredite imediatamente em tudo o que ouvir. Nem mesmo no que estou escrevendo agora. Escute, leia, pondere, averigue outras opiniões, veja se o que você está ouvindo ou lendo tem sintonia com você, antes de absorver o que quer que seja. E desaprenda aquilo que você absorveu e que não serve mais para você, que algum dia serviu mas que hoje não está te ajudando em nada.

Aproveite o momento atual, afinal todo começo de ano é um época em que fazemos um balanço da nossa vida, do que realizamos, do que gostaríamos de ter feito e não fizemos, e também é uma época em que fazemos as promessas de ano novo, não é?

Ano novo é renovação, é recomeço, como o encerramento de um ciclo e uma nova chance para tentarmos realizar aquilo que ficou pela metade. Também o que deixou de ser feito pela falta de dinheiro, de tempo, de força de vontade, de momento ideal, etc.. E isso nos traz motivação para alcançar nossos objetivos e fazer diferente.

Então, faça diferente. Faça diferença. Desaprenda.

Feliz 2016!

Se quiser ler mais sobre crenças limitantes, clique aqui.

Como fazer escolhas mais conscientes?

Gerando mais felicidade para você!

Eu acabei de fazer uma revisão dos meus valores. Pelo menos a cada dois anos sinto necessidade de repetir esse processo, pois deixo aberta em mim a possibilidade de mudança e sei que isso pode acontecer conforme vamos evoluindo.

Eu descobri quase que por instinto e depois vi comprovado em diversas técnicas que conhecer os meus valores era fundamental para eu entender as escolhas que fazia na vida. Isso porque são os valores que definirão muitos de nossos comportamentos. Por exemplo, dependendo do valor que tenho, mudar de emprego é mais fácil ou não para mim. Se sou uma pessoa que valoriza muito a segurança, não vou deixar um emprego apenas porque ele já não me oferece oportunidades de crescimento. Por outro lado, se valorizo crescimento/desafios e segurança não é um dos meus valores ou hierarquicamente não é um dos primeiros, provavelmente a decisão de sair de um emprego, mesmo sem ter outro e ir em busca de um sonho, será mais fácil para mim.

Quanto mais compreendo a interferência dos valores, mais fácil é promover as mudanças que quero. Porque as escolhas tornam-se conscientes, baseadas em elementos que eu sei quais são claramente.

Uma das escolhas que fiz foi optar por viver experiências ao invés de possuir coisas (casas, carros, roupas, etc.).

Leia mais …

Movimente-se!

Não sei sobre você, mas eu sempre tive atividades físicas presentes na minha vida. Sempre gostei muito de dançar e por muito anos o flamenco foi minha grande paixão. Na verdade, ainda sou apaixonada por essa dança, só que agora ela divide o lugar com o Yôga, apesar deste último não ser uma atividade física como muitos pensam, possui em seu acervo técnicas corporais bastante vigorosas e que trabalham o corpo de uma forma bem completa. O fato é que eu aprendi a gostar do movimento.

Nós, seres humanos, procuramos sempre o conforto, conscientemente ou até mesmo, involuntariamente. Buscamos sempre nos colocar em uma condição mais confortável, seja fisicamente, emocionalmente ou mentalmente. Vemos essa condição refletida no emocional quando somos avessos aos riscos, por exemplo, pois não sabemos para onde uma nova atitude pode nos levar emocionalmente; mentalmente, percebemos isso quando notamos que o nosso cérebro poupa sua própria energia, pois ao invés de produzir novos pensamentos, raciocínios, ele vai buscar no que já passou o que já sabe sobre aquele assunto, situação, replicando inclusive sentimentos em situações parecidas e automatizando atitudes. E, fisicamente, essa busca pelo conforto é muito evidente. A maioria de nós, se pudesse escolher entre descansar no sofá ou praticar uma atividade física por uma hora, escolheria o sofá. E quando faz a escolha pela atividade, muitas vezes é porque leva em consideração um objetivo que quer alcançar no aspecto físico, seja estético ou por saúde, e não pelo prazer de se movimentar.

“Quando realizamos uma atividade que nos dá prazer,
iniciamos um processo de maior captação de energia,
nos sentimos mais dispostos,
com mais ânimo, com mais vitalidade.”

Tudo bem termos um fator motivacional, mas é preciso desenvolver o gosto pelo movimento. É preciso mudar este padrão mental. Nossa mente vai associar atividade física a desgaste. Passemos a associar atividade física a energização. Transformemos o paradigma de atividade física ser cansativa e não prazerosa, para algo prazeroso.

A criança quando brinca não está pensando nos objetivos que a atividade vai lhe trazer, ela corre, pula, joga bola pelo prazer da atividade em si. Por isso é tão importante escolhermos uma atividade que sintamos prazer e não nos deixarmos levar pelo brilho que alguma traga por proporcionar determinados resultados. Só quando realizamos uma atividade que sentimos prazer é que começaremos a mudar este paradigma e aí iniciaremos um processo de maior captação de energia.

Cientificamente é conhecido o processo de produção de endorfina quando realizamos atividades físicas, mesmo que ainda não esteja elucidado a partir de qual intensidade e duração este processo se inicia. A endorfina é um neuro-hormônio produzido pelo organismo através da glândula hipófise, ao ser liberada estimula a sensação de bem estar, alegria e melhora o humor.

Mas, se sabemos de tantos benefícios ao nosso físico, ao emocional, ao mental, por que relutamos tanto em nos movimentar? Só vejo a possibilidade explicada anteriormente: zona de conforto. Queremos nos manter em nossa zona de conforto. Portanto, voltamos ao ponto inicial, é preciso uma mudança de paradigma. Vire a chave. Pratique algo que vai mudar o seu padrão de comportamento. Algo que você não se sinta obrigado a realizar. Sem repressão. Escolha uma atividade que te dê prazer e não visando o resultado. Amplie a sua zona de conforto! Movimente-se! Sorria!

Quer experimentar a prática que eu escolhi para a minha vida? Preparei um áudio com 15 minutos de técnicas corporais do Yôga. Acesse aqui, cadastre-se e experimente!

Obrigada mãe!

Oi mãe! Eu queria te ligar. Queria falar com você. Ligar apenas para saber sobre você, para ouvir a sua voz. Às vezes, ouço você atendendo uma ligação minha.

Eu queria te ligar. Nesses dois anos tive vontade várias vezes de te contar coisas que aconteciam comigo. De compartilhar com a única pessoa que eu sei que entenderia e diria o que eu mais gostaria de ouvir.

Eu queria te ligar. Prá te dizer que te amo. Prá te agradecer por tudo que fez por mim. E que ainda faz. Talvez, mesmo sem saber e estar aqui, você ainda me ensina muito. Estou aprendendo a lidar com uma dependência emocional que tinha com você. Isso me assusta, às vezes sinto muito medo, às vezes dói muito. Mas, eu preciso aprender. Preciso aprender sozinha. Pois não tenho escolha. E, no fundo, agradeço por esse aprendizado.

Eu queria muito te ligar prá te contar que tenho comigo bem firme alguns valores que você me passou. E também, com a coragem que nunca tive, te contar que tenho outros valores que são meus apenas, que eu escolhi, mesmo sendo diferentes dos seus, porque eles me traduzem, me representam e me sinto muito mais aconchegada com eles.

Eu queria te ligar. E te dizer, que falhei. Que não fui capaz como sempre achei que fosse. Que, por mais que me digam que fiz tudo o que estava ao meu alcance, eu não me sinto assim. Não sei lidar com isso ainda. Eu sou assim. Com todas as outras coisas, eu sou assim. Faço tudo o que está ao meu alcance. Não o possível. O meu melhor. E me sinto bem depois, sejam os resultados favoráveis ou não. Mas não dessa vez. Hoje preciso aprender a lidar com esta autocrítica dilacerante.

Eu queria te ligar…mas, não posso. Não posso. Mas, acho que hoje, enquanto escrevo, você está me ouvindo. E vou ter que me contentar com isso. Te amo mãe. Sempre. Obrigada. Sempre.

Qual é o seu propósito de vida?

The meaning of life. PURPOSE.

Muitos falam que quando nossos sonhos se acabam, nossa vida se esvai. Eu prefiro chamar sonhos de objetivos, é algo mais pé no chão, que me remete a ser mais realizável, mais concreto. Independente do nome, nossos objetivos são os motores que nos fazem seguir em frente apesar de todas as adversidades e dificuldades que possamos encontrar. Nossos objetivos nos remetem a ter uma vida mais feliz, muitas vezes a mudar de vida, a ter sucesso (o seu sucesso!). Não importa o que é. Por isso, que relembrar periodicamente nossos objetivos é tão motivador e nos impele para a ação. Porque nos visualizamos lá na frente, naquilo que queremos alcançar e estar lá é muito satisfatório. E então, arregaçamos as mangas e começamos a agir.

Mas, objetivo não é propósito de vida. E esse texto é sobre isso: propósito de vida. Imagine um guarda-chuva. No topo dele está o seu propósito de vida, logo abaixo estão seus objetivos, ou seja, conquistas que te levarão a concretizar o seu propósito, abaixo dos objetivos estão as suas metas e em um nível abaixo, as ações, as atitudes efetivas que precisam ser feitas, as decisões que precisam ser tomadas, as mudanças necessárias. O propósito de vida abarca todo o resto que está abaixo e o sustenta. É pensando nele que você fará tudo que vem depois. E eu vejo, que se não é assim, é como deveria ser. Então, qual é o seu?

Não pense que tem que ser necessariamente algo grandioso. Que tem que ser algo nobre. Marcante. Memorável. Não é nada disso, quer dizer, até pode ser, mas também pode ser algo tão simples como: “ser você mesmo”, “ter uma vida mais feliz” ou ainda “buscar sempre a evolução”, enfim.

Talvez você esteja se perguntando: “por que eu preciso de um?”. Veja: propósito de vida é aquilo para o que você está vivendo. É o significado da vida. Da sua vida. Você está vivendo para ser o que? Para fazer o que? Afinal, para que? Após ler estas perguntas é possível que te pareça vazio não ter um propósito agora, não?

Esta talvez seja a grande diferença daquelas pessoas que realizam grandes projetos de vida, porque elas tem um propósito muito bem definido, e elas vão atrás dele. Estruturam-se física, emocional e mentalmente. Elas tem claro o que precisa ser feito para alcançar o seu propósito e partem para a ação. Os objetivos não são isolados, não são sem significados, eles as levarão ao seu propósito de vida. Cada passo é planejado. Cada ação conduz a uma meta, que faz parte de um objetivo. Talvez tudo não precise ser assim tão milimetricamente calculado, mas eu aposto que isso é mais eficiente do um completo descaso. Isso está ligado a dois textos que escrevi: o primeiro sobre sua vida ser um barco a vela ou a motor e o segundo sobre a coerência de nossos objetivos.

Ter um propósito de vida, acreditar nele e querer verdadeiramente alcançá-lo farão com que você se sinta mais confiante, contribuindo para elevar a sua autoestima e te farão abrir os olhos para as capacidades necessárias para alcançar o seu propósito e correr atrás para adquiri-las. Confiança e competência. Dois presentes que saber o seu propósito de vida te oferece. E então, qual é o seu?

O que um artista plástico me ensinou sobre sucesso

 

O que separa um profissional de sucesso de outros profissionais? 

Essa história me fez refletir sobre isso.

Estava em Campos do Jordão e fomos visitar um ateliê de um artista plástico, cuja matéria prima é a madeira. Esse artista é reconhecido pelo seu trabalho, vive dele, é referenciado em revistas e veículos importantes do segmento, vencedor de vários prêmios. Observando suas peças, meu marido que gosta de trabalhos em madeira e tem isso como hobbie, inevitavelmente fez uma comparação com um professor que ele teve. Ele me disse algo assim: “O meu professor faria tudo isso tranquilamente. É uma pena!”. Mas, não fez – pensamos. E não faz.

O que fazia do artista plástico uma pessoa diferente do professor do meu marido? O que fez com que ele tivesse sucesso? Pela interpretação do meu marido não era nada relacionado a um “dom” com a madeira. Enquanto andávamos pelo ateliê dele e conversávamos eu fui observando o espaço e o comportamento do artista, e pude observar alguns pontos que acho que contribuíram e muito para que este tivesse sucesso e alcançado a posição que tinha, além é claro da habilidade com a madeira que era explícita.

E são comportamentos que realmente fazem a diferença:

  • Organização – ele era extremamente organizado, minucioso na separação dos materiais, na sua distribuição, na disposição de equipamentos, etc. Isso com certeza facilitou o seu trabalho, desde o planejamento até aproveitamento de materiais, isso sem falar no aspecto criativo de utilização de materiais que também deve ter sido valorizado pela fácil observação de tudo que estava disponível.

  • Empolgação – era notável o orgulho que ele tinha do seu trabalho e a empolgação com que falava dele, das suas obras, do processo de trabalho, e de como conduziu sua vida até ali.

  • Valorização – ele atribuía extremo valor às suas obras, não apenas pela execução, mas também pelo renome adquirido. Ele estava o tempo todo ressaltando o trabalho que era necessário para a execução de cada uma das peças, além de citar suas premiações e reconhecimentos, e deixar todas as publicações e matérias à mostra para os visitantes.

  • Posicionamento das obras – Ele não tinha medo de cobrar um valor que achava adequado para o seu trabalho. Suas obras não eram nada baratas. E isso em nenhum momento pareceu ser um problema para ele. A decisão de colocar os seus preços no topo pareceu-me pensada e um escolha nítida de posicionamento.

  • Risco – Ele não teve medo de se arriscar e se dedicar a um trabalho que ele queria que fosse a sua profissão, independente de opiniões ou indícios que pudessem o ter feito desistir.

  • Amor – Era nítido o amor que ele sentia pelo que fazia e a sua satisfação na realização de cada peça. Isso era o combustível para a continuidade do trabalho e a superação de desafios e limites.

  • Divulgação – ele procurou assessoria para aquilo que não era o seu core. Apesar de isso não ter sido mencionado por ele, a quantidade de matérias, menções em veículos, reportagens sobre a suas obras era muito grande e só uma assessoria poderia gerar um resultado de divulgação como aquele.

O que observamos é um mix de competências comportamentais e técnicas, que valem muito a pena de serem observadas e comparadas com os nossos comportamentos. Traga isso para o seu trabalho, para sua realidade e observe se você tem isso presente. O que será que pode ser melhorado?

De todas essas, as que mais me chamaram atenção foram as comportamentais, que talvez sejam as mais difíceis de adquirir: a empolgação presente todo o tempo, a valorização que ele próprio atribuía ao seu trabalho e a disponibilidade para o risco.

Pensando nisso, reflita: quantas vezes deixamos de falar com empolgação, de nos valorizar com receio de parecer arrogantes ou pretensiosos? Quantas vezes deixamos de cobrar aquilo que realmente achamos que vale o nosso trabalho por medo de perder o cliente? Entre muitos outros questionamentos. O que ajustes como esse podem impactar na sua vida? Na busca de uma vida mais feliz, com mais sucesso, com propósito É. Vale a reflexão.

Se você não leu o texto sobre como conhecer seus valores pode te ajudar a ter uma vida mais feliz, com mais motivação, sucesso e quiser ler, acesse aqui agora.

O meu sucesso é diferente do seu!

Uma verdade que pode mudar a vida.

O meu sucesso é diferente do seu.

Antes de começar a ler este post, pense o que você considera ter sucesso.

Pensou? Não? Então, pense. Faça isso agora. É importante.

Sucesso. Uma palavra que pode intimidar a alguns, provocar medo ou trazer uma sensação de frustração a outros. Ou ainda, ser estimulante, motivante. Eu acho que me enquadrava na categoria de me sentir intimidada com esta palavra. Até que resolvi entender o por quê. Chegou um momento em que eu  queria mudar de vida, e quis entender melhor o que sucesso representava para mim. Que importância eu dava para ele. Quando estamos definindo nossas metas, nossos objetivos, passar por esta etapa é fundamental. Você precisa saber o que você quer alcançar. E pensar no conceito de sucesso vai ajudar para que você entenda se os objetivos que você se colocou ou vai colocar, vão lhe conduzir para o sucesso.

É natural que ao falarmos de sucesso, o que venha a nossa mente em primeira instância seja a imagem de uma pessoa famosa, de uma pessoa bem sucedida na vida, com muito dinheiro, de alguma executiva ou executivo com poder, de alguém que exerça influência em muitas outras pessoas. Isso nada mais é do que um padrão que absorvemos, que nos foi incutido pela sociedade e que toda vez que pensamos em sucesso, nossa mente remete a essa imagem. Mas, não é desse sucesso que estou falando, ou melhor, até pode ser. Se este for o seu sucesso. Este não era o meu conceito de sucesso (mas foi por algum tempo…) e é bem possível que não seja o de muitas pessoas. Por isso, se não for este o seu caso, tenha muito claro que você está sendo vítima de um paradigma imposto pela sociedade e procure se livrar dele.

Quando elaboramos o nosso conceito de sucesso, estamos imaginando tudo aquilo que queremos para nossa vida. Ao ter isso fechado, é como se você dissesse que ao alcançar aquilo que você desenhou, você se considera uma pessoa de sucesso e tem tudo o que precisa para se sentir mais feliz.

O seu sucesso é diferente do meu. Vá atrás dele.

E o seu sucesso, pode não ser nada do que citamos como exemplo, pode ser algo completamente diferente do padrão da sociedade. Pode ser: simplesmente ser mais feliz; ter um trabalho que lhe permita estar com seus filhos; viajar o mundo; entre muitas outras coisas. É por isso que o chamo de Seu Sucesso. Não é o meu, de seus pais, amigos ou de qualquer outra pessoa. É o seu. E só importa a você, por mais que você ache que possa ser criticada por isso. Não pense nas críticas, pense em você. Isso sim importa.

Saber disso, e definir o meu sucesso, me ajudou muito a enfrentar alguns medos, a tornar consciente muitascrenças, a perceber o que deveria fazer para alcançá-lo, a manter o meu foco e estar atenta para não me deixar levar por distrações, que me tiravam do meu objetivo. 

O mais importante é que definir o seu sucesso vai fazer com que você não se deixe levar pelo brilho que o sucesso do outro possa ter. E achar que aquilo que é importante para o outro seja importante para você. Produzindo em você frustração, inveja, entre outros sentimentos nada legais.

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