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Sensação do tempo voando, na correria do dia a dia?

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O tempo voando e nós: corremos automaticamente ou vivemos conscientemente?

E já estamos novamente no final do ano…eu poderia começar este texto como todo mundo te perguntando se você conquistou o que queria, se alcançou seus objetivos, se produziu, etc., etc., etc….mas, não vou…vou começar te perguntando assim: Você se sentiu ouvida e ouviu este ano?

Posso estar errada, mas acho que uma das piores sensações ao concluir um ciclo (e final de ano tem esse peso e esse significado, não é?) é a sensação de que o tempo passou e não o vivemos, não estivemos presentes de verdade, vivemos, mas não VIVEMOS! Contemplamos o tempo voando. Apenas fizemos as nossas tarefas, cumprimos os nossos deveres, cumprimos nossa jornada de trabalho e sim, nos divertimos em alguns momentos, passeamos, estivemos com amigos, mas…VIVEMOS?

Aqui cabe muito bem abrir um parênteses para trazer um trecho de um texto muito bacana de Eliane Brum:

“Estamos exaustos e correndo. Exaustos e correndo. Exaustos e correndo.  E a má notícia é que continuaremos exaustos e correndo, porque exaustos-e-correndo virou a condição humana dessa época. E já percebemos que essa condição humana um corpo humano não aguenta. O corpo então virou um atrapalho, um apêndice incômodo, um não-dá-conta que adoece, fica ansioso, deprime, entra em pânico. E assim dopamos esse corpo falho que se contorce ao ser submetido a uma velocidade não humana. Viramos exaustos-e-correndo-e-dopados. Porque só dopados para continuar exaustos-e-correndo. Pelo menos até conseguirmos nos livrar desse corpo que se tornou uma barreira. O problema é que o corpo não é um outro, o corpo é o que chamamos de eu. O corpo não é limite, mas a própria condição. O corpo é.”

Mas, voltando…Não há como ter uma resposta positiva para esta pergunta (estamos VIVENDO?) se não nos conhecermos profundamente, se não mergulharmos em nós mesmos, nos conectarmos com a nossa essência, com o que realmente importa para nós; mas a resposta negativa é fácil de obter, e para mim um dos sinais é a falta de presença no que fazemos cotidianamente, falta que podemos perceber quando:

* Primeiro pela sensação do tempo passar muito rápido, do tempo voando;

* Segundo pela sensação de vazio que fica ao final de um ano e a vontade de ter podido fazer mais;

* E por último pela percepção de não termos sido ouvidos, o que gera a contraparte: soubemos ouvir o outro? A nós mesmos? Ao universo?

Mas, então apenas nos apercebermos deste fato, trazermos para consciência e está feito? A minha natureza mental de ser humano, me obriga a pensar e buscar respostas e atitudes a serem tomadas, para se fazer algo a respeito, para mudar esta situação e virar o jogo. Então, imagino que o que você esteja esperando seja isso, uma lista agora de “X formas” de melhorar esta questão.

Coinscidências ou não à parte, recentemente publiquei um post no meu instagram com os seguintes dizeres: “ PRECISAMOS URGENTEMENTE NÃO FAZER ALGO À RESPEITO DE TUDO” (quer conferir vai lá: https://www.instagram.com/p/BbxrWRGHOZu/?taken-by=fabianaaparicio)

Então, se você quiser você pode buscar ações práticas para essa questão, se ela te motivou o suficiente. De hoje, até pelo menos o final do ano eu vou fazer o seguinte:

Primeiro respirar. Segundo ouvir. Falar menos, muito menos e ouvir. Depois, procurar estar presente cada segundo que vivo. Perceber as minhas sensações naquele momento, em busca de uma conexão com a minha essência. E não fazer mais nada.

Vou focar muito em ouvir, fazer a minha parte.

Se ainda assim, você estiver pensando em como colocar tudo isso em prática e diminuir essa sensação do tempo voando, tenho algumas dicas que pode ajudar:

1. Procure uma atividade para entrar em contato com você mesmo, para acalmar a mente, para estar em maior contato com estímulos internos do que externos, por exemplo a prática de meditação ou Yôga, que faz parte da minha vida e por isso, posso indicar tranquilamente (se quiser ler mais sobre meditação, clique aqui);

2. Procure incluir em sua vida atividades que te dão prazer e que você faz por escolha, exclusivamente porque quer, por prazer;

3. Alimente e provoque emoções positivas em sua vida (tenho um artigo sobre isso, leia clicando aqui, se quiser);

4. Procure descobrir por onde a sua energia escoa. Todos temos formas de captar energia, mas também temos os nossos “ralos”, que é por onde perdemos energia, descubra os seus. (quer ler mais, clique aqui para acessar o meu artigo);

5. Para estar mais presente, trabalhe os sentidos: quando estiver comendo sinta o sabor do alimento, separe um tempo para ouvir música e faça apenas isso, ao esperar alguém em qualquer lugar contemple o espaço ao seu redor, observe o entorno, a movimentação; estes são alguns exemplos para exercitar a presença.

 

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E aí? Vai dar conta de tudo?

O que você diz para você mesma quando pensa se vai dar conta de tudo o que tem para fazer?

Eu gosto de escrever sobre minhas experiências, meus insights e, principalmente, sobre as reflexões e atitudes práticas que funcionaram para mim…e hoje, a reflexão presente é: “Cansei de dar conta de tudo!”

Quando penso sobre esse tema duas coisas me vem a mente:

Primeiro, que o ímpeto de ter que dar conta de tudo está ligado à uma necessidade de perfeição. De sermos “mulheres maravilha”. A mãe perfeita. A profissional excepcional. A amante sempre presente e disposta. A filha, a amiga, etc., perfeitas!

E por mais que saibamos racionalmente que perfeição não existe, continuamos buscando essa tal mulher ideal e fazendo malabarismos gigantescos para dar conta de tudo! E, como você já deve ter concluído (e vivenciado!) isso não vai acontecer NUNCA e, então, nos frustramos e nos sentimos culpadas por não dar conta…daquilo que não tinha como ser dado conta…e em muitos casos, nem deveria…

Então, a primeira coisa que temos que fazer é nos livrarmos dessa busca pela perfeição. Trocar a perfeição pelo possível e em alguns casos, pelo necessário, ou o desejável. Porque, muitas vezes, aquilo além do necessário é prejudicial ao outro, impedindo-o de crescer. E desejável sim, porque não podemos nos esquecer daquilo que realmente desejamos fazer e incontáveis vezes abrimos mão ou nos colocamos a fazer para agradar o outro.

Não é fácil, mas é simples. Substitua a necessidade de ser perfeita, por ser humana e feliz.

Segundo, é que quando nos colocamos numa posição de dar conta, não nos damos escolha. Minamos a nossa capacidade de escolher o que deve ser feito, o que temos vontade de fazer, o que desejamos. Tudo é substituído pelo que tem que ser feito, flutuando no limiar da obrigação, sob pena de culpa e de ruir a imagem que teimamos em construir.

Podemos até escolher fazer determinadas tarefas em detrimento do que desejamos, mas será uma escolha, não um imperativo, uma ordem. E isso é completamente diferente, percebe?

E, é claro, que escolher não dar conta de tudo implicará em perdas, principalmente na questão de imagem, mas aos poucos nos acostumamos com essa condição “terrena” e vamos lidando melhor com as consequências das escolhas.

A culpa começa a se dissolver e a possibilidade de se viver no presente aquilo que antes sempre adiávamos sob o discurso de: “Quando eu estiver estável financeiramente, eu vou…”, “Quando eu tiver mais tempo, eu vou…”, etc., fará com que haja muito mais satisfação, mais do que suficiente para superar a culpa de ter deixado naquele dia a sala bagunçada, os emails sem responder, a lição do filho sem ser checada…

Viva e deixe viver!

 

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Por que algumas situações se repetem em sua vida e como evitar isso

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Entenda a atuação dos padrões nas situações que se repetem

Você já pensou o quanto a gente se prende em padrões? Padrões de todos os tipos: de comportamentos, de fala, de atitudes, de relacionamentos, de respostas, de pensamentos até…

E o pior é que fazemos isso sem perceber e depois não entendemos por que as coisas se repetem. Por que sempre temos os mesmos resultados. Por que sempre acabamos numa mesma situação. Por que determinadas situações se repetem.

Einstein dizia: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”.

Só que para começarmos a mudar, a fazer diferente, temos primeiro que perceber, que tomar consciência do que estamos repetindo. E isso, nem sempre é fácil. Mas, é necessário e é o primeiro passo. Para alcançar isso, você pode trabalhar de formas diferentes…há quem escolha uma terapia, há quem prefira reflexões e atenção plena ao comportamento, há quem goste de conversas com um amigo “cabeça” que tem uma percepção mais apurada e pode ajudar a esclarecer, enfim, há várias formas de tornar isso consciente.

Mas, há também uma forma muito prática, que ao invés de começar pela causa, pelo entendimento, começa pela consequência. E qual é a consequência? O comportamento. E como isso acontece? Fazendo diferente. Sem pensar no que fazemos normalmente, mas pensando em simplesmente fazer diferente.

Por exemplo, se você sempre vai até algum lugar usando o mesmo caminho, use outro. Se você sempre toma a mesma coisa de café da manhã, faça escolhas diferentes, se você sempre age de acordo com uma rotina específica todos os dias, mude algo de vez em quando. Ou ainda, escove os dentes com a mão esquerda, ouça uma música que não costuma ouvir, leia um livro que jamais leria, vá a lugares diferentes, etc..

Simplesmente faça, sem se questionar a razão de fazer ou qual é a ligação que há com qualquer de seus comportamentos, falas, pensamentos. Ou pensando nas situações que se repetem. Não importa. Apenas pense em fazer algo novo todos os dias.

Pode parecer difícil, talvez você tenha pensado: “Nossa! Como vou achar uma coisa nova todos os dias?”. Pois é… está vendo como estamos condicionados? É exatamente este trabalho que começará a ser processado…o estímulo para coisas novas, diferentes é tão intenso, de tal forma que o cérebro começará a criar novos caminhos, novas respostas e deixar de se prender a padrões.

Sempre que repetimos um padrão ele se reforça em nossa mente, e a tendência do cérebro, para economizar energia, será apontar para a resposta mais parecida que possa ser implementada sem muito esforço. Começamos, então, a entender porque situações se repetem. E o que será que acontece quando as respostas são sempre muito diferentes? Começamos a quebrar estes padrões. E aí sim, a ter resultados diferentes.

Isso sem falar que, ao fazer coisas novas, estamos vivendo experiências diferentes e podemos descobrir e viver emoções que nunca vivemos, podemos nos deparar com novas paixões, novas descobertas sobre o mundo e sobre nós mesmos, um novo mundo pode se abrir bem na nossa frente! E isso, não tem preço!

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Você está em busca de mais equilíbrio?

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Para encontrar o seu equilíbrio, muitas vezes precisará cair ou passar do ponto.

Maria é uma pessoa preocupada com seus comportamentos e suas atitudes. Ela sempre tomou muito cuidado na educação de seus filhos. Por isso, alguns comportamentos que ela tem com os filhos a desagradam. Lidar com crianças não é simples, exige uma boa gestão emocional. E ela quer melhorar alguns comportamentos, mas várias tentativas são inócuas. Ela não consegue modificar-se e continua agindo da mesma forma que ela não gosta e acha prejudicial aos filhos.

Você já passou por uma situação assim? Mesmo que não tenha filhos, já deve ter identificado um comportamento que quer mudar, no trabalho, no relacionamento afetivo, no relacionamento com sua família, etc. – mas não consegue. Não é? Muitas vezes porque não sabe como, outras porque a mudança leva a um comportamento oposto, que parece não combinar com você, é forçado e parece ir contra sua natureza.

No primeiro caso, o processo pode ser um pouco mais longo pois essa descoberta exige reflexão e talvez a ajuda de um profissional competente para te auxiliar nessa mudança. E o segundo é o que eu gostaria de falar nesse texto. Porém, nos dois casos, reflita: o quanto você está disposto a investir na mudança vai depender da importância e significado que ela tem para você. O quanto é importante? O que você estaria disposto a abrir mão para alcançá-la?

Então, falando deste segundo caso… Quero que pense em um pêndulo. Quando você o solta de uma das extremidades ele vai direto para a outra e assim sucessivamente até que a sua força diminui e então, ele tende a parar no meio. Quando nos colocamos a mudar um comportamento que é muito característico nosso, que é muito presente, funcionamos como um pêndulo. Repelimos tanto aquele comportamento antigo, porque nos causa uma dor tão intensa que não queremos mais experimentar, que vamos para o comportamento oposto. E aí, está a razão de nos sentirmos violados. Como se aquele comportamento fosse muito, muito diferente de nós. Como resultado não conseguimos sustentá-lo muito tempo, porque de fato é muito diferente de como agimos normalmente.

O que você precisa saber disso é que, assim como o pêndulo chegará a um ponto de equilíbrio, você também irá encontrar o comportamento ideal que não será mais uma violação, mas também representará uma mudança. Isso se você se dedicar à mudança.

Costumo também trazer um exemplo aos meus coachees, que acontece no Yôga, quando estamos praticando no processo de conquista de posições de equilíbrio em uma mão ou duas, sustentando todo o corpo em apoios frágeis, quase sempre caímos nas primeiras tentativas por passarmos do ponto de equilíbrio. Ou seja, precisamos passar do ponto para entender onde é o nosso equilíbrio e só então conquistar o objetivo de se sustentar no ásana (posição firme e agradável).

Essa analogia ajuda para entender o processo de mudança, e o quanto é necessário que seja assim. Sem cair não há a consciência corporal. Sem experimentarmos atitudes inadequadas não perceberemos o quanto estas podem ser contra a nossa essência. Em ambos os casos nossa consciência se amplia.

Sabendo disso, sempre que se colocar em um estado de mudança não se critique demais, nem se considere incapaz de mudar. Lembre-se que você é o pêndulo que ainda não encontrou o ponto ideal. Mas, encontrará.

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O que acontece quando você começa a meditar

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E como fazer? Como meditar?

A imagem daquela pessoa sentada de pernas cruzadas, com os olhos fechados , mãos sobre os joelhos com as palmas para cima, pronunciando a palavra AUM é a que vem à mente da maioria das pessoas quando elas pensam em meditação. E talvez tenha vindo à sua mente também. Infelizmente essa visão estereotipada só contribui para reforçar uma imagem de que a pessoa que medita é esotérica, alienada, alternativa ou outros adjetivos incorretos.

Então, por favor, esqueça tudo isso! E se dê a chance de trocar essa imagem por uma nova.

Tudo bem que algumas coisas estão corretas: posição sentada e de pernas cruzadas, coluna ereta e olhos fechados. E acabou por aí! Meditação é ampliação da consciência. É nisso que a meditação irá culminar. Mas, você pode escolher muitas outras razões para praticar meditação.

Para que você comece a entender um pouco como é isso, vou descrever como esse processo se dá com a gente. Para entender como meditar.

Eu pratico meditação já há alguns bons anos, mas não meditação isoladamente, faço como uma parte integrante da minha rotina como praticante e instrutora do Yôga. O que não quer dizer que você deve fazer o mesmo. Essa é a minha escolha. Você fará a sua.

Ao se programar aprender como meditar, para realizar diariamente alguns minutos de meditação você primeiro de tudo está treinando disciplina, persistência e empenho. Porque meditação é treino. É um treinamento do corpo físico, do emocional e do mental. E, em especial no início, disciplina e empenho são extremamente necessários. Já que esse começo pode causar certa estranheza. Primeiro por ter que ficar imóvel – para isso o treinamento do corpo físico em superar dispersões físicas e emocionais é necessário e importante. Segundo que meditar exige da mente num primeiro momento, quer dizer, se esforçar para parar a mente de pensar pode cansar tanto quanto pensar demais. E nesse ponto, meditar é como começar a correr, é importante uma orientação e acompanhamento para que você comece a gostar de correr, assim como de meditar.

Assim que se colocar para meditar, as distrações começarão a surgir e muitas vezes nos deixamos ser levadas por elas. Mas, como toda prática, de novo é preciso dedicação, comprometimento e disciplina. Isso significa que para meditar você precisa querer. Você precisa fazer. E repetir. Repetir. Repetir.

Mas, de repente, o seu corpo começa a assimilar. Não há mais desconforto, há prazer. Não há mais vontade de terminar, há vontade de permanecer. Não há mais tanta dispersão, há concentração. A sensação produzida ao final de cada período diário de meditação é um estado de leveza, de plenitude, uma vontade de ficar mais.

Aqui cabe bem a explicação que dei aos meus filhos sobre a necessidade da meditação: pense que o seu corpo trabalha o tempo todo e quando chega a noite, ele descansa e começa a se recuperar. Muitos processos não param, mas de uma forma geral, a intensidade e a exigência é diminuída. Mas, a sua mente continua a trabalhar. A meditação é uma pausa para a mente. Por isso, é necessária e os efeitos são tão impressionantes. Eu imponho de forma gradativa e agradável para a mente uma diminuição da produção mental, das ondas mentais, provocando um estado de aquietamento, concentração e o consequente estado de meditação.

Comigo, chegou um momento em que comecei a perceber algumas mudanças, comportamentos diferentes no dia a dia, principalmente no que dizia respeito à concentração, foco, memória. Com a continuidade da prática diária, tornava-se mais simples e fácil selecionar aquilo que eu queria me concentrar e por quanto tempo queria me manter concentrada. Tudo começou com o aumento da concentração, mas através dela foi possível acessar outros caminhos: ampliei a percepção de mim mesma (dos meus corpos físico, emocional, mental), adquiri mais qualidade em tudo o que faço, já que estou mais presente no que estou fazendo, o que aumenta a duração relativa do tempo (enquanto as pessoas comentavam como o ano passava rápido, eu me lembrava dos meses anteriores e a minha sensação era de que eu tinha feito tanta coisa, vivido tantos momentos em muito pouco tempo), isso sem falar em ganhos de produtividade, organização, serenidade, que são decorrentes.

No final das contas, o mínimo que você ganha com a prática é:

– maior gestão sobre estresse e ansiedade;

– melhora da qualidade de vida;

– mais foco e concentração;

– maior presença no dia a dia;

– impacto em algumas funções cerebrais associadas à memória, aprendizagem e emoções.

Tudo bem que praticar meditação apenas para atingir esses efeitos é como você viajar para uma cidade como Paris, Nova Iorque, Madrid, Roma e ficar apenas curtindo a vista de dentro do taxi. É bom? Sim. Mas pode ser ainda melhor!

Ah! E, por favor, não pronuncie nunca AUM! O correto tanto na pronúncia como na escrita é ÔM! Ajude a corrigir este equívoco!

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Viver o Presente é necessário!

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Viver o Presente: o que um iPhone me ensinou sobre isso.

Eu costumava ser uma pessoa bem, bem desatenta com algumas coisas, coloca as chaves em cima do primeiro lugar que visse e depois não sabia onde estava, levava o celular para a cozinha, abria o armário, deixava lá porque me lembrava de outra coisa para fazer e depois não sabia onde o havia deixado. Você já passou por alguma situação assim? Ou então, dirigir até algum lugar e ao chegar, nem se lembrar direito como chegou lá, os detalhes do caminho?

Desde que comecei a prestar mais atenção ao momento presente e vivê-lo plenamente, isso começou a diminuir bastante. Mas, essa semana eu perdi o meu iPhone. E não me lembrava de onde o havia deixado de jeito nenhum! Se ele tinha caído da minha bolsa ou havia deixado em algum outro lugar…

Essencialmente por conta dessa atenção em viver o presente, saber que havia perdido o celular dessa forma, me aborreceu de um jeito bem intenso.

E isso me fez pensar no valor, no peso que estava dando para a situação, que me pareceu exagerado demais! Tenho treinado o desapego de coisas materiais e simplificado a minha vida já há algum tempo, então, apesar do valor financeiro do aparelho, comecei a investigar o que mais estava por trás desse sentimento ruim que estava vivendo.

É uma reflexão que precisamos fazer sempre que vivenciamos uma emoção negativa. Elas surgem quando alguma coisa está errada. Qual a razão de estar me sentindo daquela maneira? O que realmente está provocando o sentimento ruim? O que me impede de viver uma emoção positiva no lugar desta negativa?

Quando refletimos desta forma, começamos a nos conhecer melhor e às vezes nos deparamos com verdades que ficamos escondendo de nós mesmos! O que só nos atrapalha. Não se engane. Não falar a verdade para você mesmo, só vai te atrapalhar.

Também começamos a entender algumas respostas/reações automáticas que temos. Isso nos dá mais lucidez e consequentemente conduz a comportamentos e decisões mais acertadas.

Quer saber o final da história? Bom, eu achei o iPhone. Um dia depois. Atrás do notebook no meu escritório. E eu nem me lembrava de tê-lo colocado ali. É…preciso estar mais atenta ao momento presente.

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Mudança de vida? 7 sinais de que você precisa fazer isso!

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O que fazer para entender e começar uma mudança de vida.

Estar disponível para mudanças é uma habilidade a ser desenvolvida. É uma habilidade que se constrói pouco a pouco, modificando crenças, aprendendo a ouvir, se abrindo para novas oportunidades, procurando ser mais flexível nos padrões e regras que regem nossos comportamentos e decisões.

Vivenciar uma mudança de vida de forma tranquila é prática. É treino. Só aperfeiçoamos executando.

Para que possamos perceber que precisamos modificar algo em nossas vidas, precisamos estar abertos a outras possibilidades que podem nos fazer felizes, tanto quando ou mais do que as situações atuais em que estamos. Ou seja, exercitar a flexibilidade e nos desafiar, para construir uma nova zona de conforto: uma maior e mais adequada a nosso momento de vida atual.

Talvez por isso, por conta dessa rigidez, muitas vezes não conseguimos nem mesmo enxergar que necessitamos de um mudança de vida, seja ela uma mudança pequena ou grande. Seja em um comportamento, em um setor específico, em um papel que desempenhamos.

Então, se você está disposto a mudar de vida, mas não consegue perceber que elas precisam acontecer ou não consegue identificar o que é, fique atento a esses indícios:

  1. Sensação de vazio – sempre que sentimos aquela sensação de que está faltando algo em nossa vida é porque existe um valor, ou seja, uma emoção, um sentimento que para nós é muito importante e que não estamos vivendo naquele momento. Procure descobrir o que realmente é importante para você e o que isso lhe trás. Para ler mais sobre isso, clique aqui!
  2. Repetição de padrões – você já viveu ou conhece alguém que já te disse algo assim: “Isso sempre acontece comigo! Por mais que eu não queira, essa situação se repete!”. Relacionamentos negativos iguais, mesmos problemas no trabalho, mesmas reações, etc.. Isso é sinal de que você está preso em alguma crença limitante que te impede de modificar comportamentos e te faz ficar no mesmo ciclo vicioso. Leia sobre crenças, aqui!
  3. Dificuldade em relacionamentos – nós, seres humanos, somos seres sociáveis. Para que possamos ser felizes nós precisamos de relacionamentos saudáveis e positivos. Se isso é um ponto delicado em sua vida, avalie o que você está fazendo, qual a sua responsabilidade nisso. Pois nós sempre temos uma parte na responsabilidade. Uma máxima nas relações, quase sempre frequente é: “Você recebe aquilo que dá.”. Se você reclama por atenção, perceba se você dá atenção, e assim por diante.
  4. Sensação de sobrecarga – é bem comum acharmos que podemos dar conta de tudo e com isso, vamos assumindo responsabilidades cada vez em maior número e maiores, e passamos a achar que é normal, que está tudo bem e é assim que funciona. Entramos no que chamamos de superfuncionamento. As consequências disso são claras: estresse, ansiedade, sensação de fracasso e incompetência. Mas, o que você não sabia é que isso também tem um impacto sobre o outro, do qual você assume as responsabilidades, impedindo-o de tomar decisões, de aprender com o erro, etc..
  5. Falta de motivação – isso pode acontecer por duas razões, primeiro porque falta significado na sua vida, ou seja, falta atribuir um propósito, faltam projeções de futuro e construção de objetivos e metas, e relacionar as tarefas a esse futuro. Ou, segundo, é o outro lado da moeda da situação acima, você opera em subfuncionamento. Ou seja, aquela pessoa que evita responsabilidade, que prefere não tomar decisões e deixa sempre alguém fazer isso por ela. E de repente: qual é o seu projeto de vida? Para que você está aqui nesse mundo, mesmo?
  6. Falta de propósito – como falado acima, quando não temos objetivos e metas traçados, começamos a deixar a “vida nos levar” e aí pode começar a faltarem realizações. E sem realizações, nós, seres humanos, não somos felizes. Algo que pode te ajudar a refletir sobre propósito é a pergunta: Você tem sonhos? Quais são os seus sonhos?
  7. Indisposições físicas frequentes – se não promovemos as mudanças necessárias para nos trazer mais felicidade, uma hora o corpo se ressente. Começa a absorver toda essa energia negativa, a realizar as mentalizações destrutivas e tudo aquilo que você vem semeando começa a se tornar realidade. Isso acontece para o bem e para o mal. Então, se mexa!

Toda vez que estes sintomas aparecem é porque algo precisa ser feito. Todos eles remetem a emoções negativas, e elas por sua vez aparecem para nos mostrar que ajustes são necessários.

E não se iluda achando que algum dia chegará à perfeição, pois ela não existe, sempre há a possibilidade de ajustes, pois estamos em constante evolução. Além do que a cada momento da nossa vida, nossas necessidades, nossos valores podem mudar e, desta forma, mudanças precisam ocorrer.

Daí a importância de desenvolvermos a habilidade de absorvermos e promovermos mudanças, da forma mais suave possível, em termos de impactos emocionais.

 

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9 formas de ter mais felicidade em sua vida na prática.

felicidade, como ter mais felicidade, eu amanha, proposito de vida, como ser feliz, lei da atração, qualidade de vida, alta performance Ter mais felicidade é algo que pode ser construído, se souber onde e como mexer!

A felicidade tem sido um tema que é estudado há muitos anos, desde Platão até a atualidade. Mas, foi a partir da década de 50 que a felicidade começou a ter uma dedicação maior de cientistas e estudiosos, que começaram a questionar o que fazia com que uma pessoa fosse mais feliz do que outra, quais as razões da felicidade e como seria possível aumentar o nível de felicidade. Eles começaram a fazer isso, de forma científica, analisando questões objetivas e subjetivas que impactavam no nível de felicidade do indivíduo.

Há evidências de que pessoas que são mais felizes são aquelas que são mais saudáveis, produtivas e resilientes. Outras evidências estão relacionadas com a presença de emoções positivas, uso das forças, relacionamentos de qualidade, significado atribuído a tudo o que se faz e a presença de autonomia nos setores da vida.

Com o objetivo de trazer mais felicidade é que existem algumas intervenções que quando colocadas em prática por um determinado período de tempo, tem o poder de aumentar esse nível. Essas intervenções são simples, mas muito eficientes porque estão associadas diretamente às dimensões e fatores que impactam na percepção de felicidade de todos nós e também porque vão associar determinadas emoções e comportamentos que desencadeiam o aumento de felicidade.

Separei aqui algumas formas que eu mesma uso e sei que tem esse impacto. Parece pouco, mas não é. Tanto no impacto que provocará em sua vida como na viabilização para colocar em prática no seu dia a dia.

E vale a pena! Além do que, algumas dessas medidas só tomarão alguns minutos do seu dia, então, por que não tentar?

Então, vamos à prática: o que você pode começar a fazer de prático agora para aumentar a sua felicidade?

Aqui estão 9 formas de trazer mais felicidade à sua vida:

  1. Pratique a gratidão – a gratidão é, das emoções positivas, a mais poderosa para afastar emoções negativas e gerar bem estar. Então, que tal todos os dias lembrar-se de 3 coisas que aconteceram de bom naquele dia e agradecer por elas?
  2. Conheça a suas forças – todos nós temos características que somos muito bons, que são nossas fortalezas. Identifique-as e busque utilizá-las em tudo o que fizer no seu dia.
  3. Estabeleça objetivos – tenha claro aonde quer chegar, o que quer conquistar, quais as suas metas e identifique a verdadeira razão pela qual você quer alcançar cada um dos objetivos. Atribua significado a eles!
  4. Estimule emoções positivas – para cada emoção negativa que vivemos, precisamos de 3 emoções positivas para neutralizá-la, por isso, provoque emoções positivas em sua vida. O item 1 é umas das formas de realizar isso!
  5. Você é otimista? Perceba como você se comporta na maioria das situações, com otimismo ou pessimismo? Modifique o seu mindset para ele operar de forma mais positiva, construtiva e otimista.
  6. Traga desafio para sua vida – mesmo quem não se identifica com o desafio, se estiver fazendo tarefas abaixo do seu conhecimento e capacidade tende a achá-las chatas e entediantes. Por isso, se envolva em atividades com certo grau de desafio e que sejam estimulantes.
  7. Recarregue as baterias – tenha uma atividade na sua rotina em que você recarrega as suas baterias.
  8. Cultive pequenos prazeres – todos nós temos aquelas pequenas coisas que nos dão prazer, que podem, dependendo, durar apenas alguns minutos, como ouvir música, mas que nos dão prazer. Insira uma destas atividade por dia na sua rotina.
  9. Cuide da sua saúde – dê atenção e cuide do seu corpo físico, da sua mente e do seu emocional. Não deixe para depois, nem coloque em segundo plano.

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Como construir um hábito de vez!

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Para de tentar e aprenda a como construir um hábito de uma vez por todas!

Todos nós temos hábitos que queremos mudar ou que queremos inserir em nossa vida. Não importa qual seja, a que setor ele se refere e nem se é uma mudança comportamental ou se é uma atividade que você quer inserir na sua agenda. E provavelmente você já deve ter tentado fazer isso algumas vezes sem sucesso. Todos passamos por isso. Eu já passei, você já passou. Como construir um hábito, então?

E eu observei que isso acontece porque agimos sem uma metodologia, quer dizer, decidimos que queremos inserir uma atividade física em nossa agenda e pronto! Escolhemos o que queremos fazer, onde e nos programamos para começar e pronto! E aí começam a surgir os imprevistos, surgem os nossos sabotadores internos e muitas vezes externos, e deixamos de cumprir o que programamos numa semana, depois duas, três, quatro…e acabou-se de novo, porque aí nos desmotivamos e voltamos a nossa rotina anterior.

A coisa boa é que podemos fazer essas mudanças ou incorporações de hábitos seguindo um método. E garanto que se fazemos isso, as chances disso acontecer são muito maiores.

Primeiro, vamos entender o que é um hábito. Pelo dicionário, hábito é:

1 Inclinação por alguma ação, ou disposição de agir constantemente de certo modo, adquirida pela frequente repetição de um ato.

2 Comportamento particular, costume.

Nessa definição dois pontos são importantes: o primeiro é “Agir constantemente” e o segundo “pela frequente repetição”. Ou seja, pela própria definição, hábito é qualquer coisa, boa ou ruim, que repetimos com determinada frequência.

E de tanta repetição, algumas coisas tornam-se automáticas. Por exemplo, hábitos de respostas comportamentais. Se toda vez que uma pessoa recebe uma crítica ela tende a agir de uma determinada forma, independente de quem venha a crítica ou sobre o que é, ela está respondendo automaticamente, e essa resposta se tornou um hábito. Essa forma pode ser uma reação boa ou ruim, mas, é tão repetida que se tornou automática. É claro que se não é boa, precisa ser alterada.

Quando percebemos que algo se tornou um hábito, executamos a atividade de forma prazerosa, que gera bem estar e satisfação pessoal, enaltece o senso de realização e fortalece a nossa autoestima, porque estamos cumprindo algo que nos dispusemos a realizar.

Só que para chegar a esse nível, o caminho nem sempre é tão fácil. Para algumas pessoas é, pois elas já se conhecem o suficiente para entender qual é a mecânica que funciona para elas. Se este não é o seu caso, dê uma olhada nos passos abaixo de como construir um hábito:

  1. Primeiro de tudo, escolha um hábito apenas para incorporar. E fique nele. Não queira mudar muitas coisas de uma vez. Foco é importante. Lembre-se de que essa mudança pode também requerer um esforço grande de sua parte. Além disso, é muito melhor a sensação de que conseguiu alcançar algo, do que várias coisas mais ou menos alcançadas.
  2. Comprometa-se por no mínimo 66 dias. Há estudos que identificaram que para que algo ou uma mudança seja definitivamente instaurada e seja considerada um hábito é preciso realizar a mesma coisa por pelo menos 66 dias. Por isso, não caia na armadilha de achar que porque conseguiu agir da forma que quer por um período mais curto, o hábito já está instalado. Mantenha. Continue.
  3. Ancore seu novo hábito a  algum hábito já estabelecido. Isso quer dizer, que se você já tiver um hábito estabelecido e colocar o novo hábito junto ou na sequência do primeiro, você terá mais chances de sucesso. Um exemplo bem simples, você quer criar o hábito de passar hidratante no rosto toda noite, faça isso, logo após escovar os dentes. Deixe o hidratante onde possa ver, ao lado da escova de dente.
  4. Dê pequenos passos, um de cada vez (passos de bebê). Selando cada passo com pequenos gols que você sabe que serão cumpridos com certeza. No exemplo da atividade física, se sua meta é se exercitar 2 horas por dia, todos os dias, comece estabelecendo que você irá 2 vezes por semana, 30 minutos, por exemplo – uma meta mais fácil de ser cumprida. E vá aumentando progressivamente.
  5. Faça um plano back up para o caso de obstáculos previsíveis. Isso é muito importante! E se naquele dia acontecer algo que te impedirá de realizar o que planejou, como vai fazer? Simplesmente deixará de fazer? Qual seria uma alternativa? O que seria um mínimo – um passo de bebê?
  6. Preste conta do seu hábito para o público. Sempre que compartilhamos algo que queremos conquistar com pessoas próximas, nos sentimos no dever de agir para realizar, afinal, nos comprometemos com aquelas pessoas que iríamos atingir a meta que nos propusemos. E não dá prá não realizar, não é? Como é que vamos ficar? Use isso a seu favor! Use a aprovação social para te ajudar a conquistar o hábito que quer.
  7. Estabeleça recompensas para as suas metas. Outro ponto muito interessante e que dá excelentes resultados. Sempre que atingir suas metas ou os pequenos goals, recompense-se de alguma forma. Comemore! Compartilhe a conquista com os outros. Essa é uma forma de você se valorizar e perceber que já está tendo resultados positivos.
  8. Crie uma nova identidade incluindo o novo hábito. Isso está relacionado ao mindset. Identifique-se como sendo já a pessoa que já tem aquele hábito. Não apenas interiormente, mas também externamente. Digamos que você quer iniciar o hábito de meditar, e você já começou e está dentro daquele prazo para consolidação, descreva-se como uma pessoa que já tem isso incorporado no seu dia a dia – algo como: “Sim, eu medito sempre, todos os dias!”; e não como uma pessoa que está tentando meditar: “…eu estou tentando meditar, às vezes dá, às vezes não…sabe como é, né?”. Cristalize essa identidade dentro de você.

 

É claro que antes de tudo isso você precisa querer mesmo construir um hábito novo! Nós só realizamos aquilo que realmente queremos. E se esse primeiro passo não é dado, se essa vontade não vier da sua essência, de nada adiantará o método acima. Por isso, a primeira coisa que tem que ser feita é identificar a motivação da mudança. E nesse tópico, que já é tema suficiente para outro texto, quanto mais intrínseca ela for, melhor!

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Você se sabota? Como entender e evitar a autossabotagem

autossabotagem, procrastinação, produtividade, mudar de vida, qualidade de vida, alta performance, sabotagem, como diminuir a autossabotagemAprender a diminuir a autossabotagem é estar mais próximo do seu objetivo.

Já atendi muitas pessoas que citam a autossabotagem como uma razão que as impede de colocar planos em ação, de mudar comportamentos e de tomar decisões importantes e que tornariam suas vidas bem mais felizes.

Em paralelo, falam também da procrastinação. Que quando percebem estão deixando ou deixaram de lado aquilo que realmente precisava ser feito, para fazer qualquer outra atividade.

A esse respeito, tenho dois textos que escrevi: um apenas sobre procrastinação, que você pode ler clicando aqui; e outro sobre valores, que também vale a leitura, clique aqui para lê-lo, pois em um determinado momento os temas se cruzam quando ressaltamos a importância dos valores na definição de prioridades e foco naquilo que precisa ser feito!

Mas, quero chamar a atenção para um ponto específico: eu vejo a procrastinação como uma consequência da autossabotagem. E quando você entende a razão da procrastinação é possível ir dando passos para trás até chegar na raiz da autossabotagem.

Isso porque o mecanismo da autossabotagem funciona assim: sempre que desejamos muito conquistar algo, é porque aquilo é o meio que nos proporcionará uma emoção fim, que queremos muito viver, ou uma emoção que queremos evitar a toda custa. Por exemplo, uma pessoa pode desejar desesperadamente se casar, porque ela vê isso como a forma de construir uma família, e o meio de obter amor, apoio, companhia, ou ela pode ver isso como o meio de evitar algo que não quer para si mesmo, de forma alguma: como por exemplo, ficar sozinha, encarar a solidão.

A autossabotagem surge exatamente quando enxergamos inconscientemente que conquistar aquilo que tanto queremos irá nos proporcionar a emoção positiva que queremos, mas também irá nos proporcionar algo negativo que queremos evitar de qualquer jeito. Como, em geral, a mente irá dar mais peso para evitar a dor do que para obter o prazer, começamos a ter comportamentos que nos afastam de concretizar o objetivo que temos, como por exemplo, a procrastinação. Isto acontece porque está claro que se eu não postergar o que tenho para fazer, a probabilidade de alcançar o meu objetivo é muito maior e aí vou vivenciar a dor que não quero. Muitas vezes apenas imaginar a possibilidade de viver determinada situação que nos causará aquela dor, já é suficiente para inconscientemente começarmos a procrastinar e a arranjar desculpas para não fazer. Tudo de forma inconsciente.

Para resumir e começar a mudar essa situação é preciso se fazer as seguintes perguntas: “O que eu ganho se não atingir o que eu quero?”, “O que neste processo ou atingindo o meu objetivo, terei que fazer que me causa dor?”.

“A autossabotagem é um processo inconsciente
em que evitamos realizar o que é preciso, pois atingir
o que queremos irá nos proporcionar algo negativo
que queremos evitar de qualquer jeito.”

Ao responder com sinceridade a estas perguntas, você entenderá porque tem atitudes contrárias, ou procrastina para fazer aquilo que é evidente que lhe levará mais perto do seu objetivo.

Quando descobrimos estas respostas, temos dois caminhos:

  1. Colocamos-nos dispostos a enfrentar essa dor que queremos evitar, começando por entendê-la e, principalmente, descobrindo se ela não está fundamentada em uma crença limitante. E se for o caso, é preciso desconstruir essa crença. E avaliando como minimizá-la. Ou;
  2. Desistir do sonho, colocando desculpas e a responsabilidade de não conquistá-lo no outro, no externo, quando na verdade deveria ser trazida para o nosso colo. Se quiser ler mais sobre isso, clique aqui!

E aí? Qual será a sua opção?

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