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Independência X Dependência. Em que ponto estamos?

Já falei aqui sobre a importância que se sentir independente tem na vida de todos nós. Se você ainda não sente essa importância existe uma grande possibilidade de que você viva numa relação de dependência e ainda não experimentou nenhuma situação crítica em que pudesse perceber essa situação e as consequências negativas da dependência. Pode apostar.

Eu mesma vivi isso muitos anos, muitos mesmo, e só percebi o quanto eu era dependente (no meu caso emocionalmente) de minha mãe, quando ela se foi. E continuo um pouco até agora – 4 anos depois, tendo que lidar com as consequências e buscando conquistar a minha independência e me apropriar de mim mesma.

E foi quando percebi que eu estava tendo atitudes com os meu filhos que iriam levar à mesma dependência, que eu resolvi mudar meu comportamento com eles (isso já faz uns dois anos), para evitar essa situação.

Como a última coisa que eu queria era que eles passassem pelo mesmo que eu estava vivendo – e acredite, foi um período muito ruim, intenso negativamente e sofrido, decidi que precisava mudar algumas atitudes que desencorajavam a independência e outras que provocavam a dependência deles.

Então, meu convite  é esta reflexão: o quanto nós temos atitudes que incentivam uma relação de dependência? Isso pode acontecer com nossos filhos ou com outras pessoas com as quais temos relacionamentos próximos, pessoais ou profissionais.

Sempre que agimos com uma postura que caracteriza um “super funcionamento”, como falamos no coaching, de acordo com a psicologia positiva, isto é, estar em super funcionamento é assumir toda e qualquer responsabilidade, inclusive de coisas que não são nossas – estamos alimentando uma postura de sub funcionamento de outra pessoa, quer dizer, incentivando que o outro tenha um comportamento sem iniciativa, que sempre precisa de alguém para realizar algo, para tomar decisões, para agir. E isso não é nada bom, não é saudável, mesmo que façamos com uma intenção muito positiva de ajudar, que é normalmente o que nós mães fazemos.

Na verdade estamos tirando a possibilidade desta pessoa, de aprender com os próprios erros, de se desenvolver, de crescer, de descobrir o que ela realmente gosta, de aprender a decidir, a escolher, de se fortalecer emocionalmente, de se apropriar de si mesma e ser o seu principal sustento.

Particularmente no caso de mães (como eu), sinto que faz parte deste processo de incentivar a independência:

– falar não aos filhos;

– incentivar e permitir que o outro assuma as responsabilidades pelas suas atitudes;

– deixar o outro fazer as próprias escolhas, consciente das consequências por mais que isso possa nos parecer cruel ou sem carinho;

– permitir a livre expressão dos nossos filhos, sem julgamentos prévios;

– que eles aprendam a lidar com situações divergentes, negociando e buscando argumentos;

– incentivar a identificação e expressão de sentimentos.

Pois, na verdade agir desta forma é exatamente o contrário, é prova de amor pelo outro.

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