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Zona de conforto X Objetivos e metas

Esses dias eu estava refletindo sobre uma questão: eu estou fazendo AGORA o que eu mais gostaria de fazer? E quando me refiro ao agora, é no sentido absoluto da palavra, naquele exato momento presente.

Qual você acha que foi a minha resposta?

Qual você acha que é a resposta da maioria das pessoas?

Mas o mais importante: qual é a sua resposta?

Essa é uma resposta delicada, no meu ponto de vista. Eu vejo a grande maioria de nós, como seres que facilmente se adaptam ao comodismo e relutam em sair do que todos chamam de zona de conforto (apesar de eu trabalhar com um conceito diferente de zona de conforto, vou usar aqui o termo com o significado que todos tem).

Ou seja, aquele estado que nos confere uma sensação positiva e gratificante para o momento e normalmente passageira. Explico: sempre que nos entregamos a um prazer imediato, como assistir a um filme, comer algo gostoso mas fora da dieta, descansar, se jogar no sofá e ficar zapeando, ficar apenas ouvindo música, entre muitas outras possibilidades, são momentos que nos proporcionam prazer imediato. Porém, que agregam pouco ou quase nada para atingirmos nossos objetivos, realizarmos os nossos sonhos. Não sou contra esses momentos e nem quero gerar apologia sobre o tema, acho sim que são necessários, mas de forma equilibrada e programada.

Mas, essa definição é importante quando pensamos no que eu gostaria de estar fazendo agora. Porque é bem possível que a primeira resposta seja sempre uma dessas coisas. Um desses momentos em que desfrutamos apenas do prazer, do deleite de fazer algo sem compromisso. De estarmos em nossa zona de conforto.

Isso significa que se respondemos algo assim a essa pergunta há algo errado? Não e sim.

Não porque esse é um procedimento natural do ser humano. A tal da zona de conforto parece ter um campo magnético que nos puxa para ela! E um dos objetivos do ser humano é a busca pela felicidade. E uma das formas de se sentir feliz, é com o que Martin Seligman chamou de Vida Agradável, ou seja, basicamente aquela feita do usufruto de bons momentos. E não há nada de errado nisso, em buscar alcançar um maior número de bons momentos. Então, não há nada de errado em pensar assim, desde que optar por esses momentos seja consciente e não uma fuga, e desde que seja planejado e não decorrência de procrastinação. Entendem a diferença?

E sim, há algo errado, por conta da questão acima, ou seja, o que eu estou deixando de fazer, que deveria ser o meu foco para alcançar os meus objetivos, que ao invés disso, eu procrastino e prefiro usufruir destes momentos apenas?

O ponto é que se eu faço isso e deixo os meus objetivos de lado ou se faço isso porque não tenho objetivos definidos, os dois motivos nos levam a crer que agir assim só irá trazer insatisfação e frustração a longo prazo. Pois haverá um momento em que vamos olhar para trás e perceber que perdemos tempo, que ao invés de estarmos mais perto de como gostaríamos de estar em 10 anos, por exemplo, estamos mais longe, porque se passaram 5 anos, faltam apenas 5 para chegar a minha meta e eu não fiz o que tinha que fazer, ou seja, temos que começar a contar os 10 anos de novo.

Resumindo, algumas reflexões que são necessárias sobre o tema:

O quanto o que eu realmente gostaria de fazer está distante do que eu estou fazendo?

Quando eu me percebo realizando algo que não gostaria de fazer?

O que eu realmente gostaria de fazer?

O que eu posso fazer para mudar isso?

Que outras alternativas eu tenho? E quais mais?

Quando eu vou começar a agir para mudar isso? Em que data?

Quando eu gostaria de fazer o que eu realmente quero?

 

Mas, há também a possibilidade (e a melhor!) de que estou fazendo exatamente aquilo que eu gostaria de fazer AGORA, e isso envolve viver atividades relacionadas ao profissional, ao lazer,  à qualidade de vida, etc.. Ou seja, escolhas conscientes e planejadas. Realmente, escolhas. E isso acontece sempre que estamos realizando atividades que são chamadas de atividades intencionais, assim denominadas por uma das maiores pesquisadoras de psicologia positiva, Sonja Lyubomirsky – atividades que escolhemos fazer e sobre as quais temos controle. E nesse caso, quanto maior o número de atividades intencionais, maior é o nosso bem estar!

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