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Para de tentar e aprenda a como construir um hábito de uma vez por todas!

Todos nós temos hábitos que queremos mudar ou que queremos inserir em nossa vida. Não importa qual seja, a que setor ele se refere e nem se é uma mudança comportamental ou se é uma atividade que você quer inserir na sua agenda. E provavelmente você já deve ter tentado fazer isso algumas vezes sem sucesso. Todos passamos por isso. Eu já passei, você já passou. Como construir um hábito, então?

E eu observei que isso acontece porque agimos sem uma metodologia, quer dizer, decidimos que queremos inserir uma atividade física em nossa agenda e pronto! Escolhemos o que queremos fazer, onde e nos programamos para começar e pronto! E aí começam a surgir os imprevistos, surgem os nossos sabotadores internos e muitas vezes externos, e deixamos de cumprir o que programamos numa semana, depois duas, três, quatro…e acabou-se de novo, porque aí nos desmotivamos e voltamos a nossa rotina anterior.

A coisa boa é que podemos fazer essas mudanças ou incorporações de hábitos seguindo um método. E garanto que se fazemos isso, as chances disso acontecer são muito maiores.

Primeiro, vamos entender o que é um hábito. Pelo dicionário, hábito é:

1 Inclinação por alguma ação, ou disposição de agir constantemente de certo modo, adquirida pela frequente repetição de um ato.

2 Comportamento particular, costume.

Nessa definição dois pontos são importantes: o primeiro é “Agir constantemente” e o segundo “pela frequente repetição”. Ou seja, pela própria definição, hábito é qualquer coisa, boa ou ruim, que repetimos com determinada frequência.

E de tanta repetição, algumas coisas tornam-se automáticas. Por exemplo, hábitos de respostas comportamentais. Se toda vez que uma pessoa recebe uma crítica ela tende a agir de uma determinada forma, independente de quem venha a crítica ou sobre o que é, ela está respondendo automaticamente, e essa resposta se tornou um hábito. Essa forma pode ser uma reação boa ou ruim, mas, é tão repetida que se tornou automática. É claro que se não é boa, precisa ser alterada.

Quando percebemos que algo se tornou um hábito, executamos a atividade de forma prazerosa, que gera bem estar e satisfação pessoal, enaltece o senso de realização e fortalece a nossa autoestima, porque estamos cumprindo algo que nos dispusemos a realizar.

Só que para chegar a esse nível, o caminho nem sempre é tão fácil. Para algumas pessoas é, pois elas já se conhecem o suficiente para entender qual é a mecânica que funciona para elas. Se este não é o seu caso, dê uma olhada nos passos abaixo de como construir um hábito:

  1. Primeiro de tudo, escolha um hábito apenas para incorporar. E fique nele. Não queira mudar muitas coisas de uma vez. Foco é importante. Lembre-se de que essa mudança pode também requerer um esforço grande de sua parte. Além disso, é muito melhor a sensação de que conseguiu alcançar algo, do que várias coisas mais ou menos alcançadas.
  2. Comprometa-se por no mínimo 66 dias. Há estudos que identificaram que para que algo ou uma mudança seja definitivamente instaurada e seja considerada um hábito é preciso realizar a mesma coisa por pelo menos 66 dias. Por isso, não caia na armadilha de achar que porque conseguiu agir da forma que quer por um período mais curto, o hábito já está instalado. Mantenha. Continue.
  3. Ancore seu novo hábito a  algum hábito já estabelecido. Isso quer dizer, que se você já tiver um hábito estabelecido e colocar o novo hábito junto ou na sequência do primeiro, você terá mais chances de sucesso. Um exemplo bem simples, você quer criar o hábito de passar hidratante no rosto toda noite, faça isso, logo após escovar os dentes. Deixe o hidratante onde possa ver, ao lado da escova de dente.
  4. Dê pequenos passos, um de cada vez (passos de bebê). Selando cada passo com pequenos gols que você sabe que serão cumpridos com certeza. No exemplo da atividade física, se sua meta é se exercitar 2 horas por dia, todos os dias, comece estabelecendo que você irá 2 vezes por semana, 30 minutos, por exemplo – uma meta mais fácil de ser cumprida. E vá aumentando progressivamente.
  5. Faça um plano back up para o caso de obstáculos previsíveis. Isso é muito importante! E se naquele dia acontecer algo que te impedirá de realizar o que planejou, como vai fazer? Simplesmente deixará de fazer? Qual seria uma alternativa? O que seria um mínimo – um passo de bebê?
  6. Preste conta do seu hábito para o público. Sempre que compartilhamos algo que queremos conquistar com pessoas próximas, nos sentimos no dever de agir para realizar, afinal, nos comprometemos com aquelas pessoas que iríamos atingir a meta que nos propusemos. E não dá prá não realizar, não é? Como é que vamos ficar? Use isso a seu favor! Use a aprovação social para te ajudar a conquistar o hábito que quer.
  7. Estabeleça recompensas para as suas metas. Outro ponto muito interessante e que dá excelentes resultados. Sempre que atingir suas metas ou os pequenos goals, recompense-se de alguma forma. Comemore! Compartilhe a conquista com os outros. Essa é uma forma de você se valorizar e perceber que já está tendo resultados positivos.
  8. Crie uma nova identidade incluindo o novo hábito. Isso está relacionado ao mindset. Identifique-se como sendo já a pessoa que já tem aquele hábito. Não apenas interiormente, mas também externamente. Digamos que você quer iniciar o hábito de meditar, e você já começou e está dentro daquele prazo para consolidação, descreva-se como uma pessoa que já tem isso incorporado no seu dia a dia – algo como: “Sim, eu medito sempre, todos os dias!”; e não como uma pessoa que está tentando meditar: “…eu estou tentando meditar, às vezes dá, às vezes não…sabe como é, né?”. Cristalize essa identidade dentro de você.

 

É claro que antes de tudo isso você precisa querer mesmo construir um hábito novo! Nós só realizamos aquilo que realmente queremos. E se esse primeiro passo não é dado, se essa vontade não vier da sua essência, de nada adiantará o método acima. Por isso, a primeira coisa que tem que ser feita é identificar a motivação da mudança. E nesse tópico, que já é tema suficiente para outro texto, quanto mais intrínseca ela for, melhor!