O que está por trás disso?

Tenho vontade de fazer algumas coisas e às vezes me vejo adiando por falta de coragem. E aí percebo que a razão é o medo de errar, e de tudo o que pode advir deste erro: julgamento, repressão, cobrança, críticas, enfim… E nesse monte de sentimentos, esqueço que isto é mais um erro. Não agir por medo de errar!

A verdade é que errando ou não errando seremos julgados de qualquer jeito, mesmo quando isso acontece e não vem com uma carga de maldade, mesmo quando é quase sem querer. Seremos julgados mesmo, então por que se pré-ocupar com isso? Deixe a coisa acontecer. Se atreva, não deixe de fazer o que quer por medo de errar.

Quando temos medo de sofrermos repressão, estamos deixando de enxergar o mais óbvio: que a repressão já está vindo de nós mesmos sempre que temos vontade de fazer algo, perfeitamente dentro das normas éticas e morais e não o fazemos por medo de errar. Onde nos levará esse pensamento?

Ou então, tememos errar por causa das críticas e cobranças que podemos receber. Thomas Edison precisou errar 2.000 vezes para conseguir descobrir a lâmpada. Será que ele não recebeu críticas? Cobranças? Toda a vez que ele errava ao invés de pensar: “mais uma vez não deu certo!”, ele pensava: “Agora já sei mais um jeito de como não funciona!”. Isso te diz alguma coisa, quando nos perguntamos quantas vezes precisaremos errar para acertar? Será mesmo que temos que nos preocupar tanto com as críticas e cobranças a ponto de nos impedir de agir, de criar, de realizar? A ponto de termos medo o suficiente para nos paralisarmos?

“A verdade é que errando ou não errando
seremos julgados de qualquer jeito”

Bom, então, não tenho mais medo de errar? Tenho sim. Muitas vezes. Mas o que faço é entender o meu medo e ir descobrindo o que realmente está por trás, destruindo as crenças que tenho e colocando outras poderosas no lugar. E se tenho medo, alguns medos, os que já entendi, vou com medo mesmo. Uma, duas, três, quantas vezes precisar, até que o medo passe ou fique mais fraquinho. E ainda assim, erro, como todo mundo, e aí percebo que o monstro era bem menor do que eu pensava.

O que te proponho é analisar isso. Você tem medo de errar? Do que tem medo que aconteça ao errar? Qual a pior coisa que pode acontecer? Como você se sentirá? O que pode fazer para minimizar isso? Avalie e desmonte suas crenças. Valorize os seus acertos e aprenda com os erros.