limites, ultrapassar limites, qualidade de vida, alta performance, eu amanha, lei da atração, proposito

Limites. Como fazer para elevar sempre o seu padrão, sem sofrimento.

Crianças precisam de limites. Quando os pais mostram às crianças onde estão os limites, através de regras, de orientações, restrições e no não atendimento de todos os desejos, estão mostrando para a criança até onde ela pode ir, a partir de onde não pode, estão passando elementos importantes para gerar segurança e autoestima elevada, além da interferência que este comportamento terá na construção de vínculos, de melhores relacionamentos. Mas, o ponto é que limites está relacionado à segurança.

Quando permanecemos dentro de nossos limites, é porque sabemos que é uma área de conforto, em que nos sentimos seguros, salvos, estamos longe de mudanças, do desconhecido que pode nos causar medo, ansiedade, dor. Extrapolar os limites, pegando mais uma vez o apoio da psicologia com as crianças, está relacionado a ir além do permitido, portanto, sair desta zona de segurança, de conforto.

Mas, falasse tanto em ultrapassar os nossos limites. Ir além daquilo que nos parece ameaçador, superar medos e avançar; todos esses termos são usados com uma carga emocional muito positiva, motivacional, de que quando somos capazes de superar estas situações e ultrapassar os nossos limites somos vencedores, e superamos os obstáculos. A custa do que? Como será o processo emocional nestas situações?

 Eu prefiro o conceito que trouxe do Yôga para a minha vida: eu não ultrapasso os meus limites, eu amplio os meus limites. Este conceito está muito mais em acordo com o respeito ao seu corpo, o respeito a você como indivíduo, com segurança sim, sem provocar traumas de qualquer natureza, progredindo dentro do seu limite. Ampliar o seu limite é avançar gradativamente dentro da zona em que experimentamos conforto. Isso não significa não se desafiar, muito pelo contrário, está implícita uma boa dose de autossuperação. Pois quando busco ampliar o meu limite e percebo que cheguei neste estágio – o limite, é preciso permanecer e insistir naquele ponto, até que o corpo assimile e você perceba que aquilo que era o seu limite anterior, já não é mais. A autossuperação está em não desistir quando o limite se mostra diante de você. É não recuar e permanecer para que dê tempo para a expansão ocorrer.

O que normalmente fazemos é recuarmos quando nos deparamos com nossos limites, com medo de nos machucarmos, receio da dor ou de outros efeitos negativos. Mas, se estamos dentro do nosso limite, então não corremos esse risco. O problema é que muitas vezes a emoção nos conduz para uma realidade além do limite, trazendo sensações não muito boas, bem próximas da dor real que representaria estar naquela situação. Mas, não estamos lá. Portanto, a percepção não é verdadeira. Não dê olhos para esta emoção.

Como tudo na vida, o processo de expandir os limites é um treino. É preciso prática, empenho e dedicação. Toda mudança de comportamento requer consciência e persistência. Precisamos identificar as situações em que atuamos da forma que queremos mudar, perceber o que foi feito de errado e como poderia ser feito diferente e ter atenção para agir diferente na próxima vez. E essa tentativa pode acontecer muitas vezes antes de conseguirmos efetivamente modificar. Se relacionarmos o comportamento indesejado a uma dor, toda a vez que formos nos comportar daquela forma, nos lembraremos da dor e assim, a nossa mente atuará para fazermos o que for preciso para modificar o comportamento e evitar a dor.

Além disso, como disse expandir os limites também está relacionado à autossuperação, portanto, é preciso treiná-la também. Sempre que pensar que chegou ao seu limite, faça uma respiração bem lenta e profunda e dê mais um passo, apenas um, permaneça 1 segundo a mais, insista um pouquinho a mais. A cada vez que se deparar com a mesma situação, procure se comportar assim, um pouquinho por vez. E assim, começamos a construir essa ampliação. Parece simples. E é. Parece fácil? Nem tanto. É desafiador, mas não impossível.