Você sabe o que fazer para melhorar a sua performance?

Eu aprendi a dar valor para a respiração. Antes de começar a praticar Yôga a minha respiração provavelmente era como a sua (se você desconhecer padrões respiratórios diferenciados): involuntária, pouco ou nada consciente, e de fácil influência pelo corpo emocional. Depois, tudo se tornou diferente. Você vai entender porque se tornou diferente e como isso aconteceu.

Exatamente pela respiração ser um mecanismo involuntário, nós, seres humanos entregamos a responsabilidade ao corpo e não estimulamos e desenvolvemos uma respiração com mais qualidade. E apesar do ser humano ser o único na natureza capaz de conduzir a respiração por vontade própria, muitos de nós não valoriza a respiração, pois ela não deixará de acontecer por ser inerente a vida biológica humana. E dessa forma, menosprezamos o poder que ela tem, e a influência que exerce em nosso corpo. Haja vista exemplos presentes em nossa cultura popular, como quando estamos ansiosos e alguém nos orienta “calma, respire fundo!”, ou então, quando alguém nos diz “respire e conte até 10 antes de fazer qualquer coisa”. Isso só realça a importância da respiração e nos mostra uma pequena forma de como a respiração influencia o nosso estado emocional. E se pudéssemos influenciar de uma forma muito mais ativa e consciente a resposta que queremos que o nosso corpo tenha, para os diversos estímulos que recebemos? Saiba que isso é possível!

O que precisamos saber, imediatamente, é que a respiração é uma habilidade que pode ser qualificada a níveis muito superiores ao que temos de comum. E aí, isso começa a fazer toda a diferença no desempenho da estrutura biológica e de diversas atividades.

Uma vez conhecido os mecanismos apropriados para qualificar a respiração e após algum tempo de prática, o corpo absorve este novo padrão e passa a realizar a respiração de forma automática, como antes, mas com muito mais qualidade. O resultado obtido pelo treinamento já será bastante impressionante: maior capacidade respiratória, maior controle das emoções e do stress, aprimoramento da qualidade de vida, mais energia. E cabe aqui reforçar a importância da continuidade, transformando cada vez mais a qualidade dos efeitos para melhor e a qualidade de execução em qualquer atividade que nos dispormos a realizar.

E foi tudo isso que pude presenciar e viver: um aprimoramento na qualidade respiratória e um reflexo na minha vida. Isso apenas adotando um padrão respiratório mais qualificado, que vou descrever qual é mais abaixo. Imagine então, se inserirmos outros elementos que vão potencializar a captação de energia e que promoverão a circulação da energia no seu corpo, ocasionando uma série de procedimentos biológicos, dentre os quais um aumento considerável do nível de energia, traduzindo-se em última instância em mais disposição, saúde, vitalidade e em outros níveis até a estados diferenciados de consciência.

Pois bem, sabendo disso, só não muda o padrão respiratório quem não quer. Para atingir essa qualificação dois pontos são importantes: a prática e o conhecimento destes padrões. Um não funciona sem o outro. A prática é apenas uma questão de disciplina, conhecer os padrões não é tão simples, mas agora você vai conhecê-los:

  • Respiração nasal – realize uma respiração profunda com o uso exclusivo das narinas. Não somente na inspiração, mas também na expiração. Por mais que tenhamos aprendido em outras escolas que é preciso expirar pela boca, resista à tentação se quiser realmente incrementar a qualidade da sua respiração

  • Respire em quatro fases – é preciso respirar utilizando todas estas fases: a inspiração, o bloqueio com ar, a expiração e o bloqueio sem ar. Mesmo que ambos os bloqueios sejam curtos. Bloqueio é retenção.

  • Respiração usando o total da capacidade dos pulmões em ordem – exercite a respiração colocando em andamento as partes abdominal, intercostal (região das costelas) e torácica. Ao inspirar ocorre o movimento de dilatação de cada uma das partes e ao expirar ocorre o de retração. A dilatação das regiões (ao inspirar) acontece de baixo para cima, ou seja, é ascendente: abdômen, região das costelas e tórax. E a retração pulmonar (ao expirar) na ordem descendente, ou seja, de cima para baixo: tórax, região intercostal e abdômen. Isso por si só, já fará com que a respiração seja mais lenta.

Agora, junte tudo isso e comece a praticar. Com estes padrões você já começa a realizar uma reeducação respiratória, que vai te possibilitar alcançar os resultados mencionados acima, bem como a melhora da performance em alguns setores.

Para alçar níveis mais superiores e atingir benefícios relacionados à captação de energia e sua expansão, são necessárias outras técnicas (que fazem parte do acervo do Yôga). Mas, tudo isso já te possibilitará um incremento considerável da qualidade e impacto no seu dia a dia.