O seu corpo é o seu santuário. Valorize a forma como você o alimenta.

Não sou nutricionista e nem quero parecer ou colocar a minha opinião como verdade, esse texto é apenas um testemunho de como tento conduzir a minha alimentação e do que funciona para mim. Algumas conclusões apareceram só depois que comecei a praticar Yôga e comecei a perceber o efeito da alimentação não apenas na prática, mas também no meu corpo.

Outra coisa é que esse texto é muito mais uma tentativa de mostrar que a constituição de uma alimentação forte, consistente e que supra as necessidades dos nossos corpos (físico, energético, emocional, mental) é de extrema relevância, e de ressaltar a importância que uma alimentação biológica tem na construção de um organismo autossuficiente e equilibrado e que forneça energia para os estímulos que queremos provocar nele em busca da alta performance.

Tudo começou quando percebi que precisava reforçar minha alimentação e que ela podia ser uma grande aliada. Alimentação boa para mim é aquela que está em sintonia com você e que trabalha preventivamente. Ou seja, alimentar-se de forma saudável, é claro, mas ampliando a percepção do seu corpo para os diversos alimentos. Isso é possível analisando como o seu corpo responde a cada alimento ou combinação de alimentos.

Pense: Que sensações um alimento provoca em você? Como suas emoções interferem no que você escolhe para comer? Alguns alimentos podem reagir diferentemente para você. Perceba a sua individualidade.

Isso significa que mesmo procurando ter uma alimentação natural, evitando uma série de alimentos que sabemos ser prejudiciais, pode ser que em determinados momentos sintamos vontade de comer alguma coisa desta categoria: chocolate, fritura, etc. Respeite o seu corpo (desde que isso não se torne uma rotina, certo?), não seja repressivo. Nesse ponto, ter a consciência presente no momento da alimentação pode fazer toda a diferença (vou falar disso no final!).

Outro ponto interessante é analisar a sua rotina e o que o seu corpo precisa para cada momento, e compor a sua alimentação nestes moldes. Quer dizer, por que eu preciso de grande ingestão de energia se vou dormir em seguida? Mas, se vou exercer uma atividade mentalmente pesada seria interessante ingerir alimentos cuja digestão demore e cause sonolência? Ou então, uma atividade física que demandará mais esforço físico, que tipo de alimento vai facilitar o processo de aquisição rápida de energia?

O aspecto da saudabilidade é básico, quanto mais natural, melhor. Eu gosto de me alimentar daquilo que vem da natureza, na sua forma mais original. Inclusive na preferência do preparo, pois alimentos ao serem cozidos, perdem parte dos seus nutrientes. Mas isso não significa, de forma alguma, que outras formas não podem ser realizadas. Podem sim e eu mesma faço uso. Mas, é importante que o alimento preparado tenha sabor, seja visualmente atrativo, tenha um aroma delicioso. E isso é sim possível com alimentos e preparos naturais!

O que também vale muito observar é que tipo de combinação de alimentos é mais interessante. Alguns alimentos são absorvidos ainda no estômago e outros no intestino e alguns são absorvidos mais rápido do que outros. Certas combinações podem fazer com que boa parte dos nutrientes de um alimento se percam por terem que esperar o seu momento de absorção. De acordo com Rosângela de Castro, no livro O Gourmet Vegetariano: “Se você come uma fatia de fruta com o estômago vazio, esse alimento rapidamente percorrerá o trato digestivo, sofrendo a ação das enzimas digestivas, e você completará a sua digestão antes das bactérias atuarem. Desta forma o organismo tem melhores condições de assimilar uma grande porcentagem de nutrientes, sem precisar trabalhar muito.

Por outro lado ao comer um prato de feijoada, a complexidade digestiva fará com que o alimento fique retido longo tempo no estômago, exposto à atuação das bactérias. Este vai levar de 8 a 24 horas para ser digerido, dependendo da quantidade. Ao permanecer esse tempo enorme dentro do seu organismo, a temperatura favorece a proliferação daquelas bactérias, isto resultará num percentual muito pequeno de absorção dos nutrientes.”

Se comemos uma fruta fresca após a feijoada, a fruta que é digerida no intestino, ficará retida no corpo, até que as proteínas e aminoácidos da feijoada sejam digeridos no estômago. Ou seja, muito será perdido desta fruta. Pense nisso!

Outro ponto é que nós temos a nossa disposição ingredientes muito poderosos que nos ajudam a construir um organismo mais forte, mais saudável e possuem propriedades anti-inflamatórias, antibióticas, antirradicais livres, entre outros benefícios. Use isso a seu favor. Que tal incluir como rotina em sua dieta: alho, gengibre, linhaça (farinha), azeite (mas não deixe fritar), frutas oleaginosas (amêndoas, nozes, castanhas) sem ser salgada e mel (procure uma boa apicultura).

E quer uma dica preciosíssima? Ao se alimentar, faça-o lentamente, sem fazer outra atividade ao mesmo tempo e coma imaginando o tempo todo que o alimento está suprindo todas as suas necessidades, que está te levando saúde e vitalidade. Sinta não apenas o sabor, mas o bem que o alimento está lhe fazendo. Sinta o gosto, o aroma, veja o alimento e em alguns casos até toque-o. Use todos os sentidos possíveis ao se alimentar!

Outra dica: para saber se o que você está comendo é adequado ao seu corpo, faça as seguintes perguntas para você mesmo:

– é nutritivo?*
– é de fácil digestão?*
– é bem assimilado pelo organismo?*
– possui uma excreção eficiente?*
– é saboroso?*

Quer construir uma estrutura biológica mais forte? Então, esse texto é um convite para você dedicar mais tempo ao que você coloca para dentro do seu organismo!