Não sei sobre você, mas eu sempre tive atividades físicas presentes na minha vida. Sempre gostei muito de dançar e por muito anos o flamenco foi minha grande paixão. Na verdade, ainda sou apaixonada por essa dança, só que agora ela divide o lugar com o Yôga, apesar deste último não ser uma atividade física como muitos pensam, possui em seu acervo técnicas corporais bastante vigorosas e que trabalham o corpo de uma forma bem completa. O fato é que eu aprendi a gostar do movimento.

Nós, seres humanos, procuramos sempre o conforto, conscientemente ou até mesmo, involuntariamente. Buscamos sempre nos colocar em uma condição mais confortável, seja fisicamente, emocionalmente ou mentalmente. Vemos essa condição refletida no emocional quando somos avessos aos riscos, por exemplo, pois não sabemos para onde uma nova atitude pode nos levar emocionalmente; mentalmente, percebemos isso quando notamos que o nosso cérebro poupa sua própria energia, pois ao invés de produzir novos pensamentos, raciocínios, ele vai buscar no que já passou o que já sabe sobre aquele assunto, situação, replicando inclusive sentimentos em situações parecidas e automatizando atitudes. E, fisicamente, essa busca pelo conforto é muito evidente. A maioria de nós, se pudesse escolher entre descansar no sofá ou praticar uma atividade física por uma hora, escolheria o sofá. E quando faz a escolha pela atividade, muitas vezes é porque leva em consideração um objetivo que quer alcançar no aspecto físico, seja estético ou por saúde, e não pelo prazer de se movimentar.

“Quando realizamos uma atividade que nos dá prazer,
iniciamos um processo de maior captação de energia,
nos sentimos mais dispostos,
com mais ânimo, com mais vitalidade.”

Tudo bem termos um fator motivacional, mas é preciso desenvolver o gosto pelo movimento. É preciso mudar este padrão mental. Nossa mente vai associar atividade física a desgaste. Passemos a associar atividade física a energização. Transformemos o paradigma de atividade física ser cansativa e não prazerosa, para algo prazeroso.

A criança quando brinca não está pensando nos objetivos que a atividade vai lhe trazer, ela corre, pula, joga bola pelo prazer da atividade em si. Por isso é tão importante escolhermos uma atividade que sintamos prazer e não nos deixarmos levar pelo brilho que alguma traga por proporcionar determinados resultados. Só quando realizamos uma atividade que sentimos prazer é que começaremos a mudar este paradigma e aí iniciaremos um processo de maior captação de energia.

Cientificamente é conhecido o processo de produção de endorfina quando realizamos atividades físicas, mesmo que ainda não esteja elucidado a partir de qual intensidade e duração este processo se inicia. A endorfina é um neuro-hormônio produzido pelo organismo através da glândula hipófise, ao ser liberada estimula a sensação de bem estar, alegria e melhora o humor.

Mas, se sabemos de tantos benefícios ao nosso físico, ao emocional, ao mental, por que relutamos tanto em nos movimentar? Só vejo a possibilidade explicada anteriormente: zona de conforto. Queremos nos manter em nossa zona de conforto. Portanto, voltamos ao ponto inicial, é preciso uma mudança de paradigma. Vire a chave. Pratique algo que vai mudar o seu padrão de comportamento. Algo que você não se sinta obrigado a realizar. Sem repressão. Escolha uma atividade que te dê prazer e não visando o resultado. Amplie a sua zona de conforto! Movimente-se! Sorria!

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