mais disposição, produtividade, alta performance, qualidade de vida, administrar tempo

Já pensou que para ter mais disposição, é preciso diminuir o gasto de energia?

Porque ter mais disposição está ligado à mais energia. Desta forma obviamente é preciso agir sobre o escape de energia. Nesse aspecto,eu vejo dois pontos importantes para falar:

O primeiro deles é: quanto mais atividades distintas tivermos, mais nossa atenção estará distribuída, mais esforço dispendemos para gerenciar todas essas atividades e mais gasto de energia haverá, consequentemente. Se você for uma pessoa com tendência a controle, como eu sou, isso só se intensificará. Mais energia gasta, torna-se desafiador ter mais disposição.

Por isso, a primeira coisa é fazer essa avaliação, será que não estamos assumindo responsabilidades demais? Entendo que há duas possibilidades para resolver isso:

– Abrir mão de algumas responsabilidades atuais, dividindo-as com alguém e evitando assumir novas, aprendendo a dizer não.

Aprender a dizer não ou abrir mão está intimamente ligado a conhecer o que é essencial para nós mesmos. Uma vez que compreendemos isso, tomamos essas decisões e percebemos depois que não sentimos falta daquilo que abrimos mão. É como ensinar aos filhos a doar brinquedos. Várias vezes separei os brinquedos dos meus filhos para doar e os deixei guardados antes de doar; passam-se dias, semanas e eles não pedem pelos brinquedos, ou seja, não era essencial para eles. Conosco acontece a mesma coisa.

– A outra forma é delegar responsabilidades para quem está do seu lado, para auxiliares, parceiros, para as pessoas envolvidas.

Mesmo algumas atividades que pensamos ser a única pessoa que pode realizá-las, se pensarmos bem vamos descobrir alternativas de como delegá-las e nos desafogamos um pouco. Com o tempo percebemos que tudo bem não ser o responsável direto, e que as coisas continuam a funcionar da mesma forma, e a decisão só trouxe benefícios para nós.

O segundo ponto é sobre os nossos comportamentos perante as atividades. Enquanto o primeiro ponto se detém num aspecto quantitativo e muito objetivo, o segundo diz respeito às nossas emoções, quer dizer, qual o desgaste emocional que determinadas atividades nos impõe? Por que esse desgaste acontece? A causa está fora, é algo que nos desagrada e por isso provoca um impacto nas nossas emoções? Ou a causa está dentro de nós, nos colocando num padrão comportamental em que assumimos uma dinâmica estressante, e toda vez que temos que executar a mesma atividade ou nos deparamos com uma semelhante, nosso organismo automaticamente faz a associação e responde com o mesmo padrão comportamental e suas consequentes emoções?

Estamos agindo sem consciência, respondendo automaticamente a cada situação. Outras vezes estamos hipervalorizando determinadas atividades, situações que queremos que se desenrolem de uma forma exata e não percebemos que estamos exagerando e que não precisa ser assim. Nossas expectativas estão muito elevadas.

Enfim, o gasto energético administrando emoções é muito intenso. Pois é. Tudo bem, nós somos seres emocionais, então nós vamos continuar gastando energia com isso sim. Mas, talvez, possamos diminuir esse gasto, se começarmos a prestar atenção em onde estamos exagerando, onde estamos exigindo demais de nós mesmos. E o resultado será mais disposição.

Por tudo isso, é essencial diminuirmos aquilo que suga a nossa energia, principalmente se forem atividades que não são importantes para nós, não estão ligadas com a nossa essência. O urgente então, é descobrir isso!